
Como se sabe, o procedimento de troca de óleo visa retirar todo o lubrificante usado de dentro do componente e armazená-lo de modo a não contaminar o ambiente nem ser contaminado por ele. Neste artigo, concluímos a divulgação das informações compiladas pela Apromac (Associação de Proteção ao Meio Ambiente de Cianorte) e outras fontes sobre o assunto.
Durante o procedimento, deve-se dar preferência a elevadores ou rampas em vez de valas, devido à maior facilidade de contenção de derramamentos e, ainda, ao menor risco de infiltrações. Caso se decida pelo uso de valas, deve-se tomar cuidados especiais com sua impermeabilização, para evitar a entrada de umidade externa e o extravasamento de eventuais derramamentos. Da mesma maneira, deve-se ainda projetar uma solução para a retirada de óleo do interior da vala.
Como orientação básica, o local deve ser bem-venti


Como se sabe, o procedimento de troca de óleo visa retirar todo o lubrificante usado de dentro do componente e armazená-lo de modo a não contaminar o ambiente nem ser contaminado por ele. Neste artigo, concluímos a divulgação das informações compiladas pela Apromac (Associação de Proteção ao Meio Ambiente de Cianorte) e outras fontes sobre o assunto.
Durante o procedimento, deve-se dar preferência a elevadores ou rampas em vez de valas, devido à maior facilidade de contenção de derramamentos e, ainda, ao menor risco de infiltrações. Caso se decida pelo uso de valas, deve-se tomar cuidados especiais com sua impermeabilização, para evitar a entrada de umidade externa e o extravasamento de eventuais derramamentos. Da mesma maneira, deve-se ainda projetar uma solução para a retirada de óleo do interior da vala.
Como orientação básica, o local deve ser bem-ventilado e sinalizado adequadamente, para evitar risco de intoxicação, porém coberto e protegido do vento e da chuva, para que não haja entrada de materiais estranhos. O piso, por sua vez, deve ser impermeável e dispor de calhas ligadas a uma caixa separadora (água/óleo), visando conter eventuais derramamentos e possibilitar a recuperação da maior quantidade possível de óleo. Também deve ser mantido distante de fontes de calor, chamas, descargas elétricas e outros elementos que possam causar combustão. Além disso, deve assegurar fácil acesso a ferramentas e EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), assim como fácil armazenagem dos materiais utilizados (embalagens, estopas, luvas etc.).
MÉTODOS
Basicamente, existem dois métodos para executar a troca do óleo. A retirada do bujão do cárter (para que o óleo escoe por ação da gravidade) é mais demorado, mas tem a vantagem de maior remoção da sujeira do fundo do cárter. Já a remoção a vácuo (através de bombas de sucção) é mais rápida e segura, uma vez que não requer o erguimento do veículo ou máquina, evitando assim possíveis queimaduras na retirada do bujão e permitindo acondicionar automaticamente o óleo usado, evitando o contato com o resíduo.
Seja qual for a opção escolhida, os óleos devem ser armazenados em recipientes em boas condições, colocados dentro de uma área de contenção. Dentre os mais usados no mercado estão as bombonas e contêineres plásticos, pela praticidade, resistência e durabilidade. Mas também podem ser usados tambores, desde que sejam tomados cuidados especiais com o ataque por ferrugem, amassamentos e outros danos.
A melhor opção, contudo, é o uso de um pequeno tanque aéreo ou subterrâneo, com contenção destinada a evitar o espalhamento do óleo no caso de acidente na colocação ou retirada dos recipientes. Nesse caso, um espaço com piso e paredes impermeabilizados deve ser construído em torno dos tanques, com altura suficiente para reter um volume igual ao armazenável, sem transbordamentos.
Embalagens e filtros de óleo devem ser separados e colocados em local que impeça o extravasamento das pequenas quantidades de óleo que normalmente ficam em seu interior. Em muitos municípios brasileiros, esses materiais são recolhidos por empresas dedicadas à reciclagem. Caso esse recolhimento não ocorra no local, devem ser separados por tipo e então acondicionados em embalagens resistentes, rotuladas e encaminhadas a aterros de resíduos perigosos (Classe I).
Estopas, papelões, serragem, areia e outros produtos contaminados com óleo também devem ser separados por tipo e acondicionados de forma similar, para encaminhamento ao aterro adequado. As águas contaminadas provenientes da lavagem de ferramentas e do local, ou ainda provenientes de caixas separadoras, devem ser tratadas para que se recupere o máximo de água. O óleo retirado deve então ser acondicionado separadamente, retirando-se os resíduos sólidos. O infográfico resume os procedimentos de armazenagem temporária e a destinação final dos resíduos.
Quando a prestação dos serviços for feita no cliente, deverão ser utilizados veículos com equipamentos especiais para esse fim, dotados de licença ambiental. Nesse caso, a remoção do óleo só pode ser feita com bombas de sucção, uma vez que não é possível transportar toda a estrutura física de segurança contra derramamentos de óleo. Mesmo assim, é desejável que seja feita a proteção do solo com uma manta plástica resistente ou lona impermeável.
Os veículos devem dispor de uma cópia do plano de contingência para acidentes na troca de óleo ou transporte do resíduo, além de possuírem os equipamentos e materiais necessários para essa operação. A base do empreendedor deve permitir a correta gestão e destinação dos resíduos, com observância dos procedimentos pertinentes, em especial a entrega do óleo usado ao coletor autorizado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
SEGURANÇA
Obrigatoriamente, os trabalhadores devem ser treinados e informados sobre os riscos, cuidados e conduta em caso de acidentes. Os funcionários que executam a troca de óleo, especialmente, devem usar EPIs adequados, para evitar contato do produto com a pele e para minimizar as possibilidades de danos pessoais em caso de eventual acidente. Isso inclui luvas impermeáveis, macacão de algodão resistente, avental de proteção (quando o trabalhador estiver usando vestuário leve) e calçado resistente, impermeável e com solado de borracha (preferencialmente bota de borracha), além de óculos de segurança e máscara contra gases (quando a troca for feita em ambiente fechado). Devem ainda evitar o contato prolongado do óleo com a pele e a inalação de gases.
Como prevenção, os trabalhadores devem relatar qualquer distúrbio na pele, dores de cabeça ou vertigens subsequentes ao procedimento. No caso de cortes ou arranhões, devem procurar imediatamente o setor de primeiros socorros, mesmo que a área afetada não tenha entrado em contato com o óleo. Os clientes devem ser mantidos a uma distância segura, para não interferir na troca e não sofrer acidentes ou contaminação.
Além disso, a instalação deve dispor de ao menos um chuveiro para uso em caso de acidentes, que também pode ser usado para a lavagem de roupas contaminadas. Completando as medidas de precaução, quadros informativos indicando os procedimentos de primeiros socorros e procedimentos de remediação de acidentes devem estar expostos em local visível.

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