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Revista M&T - Ed.218 - Novembro 2017
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Coluna do Yoshio

Mais do que uma segunda vida

"Por conta da longevidade e das aceleradas mudanças tecnológicas, em um futuro nem tão longínquo todos seremos profissionais múltiplos, desenvolvendo-nos constantemente para novas profissões e novas atividades."

Se você tem idade entre oito e 80 anos, está na hora de pensar seriamente sobre uma segunda carreira prolongada ou mesmo em uma terceira carreira. Parece exagero? Talvez...

Mas considere que as mudanças realizadas na previdência – que cedo ou tarde terão efeito na nossa sociedade por conta da inviabilidade do modelo atual – levarão a população a trabalhar por muito mais tempo, ultrapassando o limite anterior dos 60 anos de idade. Certamente, ainda há aqueles que pensam que poderão começar a desfrutar a aposentadoria aos 50 anos. Mas esses poderão ter uma séria frustração adiante.

Pesquisas recentes sobre a longevidade e o trabalho realizadas no estado do Paraná mostram que a maioria dos trabalhadores das indústrias daquele estado tem atualmente entre 25 e 49 anos. Neste caso, considera-se maioria algo em torno de 85% dos trabalhadores, enquanto apenas uns 3% estão acima dos 60 anos. Os demais 12% situam-se na faixa intermediária entre 50 e 59 anos de idade.

A partir desses dados, algumas conclusões básicas podem ser até “cruéis”, principalmente se constatarmo


Se você tem idade entre oito e 80 anos, está na hora de pensar seriamente sobre uma segunda carreira prolongada ou mesmo em uma terceira carreira. Parece exagero? Talvez...

Mas considere que as mudanças realizadas na previdência – que cedo ou tarde terão efeito na nossa sociedade por conta da inviabilidade do modelo atual – levarão a população a trabalhar por muito mais tempo, ultrapassando o limite anterior dos 60 anos de idade. Certamente, ainda há aqueles que pensam que poderão começar a desfrutar a aposentadoria aos 50 anos. Mas esses poderão ter uma séria frustração adiante.

Pesquisas recentes sobre a longevidade e o trabalho realizadas no estado do Paraná mostram que a maioria dos trabalhadores das indústrias daquele estado tem atualmente entre 25 e 49 anos. Neste caso, considera-se maioria algo em torno de 85% dos trabalhadores, enquanto apenas uns 3% estão acima dos 60 anos. Os demais 12% situam-se na faixa intermediária entre 50 e 59 anos de idade.

A partir desses dados, algumas conclusões básicas podem ser até “cruéis”, principalmente se constatarmos que, para quase todos, na prática a vida profissional termina aos 60 anos. E que mesmo acima dos 50 anos os números já não são tão promissores... Então, que mudanças esperar em uma situação como esta?

Segundo os especialistas, o primeiro ser humano a alcançar 150 anos de vida já nasceu e 50% dos bebês recentes chegarão aos 109 anos de vida. A aritmética indica que parar de trabalhar aos 60 anos de vida criará um déficit de 49 anos para estes bebês biologicamente mais sortudos. É impossível que a maioria comece a trabalhar aos 25 anos e, até os 60 anos (logo, com 35 anos de trabalho), consiga acumular recursos para viver os anos restantes de suas vidas.

Não havendo uma solução evidente, uma vez que o limite de vida individual é imponderável, será necessário que todos se preparem mais diligentemente do que as gerações que já alcançaram a aposentadoria e que contam com uma perspectiva de vida menos prolongada.

Por conta da longevidade e das aceleradas mudanças tecnológicas dos dias atuais, em um futuro nem tão longínquo todos seremos profissionais múltiplos, desenvolvendo-nos constantemente para novas profissões e novas atividades. Por enquanto, não me ocorre solução mais prática. No mais, o benefício da ciência em aproximar-nos gradativamente do sonho da imortalidade precisa oferecer conjuntamente a possibilidade de uma eterna juventude. O sonho é o “pacote completo”, este sim ainda bem distante.

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