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Revista M&T - Ed.302 - Abril de 2026
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A ERA DAS MÁQUINAS

A história da Sandvik

Por Redação

A Sandvik passou a atuar na produção de aço após a aquisição da Högbo Bruk, em 1863.IMAGENS: REPRODUÇÃO.


Fundada em 1862 em Sandviken, na Suécia, inicialmente para revender a produção da Högbo Bruk no mercado internacional, a Sandvik acabou por adquirir essa empresa e passou a atuar na produção de aço, instalando-se numa área próxima de minas e florestas (fornecedoras de matéria prima e carvão). Para fixar a mão de obra, a empresa investiu em uma estrutura com alojamento, hotel, ambulatório (posteriormente hospital), escola, teatro, centro esportivo e outras instalações.

A empresa foi a primeira a utilizar o processo Bessemer na produção de aço, em 1863, seguida pela trefilação, em 1876, e pela laminação de bobinas, em 1880. Em 1898, implantou o processo Siemens-Martin de produção de aço, que m


A Sandvik passou a atuar na produção de aço após a aquisição da Högbo Bruk, em 1863.IMAGENS: REPRODUÇÃO.


Fundada em 1862 em Sandviken, na Suécia, inicialmente para revender a produção da Högbo Bruk no mercado internacional, a Sandvik acabou por adquirir essa empresa e passou a atuar na produção de aço, instalando-se numa área próxima de minas e florestas (fornecedoras de matéria prima e carvão). Para fixar a mão de obra, a empresa investiu em uma estrutura com alojamento, hotel, ambulatório (posteriormente hospital), escola, teatro, centro esportivo e outras instalações.

A empresa foi a primeira a utilizar o processo Bessemer na produção de aço, em 1863, seguida pela trefilação, em 1876, e pela laminação de bobinas, em 1880. Em 1898, implantou o processo Siemens-Martin de produção de aço, que manteve ativo até 1960. Em 1907, iniciou a produção de hastes ocas de perfuração de rocha.

A expansão posterior envolveu a compra de diversas empresas, com ampliação e atualização das linhas de produção, além da criação de subsidiárias em diversos países. Após superar a queda das vendas nos anos 1920, a companhia produziu os primeiros tubos de aço inox sem costura e fundou uma subsidiária nos Estados Unidos.

PRODUÇÃO

Com a chegada da Segunda Grande Guerra Mundial, reorganizou a produção para atender principalmente à demanda interna. Em 1942, criou a marca Coromant para bits de perfuração e produziu as primeiras ferramentas com carbeto de tungstênio. Após o final da guerra, ampliou a venda de hastes e extensões integrais de perfuração. Em 1947, firmou um acordo de longo prazo com a Atlas Diesel e, em 1949, fundou uma subsidiária do grupo em São Paulo.

A década de 1950 caracterizou-se pelo desenvolvimento de suportes e ferramentas de manuseio dos insertos de tungstênio. As linhas Gammax e T-max são sucessos dessa época. Em 1962, foi inaugurada no Brasil uma unidade para fabricação de ferramentas de corte e perfuração. Nessa mesma década, e empresa também lançou tubos de zircônio para a indústria nuclear, aços inox para a indústria de papel e celulose e serras para corte das esculturas do templo de Abu Simbel, no Egito, transferidas devido à construção da barragem de Assuã.

Nos anos 1970, as ferramentas Sandvik foram usadas na escavação do túnel São Gotardo, na Suíça. Tubos de titânio foram desenvolvidos para centrais nucleares e o Projeto Concorde, além de tubos especiais para altas temperaturas e ligas de ferro-níquel para contatos, chaves e relês. No final da década, os produtos de tungstênio correspondiam a 50% do total de vendas da companhia.

O declínio das vendas nos anos 1980 levou ao fechamento de unidades e à demissão de mais de 2.000 funcionários. A seguir, foi lançada a linha Delta Drill, com capacidade muito superior à das linhas espirais. A partir de 1984, a empresa se reorganizou no âmbito corporativo, separando as diferentes áreas de atuação.

Nos anos 1990, a Sandvik introduziu as ferramentas modulares Coromant para perfuração e mineração, lançando posteriormente as primeiras ferramentas com insertos de diamante. Também adquiriu diversos fabricantes de ferramentas com pastilhas de tungstênio. Em 1992, adquiriu 25% da Tamrock, fabricante finlandesa de equipamentos de perfuração (v. box). Em 1996, o processo continuou com a aquisição de 49% da Tampella, controladora da Tamrock, completando a compra em 1997.

Em 1995, foi lançada a linha de soluções de fresagem CoroMill, seguida em 1997 pela apresentação da Toro 2500, a maior carregadeira subterrânea do mundo na época. Em 1998 houve nova reestruturação na empresa, que ficou então com três áreas de negócio: Tooling, Mining and Construction e Specialty Steels. Com isso, as áreas de serras e ferramentas foram vendidas no ano seguinte.

INVESTIMENTOS

A empresa iniciou o século XXI com investimentos em automação e controle remoto, com testes em mineração de ouro no Canadá e na Suécia. A seguir, adquiriu a linha de equipamentos de britagem e classificação da Svedala (em 2001) e constituiu uma sociedade com a Smith International para fabricação de bits de rolo, adquirindo o controle do negócio em 2005.

Em 2003, alterou o nome para Sandvik Materials Technology, apresentando uma nova linha de pastilhas com tratamento bicolor, para indicar o desgaste. Em 2006, lançou uma nova geração de jumbos com sistema informatizado para tratamento de dados sobre condições de perfuração e de reparos. No ano seguinte, lançou ferramentas cementadas de tungstênio com refrigeração de alta pressão integrada.

No entanto, a crise global do final da década levou a cortes em pessoal, capacidade de produção, estoques e custos. A recuperação começou com uma nova reestruturação, que criou cinco áreas de negócio: Mining, Machinery Solutions, Materials Technology, Construction e Venture.

Em 2010, a Sandvik iniciou a produção de britadores em Svedala e, no ano seguinte, fez uma joint venture com uma empresa chinesa para produção e venda de equipamentos de mineração nesse mercado. Em 2015, decidiu abandonar a operação de sistemas de manuseio para mineração, em um processo de enxugamento que continuou nos anos seguintes. Em 2018, foi considerada uma das empresas mais sustentáveis do mundo.

A década seguinte se iniciou com a pandemia da Covid-19, que causou nova contenção de despesas, superada até 2021. Nesse ano, a empresa adquiriu a DSI Underground, líder de mercado na área de segurança subterrânea e encerrou as operações na Rússia em 2022 devido à guerra com a Ucrânia.

A trajetória da marca Tamrock

Desde 2006, as máquinas da Tampella Tamrock Oy integramo portfólio da divisão Sandvik Mining and Construction.


Em 1844, foi montado um alto-forno em Tampere, na Suécia, mas a baixa qualidade da matéria-prima levou à construção de uma fundição ao lado do forno. Os negócios nunca foram bem, de modo que o local foi transformado em uma oficina de metalurgia. Na mesma época, foi criada uma fiação de linho chamada Tampella, que acabou por se fundir à oficina. O negócio também foi mal desde o início e seus proprietários faliram.

Os novos proprietários conseguiram sucesso, produzindo navios, moinhos, turbinas de água e, após 1900, turbinas a vapor. Nos anos 1930, a empresa começou a fabricar lançadores de granadas, criando um setor de equipamentos militares.

A partir dos anos 1970, a Tampella enfrentou dificuldades financeiras, sem conseguir resolvê-las. A reestruturação começou em meados dessa década, com a venda das primeiras unidades de produção.

A SKOP começou então a comprar ações da Tampella, buscando transformá-la na matriz de seu grupo, mas também enfrentou dificuldades com a recessão dos anos 1980. Em 1991, o Banco da Finlândia assumiu a SKOP, tornando-se o principal proprietário da Tampella. Entre 1991 e 1992, a divisão de fabricação de armas começou a ser gradualmente vendida, até ser totalmente assumida pela Patria Oy, que depois vendeu a operação florestal. Em 1996, a área de fabricação de turbinas hidráulicas e caldeiras foi alienada e, em 1997, apenas a fabricante de perfuratrizes Tampella Tamrock Oy permanecia no grupo.

Por fim, a Sandvik comprou as ações da Tampella, mudando o nome inicialmente para Sandvik Tamrock Oy e, em 2006, para Sandvik Mining and Construction Oy. Atualmente, as operações da empresa se concentram em duas áreas principais: equipamentos e ferramentas (incluindo tecnologias digitais e sustentáveis para mineração e infraestrutura), ferramentas de corte e metalurgia do pó).

Leia na próxima edição: Máquinas diferenciadaspara serviços específicos

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