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Revista M&T - Ed.302 - Abril de 2026
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COLUNA DO YOSHIO

Reflexões sobre governança nas empresas

Por Redação

"A governança cumpre plenamente seu papel quando encontra um ambiente em que ética, transparência e responsabilidade são efetivamente praticadas, e não apenas declaradas.”

Nos últimos anos, a governança corporativa ganhou espaço como uma importante ferramenta para aprimorar a qualidade da gestão, fortalecer a tomada de decisões e elevar os padrões éticos e de conformidade nas organizações, tanto públicas como privadas.

De fato, nunca houve tantos profissionais dedicados ao tema, nem tanta oferta de cursos, seminários e debates sobre o tema. Observa-se também um crescimento consistente no número de empresas que estruturam conselhos e buscam adotar melhores práticas de governança. Trata-se de uma evolução positiva e necessária em ambientes de negócios cada vez mais complexos.

Ainda assim, episódios de falhas, fraudes ou decisões questi


"A governança cumpre plenamente seu papel quando encontra um ambiente em que ética, transparência e responsabilidade são efetivamente praticadas, e não apenas declaradas.”

Nos últimos anos, a governança corporativa ganhou espaço como uma importante ferramenta para aprimorar a qualidade da gestão, fortalecer a tomada de decisões e elevar os padrões éticos e de conformidade nas organizações, tanto públicas como privadas.

De fato, nunca houve tantos profissionais dedicados ao tema, nem tanta oferta de cursos, seminários e debates sobre o tema. Observa-se também um crescimento consistente no número de empresas que estruturam conselhos e buscam adotar melhores práticas de governança. Trata-se de uma evolução positiva e necessária em ambientes de negócios cada vez mais complexos.

Ainda assim, episódios de falhas, fraudes ou decisões questionáveis ocasionalmente vêm à tona, sugerindo que a governança, isoladamente, não é suficiente. Esse conjunto de mecanismos de liderança, estratégia e controle funciona melhor quando integrado a um escopo mais amplo de valores, atitudes e comportamentos organizacionais. Assim como ocorre na saúde, diretrizes e prescrições tendem a produzir melhores resultados quando acompanhadas de hábitos coerentes e disciplina na aplicação.

Nesse aspecto, a governança não deve ser entendida apenas como um aglomerado de estruturas formais ou documentos bem-elaborados, mas sim como um compromisso contínuo com princípios éticos e de responsabilidade na condução dos negócios. Revisitar valores, alinhar incentivos e fortalecer a cultura organizacional são passos que potencializam o impacto das boas práticas.

Atuando em conselhos de empresas de diferentes portes e setores — incluindo companhias abertas, organizações filantrópicas, grupos familiares e empresas dos setores de alimentos, saúde e indústria —, tenho observado que quase todas apresentam declarações claras de Visão, Missão e Valores. Em geral, são textos consistentes e bem-formulados. No entanto, a efetividade da gestão e a qualidade das decisões variam de acordo com o grau de aderência real a esses princípios no dia a dia.

A governança cumpre plenamente seu papel quando encontra um ambiente em que ética, transparência e responsabilidade são efetivamente praticadas, e não apenas declaradas. Conselheiros e executivos, ao assumirem suas funções, tornam-se depositários de uma confiança relevante por parte dos acionistas e demais stakeholders, o que requer um compromisso genuíno com esses valores.

Em síntese, a experiência prática confirma que a governança contribui significativamente para melhorar a qualidade da gestão e das decisões. Contudo, sua solidez depende, em grande medida, dos valores morais e éticos das pessoas que a conduzem. É nessa base que se sustenta a boa governança e, consequentemente, a perenidade das organizações.

*Yoshio Kawakami

é consultor da Raiz Consultoria e diretor técnico da Sobratema

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