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Revista M&T - Ed.301 - Fev / Mar - 2026
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A ERA DAS MÁQUINAS

Motoniveladoras nas décadas de 60 e 70

Por Redação

Nos anos 1960 e 1970, o projeto básico das motoniveladoras pouco mudou. Os principais avanços no período foram a universalização dos sistemas hidráulicos e dos conjuntos de tandem traseiro com acionamento por correntes. A maior parte dos fabricantes também adotou sistemas de tração em todos os eixos, seguindo as pioneiras Austin-Western e John Deere. Após a aquisição da Austin-Western pela Baldwin-Lima-Hamilton (BLH), em 1958, a empresa passou a oferecer cinco modelos de dois eixos e cinco de três eixos, com potências entre 95 e 180 hp.

Posteriormente, a BLH foi comprada pela Clark, que, além de aumentar a potência e modificar a estrutura (cuja seção transversal ficou mais quadrada), passou a usar conjuntos motrizes de fabricação própria e conversores de torque. O principal modelo era o 720, de 150 hp. Em 1968, a John Deere lançou o modelo JD570, de 83 hp, uma das primeiras máquinas com chassi articulado do


Nos anos 1960 e 1970, o projeto básico das motoniveladoras pouco mudou. Os principais avanços no período foram a universalização dos sistemas hidráulicos e dos conjuntos de tandem traseiro com acionamento por correntes. A maior parte dos fabricantes também adotou sistemas de tração em todos os eixos, seguindo as pioneiras Austin-Western e John Deere. Após a aquisição da Austin-Western pela Baldwin-Lima-Hamilton (BLH), em 1958, a empresa passou a oferecer cinco modelos de dois eixos e cinco de três eixos, com potências entre 95 e 180 hp.

Posteriormente, a BLH foi comprada pela Clark, que, além de aumentar a potência e modificar a estrutura (cuja seção transversal ficou mais quadrada), passou a usar conjuntos motrizes de fabricação própria e conversores de torque. O principal modelo era o 720, de 150 hp. Em 1968, a John Deere lançou o modelo JD570, de 83 hp, uma das primeiras máquinas com chassi articulado do mercado – solução que acabou sendo adotada por todos os fabricantes – e que também podia receber uma grande variedade de implementos. Em 1982, a linha contava com cinco modelos, variando de 92 a 160 hp.

MÁQUINAS INOVADORAS

Nos anos 1960, a Adams-Le Tourneau-Westinghouse era uma marca importante no mercado, mas na década de 1970, a Wabco deixou de usar esse nome e, mantendo um perfil mais conservador, lançou o modelo 888, de 18 ton e 230 hp, com controles hidromecânicos, completando a linha existente. Já a Champion manteve a independência e, em 1964, lançou a série 700, na qual destacava-se o modelo intermediário 720, de 150 hp. Além de opção de tração no eixo dianteiro, a série era oferecida com chassi rígido ou articulado.

Por sua vez, a Huber manteve em produção o modelo 5D-190 da Warco, porém com sua própria marca (posteriormente, utilizaria o nome Huber-Warco). Na década de 1970, a Galion (que fazia parte do grupo) lançou um conjunto de novos produtos, até ser finalmente absorvida pela Dresser, já no início dos anos 1980, quando foram introduzidos o chassi articulado e a tração no eixo dianteiro. Nessa linha, destaca-se a motoniveladora A550, um modelo 6x4 com chassi articulado.

Lançado em 1969, o modelo Autoblade pesava 33 ton e tinha transmissão hidrostática de 450 cv de potência, mas nunca passou da fase de protótipo.

A partir de 1971, a CMI lançou um conjunto de máquinas inovadoras. Com 30 ton e 360 hp, a G65 foi lançada em 1973, tornando-se a máquina mais vendida da época. Mas a maior inovação foi o modelo Autoblade, lançado em 1969, com dois motores e dupla articulação, além de dois eixos na dianteira e dois na traseira, cada conjunto alimentado por um trem de força independente. Como a frente e a traseira eram iguais, a cabina era posicionada no centro e girava 180 graus, permitindo o trabalho em ambos os sentidos.

Em 1972, a Allis-Chalmers lançou uma série de máquinas, ainda com controles mecânicos (incluindo a 200C, de 160 hp), que não tiveram grande sucesso devido à tecnologia ultrapassada. A incorporação pela Fiat trouxe uma nova marca, mas manteve as características dos modelos herdados.

A Caterpillar também adotou uma postura conservadora, mantendo o controle mecânico da lâmina, mas com uma tradição de alta confiabilidade que manteve as vendas em alta. Finalmente, em 1973, apresentou a série G, com controle hidráulico total, chassi articulado e um sistema eletrônico de diagnóstico.

Na Alemanha, diversos fabricantes se destacaram. No início dos anos 1960, a O&K lançou os modelos EH346 (50 hp) e EH580 (105 hp), seguidos por duas máquinas menores. Em 1966, a marca lançou a série G, formada por seis modelos, com potência entre 78 e 343 hp, sendo a G350 a maior motoniveladora produzida na época, com 40 ton e lâmina de 4,9 m.

A Frisch, que logo se transformaria na Faun-Frisch, produziu uma linha com modelos entre 14 ton e 50 hp e 50 ton e 208 hp. Outros fabricantes, como Henschel, Hanomag e MBU, ofereceram uma gama menos variada, com destaque para a MBU G6, que tinha chassi articulado e transmissão hidrostática. Na França, a Richier dominava o mercado com máquinas de dois eixos, que já não eram as preferidas pelo público.

Em 1961, a marca lançou uma série de três modelos com chassi 4 x 2 e controles hidráulicos. Na década seguinte, foram introduzidos mais três modelos 6x4, destacando-se o N530, de 115 hp, já com transmissão powershift, que deixaram de ser produzidos após a compra da marca pela Ford.

A motoniveladora Aveling Barford ASG 018 era equipada com tração nas quatro rodas e sistema de direção eletrohidráulico.

Em 1963, a inglesa Aveling-Barford tinha um volume forte de vendas. Seu modelo Super 500, de 15 ton, era uma das melhores máquinas da época para serviços pesados. No final da década, todavia, deixou de produzir máquinas de dois eixos e, em 1977, lançou uma versão 6x4, para competir com as máquinas mais baratas do mercado, além de um modelo 6x6 (Super 700), que teve seu nome mudado para ASG018 na década de 1980, após algumas modificações de projeto.

ALTERNATIVAS

Na Itália, a Sicom (antiga Vancini) produziu máquinas totalmente hidráulicas de três eixos. No final dos anos 1970, a linha compreendia modelos entre 55 e 150 hp, que passaram a usar chassi articulado. Outros fabricantes tiveram linhas mais limitadas.

A Moncalvi produziu um modelo com componentes Frisch, conversor de torque e motor Alfa Romeo de 100 hp, sendo provavelmente a única máquina em toda a história a usar um motor desse fabricante. Nos países nórdicos, destacaram-se a finlandesa Lokomo, que produzia motoniveladoras desde os anos 30, passando para o controle hidráulico total em 1970 e parou a produção nos anos 1980. Já a Volvo, que produzia essas máquinas desde 1924, lançou em 1977 o modelo BM3500, com direcionamento do conjunto traseiro para assegurar maior manobrabilidade.

Na época, a URSS podia exportar máquinas graças a acordos de permuta. Seu grande atrativo, além do desempenho razoável, era o preço mais baixo. A maior máquina produzida no país era a DZ140, com chassi tubular, 27 ton e 11,5 m de comprimento. Também eram oferecidos alguns modelos 4x4, cópias de máquinas produzidas na Europa.

Ao mesmo tempo, os japoneses começaram a colocar modelos no mercado ocidental após o sucesso de suas máquinas de esteiras. Os destaques foram a Komatsu (com a GD500R à frente) e a Mitsubishi (que produziu o modelo LGH, de 11,5 ton e 115 hp, com características conservadoras e bom desempenho).

Na década de 1970, a demanda centrou-se em máquinas cada vez maiores. Em 1975, a Champion lançou uma máquina de 100 ton e 700 hp, da qual foram produzidas 17 unidades. Sua lâmina de 7,3 m podia nivelar toda a seção transversal de uma pista de duas faixas em uma só passada.

Nos anos 1970, a Gomaco lançou a aparadora (trimmer), uma máquina com projeto similar a uma pavimentadora de concreto, com acionamento hidrostático e quatro esteiras, que fazia o acabamento fino em bases de pavimento rodoviário com grande precisão, preparando a seção transversal completa. A CMI lançou uma máquina similar, a Autograde, que trazia motor Cat de 280 hp e pesava 36 ton, podendo ser convertida em pavimentadora.

Leia na próxima edição:
A especialização emperfuração de rocha

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