
A John Deere apresenta ao mercado as primeiras escavadeiras projetadas e desenvolvidas exclusivamente com engenharia própria, após décadas de parceria com a Hitachi, encerrada em 2022. Inicialmente composta pelos modelos 210 P, 230 P e 260 P, a nova linha DEX (Deere Excavators) será produzida em Indaiatuba (SP) e chega ao mercado após mais de 165 mil horas de testes globais. A previsão é de que a linha esteja disponível no mercado latino-americano já a partir de setembro.
De acordo com a empresa, a linha traz uma série de inovações que tornam as operações mais seguras, produtivas e com menos desperdícios. “Desenvolvemos intensamente esse produto para ser produzido e lançado aqui e em outros lugares do mundo ao mesmo tempo”, afirma Adilson Butzke, diretor de vendas e canais da marca, destacando que a linha integra o pipeline de projetos da empresa desde 2018. “Mesmo sendo altamente avançada, a tecnologia presente na


A John Deere apresenta ao mercado as primeiras escavadeiras projetadas e desenvolvidas exclusivamente com engenharia própria, após décadas de parceria com a Hitachi, encerrada em 2022. Inicialmente composta pelos modelos 210 P, 230 P e 260 P, a nova linha DEX (Deere Excavators) será produzida em Indaiatuba (SP) e chega ao mercado após mais de 165 mil horas de testes globais. A previsão é de que a linha esteja disponível no mercado latino-americano já a partir de setembro.
De acordo com a empresa, a linha traz uma série de inovações que tornam as operações mais seguras, produtivas e com menos desperdícios. “Desenvolvemos intensamente esse produto para ser produzido e lançado aqui e em outros lugares do mundo ao mesmo tempo”, afirma Adilson Butzke, diretor de vendas e canais da marca, destacando que a linha integra o pipeline de projetos da empresa desde 2018. “Mesmo sendo altamente avançada, a tecnologia presente nas escavadeiras DEX é mais intuitiva, simples de usar e precisa, desenvolvida para facilitar o trabalho do operador que está à frente dessas máquinas.”
Voltado para o segmento de 20 t, o modelo 210 P promete equilíbrio entre potência, eficiência e peso operacional, enquanto a versão 230 P – da classe de 24 t – é indicada para clientes que precisam tirar o máximo de produtividade, potência e velocidade. Já a escavadeira 260 P tem peso operacional de 26 t e oferece um bom balanço em termos de peso operacional, potência e opções de braço e caçamba, sendo voltada para aplicações mais “parrudas”. “Já contávamos com escavadeiras de 14 a 35 t produzidas em nossa fábrica local, mas agora começamos a transferir todo o portfólio para a linha DEX”, comenta Darlon Destri, gerente de produto para a linha de escavadeiras da John Deere. “Ou seja, não se trata de uma atualização, mas sim de um novo conceito de equipamento.”
O gerente de fábrica da John Deere em Indaiatuba, Luiz Bonan, explica que a sede brasileira foi escolhida para a produção da linha DEX especialmente pela evolução em manufatura e recursos disponíveis na planta, que – na visão da fabricante – tem condições de absorver o nível de tecnologia embarcada nos novos equipamentos e de entregar um produto de alta qualidade. “Em Indaiatuba, produzimos todo o portfólio de Linha Amarela da John Deere, que é composto por seis diferentes linhas de produtos, e a DEX agora é mais uma delas”, comenta Bonan, destacando que há pouco mais de uma década a companhia inaugurou duas fábricas na cidade paulista, fruto de um investimento de US$ 180 milhões para consolidar a presença da marca no segmento de construção do país. “Hoje, são fabricados mais de 30 diferentes modelos, exportados para mais de 50 países.”
PROPOSTA EVOLUTIVA
No futuro, muitas das tecnologias presentes na linha DEX devem migrar para outros produtos do portfólio. Para Thomás Spana, gerente de marketing da divisão de construção para a América Latina, essa tendência se deve à proposta evolutiva da linha, que traz mudanças completas em estrutura, materiais de desgaste e sistema hidráulico, com redução expressiva nos custos de operação e manutenção. “As escavadeiras apresentam melhorias estruturais obtidas por meio do uso de aço de alta resistência, por exemplo, além de novas técnicas de fabricação”, explica Spana, assegurando que isso possibilita uma “durabilidade muito maior” aos equipamentos.
Outra mudança é um novo sistema de pinos e buchas, que – segundo o executivo – pode ampliar a vida útil dos componentes em até cinco vezes, reduzindo o desgaste e a necessidade de intervenções. “O desgaste de componentes mecânicos como buchas e pinos leva a paradas frequentes das máquinas”, observa o especialista. “E, com os novos itens, conseguimos estender a durabilidade de maneira expressiva.”
O conjunto rodante, composto por esteiras, roletes e demais componentes responsáveis pela movimentação da máquina, teve a durabilidade aumentada em 20%, enquanto as caçambas ganharam novo design e materiais mais resistentes ao desgaste, prolongando a vida útil em até 12%. “Esses itens são uma parte importante do custo operacional para os clientes”, aponta Spana. “Além disso, com o novo sistema hidráulico e o novo motor conseguimos obter um nível de produtividade acima do que tínhamos na geração anterior, com um consumo de combustível 10% menor.”
No entanto, a mudança mais significativa está mesmo dentro da cabine, assegura o especialista. Segundo ele, o rol de tecnologias inteligentes trazido para as novas máquinas da linha DEX inclui sistema de nivelamento, sistema de pesagem e comandos para controle de braço, lança e caçamba, além de cercas virtuais e outros recursos que prometem maior facilidade de uso e ganhos operacionais. “Para o funcionamento dessas novas tecnologias, as escavadeiras agregam um display que controla tudo o que a máquina faz, de uma maneira muito mais intuitiva”, salienta.
TECNOLOGIAS
Um dos destaques é o sistema inteligente de nivelamento SmartGrade 2D, que utiliza referências digitais do terreno para auxiliar de forma automática o operador nos movimentos de escavação, explica Spana. “Para fazer um talude com uma rampa de 30% de inclinação, por exemplo, basta o operador posicionar a caçamba no ponto de referência e fazer uma linha de 30% puxando a alavanca”, diz. “A partir de daí, a máquina vai prosseguir da forma planejada, o que representa um salto muito grande em eficiência, evitando retrabalho e desperdício para os clientes.”
Outro destaque é o sistema de pesagem inteligente SmartWeigh, que realiza a aferição do material movimentado em tempo real, permitindo maior controle sobre volumes transportados e produtividade da operação. “Com a pesagem inteligente, o operador sabe exatamente quanto está carregando e produzindo ao longo do dia”, acentua o gerente.
Por sua vez, o comando Easy Control consiste em um sistema inteligente que auxilia automaticamente nos movimentos do equipamento, aumentando a precisão operacional. Já o sistema de Cercas Virtuais cria limites virtuais de operação, contribuindo para evitar colisões com estruturas e obstáculos ou acessos a áreas restritas e perigosas. “Se estiver trabalhando em uma rodovia, o operador pode definir que a máquina não gire mais e entre na faixa de rodagem”, detalha Spana. “Por mais que vire ou esbarre no joystick, a máquina não vai passar do ponto pré-determinado.”
Além desses, outros diferenciais da nova linha incluem o recurso Remote Display Access (RDA), uma tecnologia de acesso remoto à tela da máquina que permite aos técnicos acompanhar a operação a distância, orientar ajustes e realizar atualizações de software remotamente, assim como o sistema Remote Display Control (RDC), uma tecnologia similar que possibilita que o usuário configure as informações do display de fora da cabine, mediante autorização do operador, como se estivesse fisicamente sentado no equipamento.
Além disso, o equipamento oferece uma configuração opcional de câmeras, instaladas em quatro pontos da máquina. “Nos últimos anos, toda a parte de diagnóstico remoto das máquinas cresceu bastante, graças à conectividade”, afirma o gerente de marketing da divisão de construção. Segundo ele, atualmente cerca de 50% dos atendimentos em campo se iniciam com tentativas de resolução a distância das falhas, conectando-se com a máquina. “Com a nova tecnologia, teremos um salto muito grande nesse quesito, pois quem se conecta pode ver o display da máquina de forma simultânea ao operador”, conta Spana, destacando que todas as escavadeiras da nova linha são conectadas ao John Deere Operations Center. “Essa plataforma digital permite monitoramento remoto, análise de dados operacionais, diagnósticos e suporte técnico a distância”, finaliza.
Saiba mais:
John Deere: www.deere.com.br

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