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Revista M&T - Ed.260 - Dez/Jan 2022
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Coluna do Yoshio

Tendências para os negócios em 2022

As variações dos indicadores econômicos parecem menos relevantes que antes, enquanto outros fatores podem estabelecer diferenças cruciais para setores, regiões e até mesmo cidades

Com o ano chegando ao seu final, temos de admitir que não está sendo fácil para as empresas planejar o próximo ano. Um misto de surpresas positivas para muitas empresas, mescladas aos efeitos tardios da pandemia, ainda traz sérias dúvidas para o novo ano que se aproxima. Mas traçar os planos para 2022 é algo inadiável, assim como a elaboração de orçamentos prevendo os devidos compromissos para os próximos 12 meses.

Para muitos, o dilema oscila entre ser conservador (e correr o risco de perder oportunidades de negócios) ou arriscar-se mais (e quiçá perder credibilidade profissional). Nessa altura, os impasses dos executivos são enormes e os bons resultados de 2021 não asseguram um clima de pleno conforto para a nova temporada. Essa dubiedade vale para muitos setores, empresas, executivos e especialistas do mercado.

A questão central decorre do que denomino como “dividendos da pandemia”, um inesperado benefício de crescimento e de resultados excepcionais para muitos setores e empresas, que vem desde o segundo semestre de 2020. Mas, hoje, há outros problemas relacionados a custos, disponibilidades e incertezas na produção.

Temos observado essas dificuldades em diversos setores e a busca por respostas tem sido um tanto frenética para muitas empresas. Tipicamente, trata-se de uma situação em que indicadores macroeconômicos e mesmo setoriais já não convencem aqueles que assinarão os planos e orçamentos. O peso de fatores particulares, associados ao setor de atividade, à região de atuação, à economia regional e à política local, superam as tradicionais indicações e análises.

Em tal quadro, observar o que pode mudar em 2022 pode ser muito mais relevante do que o que pode continuar igual a 2021, invertendo a lógica de planejamento anterior, em que as principais tendências definiam as expectativas, com ajustes realizados sobre efeitos tênues de mudanças. As variações dos indicadores econômicos parecem menos relevantes que antes, enquanto outros fatores podem estabelecer diferenças cruciais para


Com o ano chegando ao seu final, temos de admitir que não está sendo fácil para as empresas planejar o próximo ano. Um misto de surpresas positivas para muitas empresas, mescladas aos efeitos tardios da pandemia, ainda traz sérias dúvidas para o novo ano que se aproxima. Mas traçar os planos para 2022 é algo inadiável, assim como a elaboração de orçamentos prevendo os devidos compromissos para os próximos 12 meses.

Para muitos, o dilema oscila entre ser conservador (e correr o risco de perder oportunidades de negócios) ou arriscar-se mais (e quiçá perder credibilidade profissional). Nessa altura, os impasses dos executivos são enormes e os bons resultados de 2021 não asseguram um clima de pleno conforto para a nova temporada. Essa dubiedade vale para muitos setores, empresas, executivos e especialistas do mercado.

A questão central decorre do que denomino como “dividendos da pandemia”, um inesperado benefício de crescimento e de resultados excepcionais para muitos setores e empresas, que vem desde o segundo semestre de 2020. Mas, hoje, há outros problemas relacionados a custos, disponibilidades e incertezas na produção.

Temos observado essas dificuldades em diversos setores e a busca por respostas tem sido um tanto frenética para muitas empresas. Tipicamente, trata-se de uma situação em que indicadores macroeconômicos e mesmo setoriais já não convencem aqueles que assinarão os planos e orçamentos. O peso de fatores particulares, associados ao setor de atividade, à região de atuação, à economia regional e à política local, superam as tradicionais indicações e análises.

Em tal quadro, observar o que pode mudar em 2022 pode ser muito mais relevante do que o que pode continuar igual a 2021, invertendo a lógica de planejamento anterior, em que as principais tendências definiam as expectativas, com ajustes realizados sobre efeitos tênues de mudanças. As variações dos indicadores econômicos parecem menos relevantes que antes, enquanto outros fatores podem estabelecer diferenças cruciais para setores, regiões e até mesmo cidades.

Uma análise transparente dos resultados de 2020 e 2021 pode oferecer indicações preciosas como a rápida reação das indústrias lhes permitiu aproveitar as oportunidades. A restrição das atividades presenciais e físicas também proporcionou uma redução importante dos custos para as empresas. Mas a pressa – e a pressão – em algumas delas, no sentido de um rápido retorno ao “modus operandi” anterior, pode se revelar um “tiro-no-pé”.

Por outro lado, um reflexo positivo tem sido o maior interesse em aprofundar o planejamento antes de se tomar uma decisão mais assertiva. Dessa vez, afinal, pode ser muito útil construir um processo mais estruturado nos negócios.

*Yoshio Kawakami é consultor da Raiz Consultoria e diretor técnico da Sobratema.