
Imagem: Raiz Consultoria
Atualmente, vale a pena refletir sobre o mundo dos negócios em um ambiente geopolítico global menos estável, mais transacional e imprevisível.
Se nas relações entre países passam a prevalecer posições pautadas por vantagens imediatas e pragmáticas, é natural perguntar como essa mudança pode influenciar as relações entre empresas, cadeias produtivas, distribuidores, concessionários e fornecedores.
Certamente, o uso de posições de poder para assegurar interesses nacionais também pode provocar mudanças no dia a dia dos negócios.
Esse ponto é especialmente relevante, pois os negócios são parte essencial do exercício das relações entre países, tanto no comércio internacional quanto nas cadeias de suprimentos, tecnologia, financiamento e acesso a mercados.
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Imagem: Raiz Consultoria
Atualmente, vale a pena refletir sobre o mundo dos negócios em um ambiente geopolítico global menos estável, mais transacional e imprevisível.
Se nas relações entre países passam a prevalecer posições pautadas por vantagens imediatas e pragmáticas, é natural perguntar como essa mudança pode influenciar as relações entre empresas, cadeias produtivas, distribuidores, concessionários e fornecedores.
Certamente, o uso de posições de poder para assegurar interesses nacionais também pode provocar mudanças no dia a dia dos negócios.
Esse ponto é especialmente relevante, pois os negócios são parte essencial do exercício das relações entre países, tanto no comércio internacional quanto nas cadeias de suprimentos, tecnologia, financiamento e acesso a mercados.
Se a lógica do mundo geopolítico passar a orientar as atividades econômicas e comerciais, seria ingênuo imaginar que as práticas anteriores de relacionamento empresarial permanecerão inalteradas.
Um mundo menos estável significa maior probabilidade de mudanças inesperadas, muitas vezes pouco visíveis, porém capazes de afetar profundamente o ambiente de negócios.
Esse risco é particularmente relevante para empresas que atuam em cadeias internacionais ou que dependem de parceiros estratégicos.
Nesse contexto, o ambiente de negócios tende a se tornar menos duradouro, menos estável e mais sujeito a revisões contratuais.
Contratos poderão passar a conter cláusulas mais rígidas de proteção, especialmente para situações de exceção, enquanto regras comerciais e compromissos de longo prazo poderão se tornar mais exigentes e defensivos, em busca de maior segurança para as partes.
Também é provável que a redução da confiança nas relações leve as empresas a buscar alternativas, redundâncias e mecanismos de proteção.
Isso pode significar menor eficiência e menor produtividade no curto prazo, mas maior capacidade de manobra diante de emergências, rupturas ou mudanças bruscas no ambiente competitivo.
Nas relações entre OEMs, distribuidores e concessionários, contratos e acordos comerciais poderão se tornar mais duros, menos flexíveis e, paradoxalmente, menos duradouros.
A necessidade de proteger marcas, mercados, canais de distribuição e investimentos poderá levar os fabricantes a reforçar as exigências contratuais, ao mesmo tempo em que os distribuidores buscarão maior flexibilidade para sobreviver em ambientes mais incertos.
A realidade é que, ao longo dos anos, os contratos de concessão dos fabricantes foram sendo aprimorados para proteger seus próprios interesses.
No entanto, diante de um mundo mais instável, essa reflexão também se torna necessária para os demais participantes da cadeia, que precisarão revisar suas formas de proteção, riscos e capacidade de preservar os próprios interesses.
*Yoshio Kawakami é consultor da Raiz Consultoria e diretor técnico da Sobratema

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