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Revista M&T - Ed.303 - Maio de 2026
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LANÇAMENTO

Sincronia no processo produtivo

John Deere traz novidades ao mercado brasileiro que prometem maior produtividade e redução de custos no processo produtivo agrícola, simplificando a vida do produtor
Por Melina Fogaça

Foto: JOHN DEERE


Durante o evento Casa John Deere 2026, realizado em Campinas (SP), a John Deere apresentou mais de 20 novidades no maior lançamento da marca previsto para o ano no Brasil.

A atualização abrange todo o ciclo agrícola, incluindo soluções para plantio e pulverização, etapas cruciais para elevar o potencial produtivo do campo.

Buscando atender à diversidade do mercado brasileiro, a companhia traz novos tratores de alta potência da série 8R para combinar com o portfólio de plantadeiras 3100FT e DB transportável, além de pulverizadores e distribuidores da série 400R.

O portfólio também conta com soluções para propriedades de menor porte, como a linha de tratores 5M, o trator 3041E e os pulverizadores 1025E.

Completando os lançamentos, a colheitadeira S4 passa a integrar a linha de máquinas inteligentes lançada em 202


Foto: JOHN DEERE


Durante o evento Casa John Deere 2026, realizado em Campinas (SP), a John Deere apresentou mais de 20 novidades no maior lançamento da marca previsto para o ano no Brasil.

A atualização abrange todo o ciclo agrícola, incluindo soluções para plantio e pulverização, etapas cruciais para elevar o potencial produtivo do campo.

Buscando atender à diversidade do mercado brasileiro, a companhia traz novos tratores de alta potência da série 8R para combinar com o portfólio de plantadeiras 3100FT e DB transportável, além de pulverizadores e distribuidores da série 400R.

O portfólio também conta com soluções para propriedades de menor porte, como a linha de tratores 5M, o trator 3041E e os pulverizadores 1025E.

Completando os lançamentos, a colheitadeira S4 passa a integrar a linha de máquinas inteligentes lançada em 2025.

“Nosso portfólio é pensado no gerenciamento de todas as etapas agrícolas”, comenta Valério Wagner, diretor de marketing da John Deere para a América Latina.

“No campo, ninguém gerencia um trator ou uma colheitadeira de forma isolada, mas sim as etapas do sistema, com o objetivo de ajudar o produtor em todo o processo.”

PLANTIO

A proposta da marca começa pela nova série de tratores de alta potência 8R, que chega ao Brasil com versões até 634 cv para atender às demandas em grandes áreas agrícolas.

A linha é composta pelos modelos 440, 490 e 540, com destaque para a tecnologia inteligente embarcada, que libera potência extra automaticamente, garantindo um ritmo constante de trabalho em operações pesadas.

“Com motor de 13,6 l, a linha também inova com uma transmissão elétrica (EVT), que fornece energia diretamente à plantadeira, dispensando geradores externos”, diz Wagner.

Outro destaque é a plantadeira DB Transportável, que conta com mecanismo que atinge 3,2 m no fechamento, permitindo deslocamento em caminhão prancha ou com trator, reduzindo em mais de 90% o período de preparação para transporte.

“Antes, o produtor perdia até dois dias para transportar uma plantadeira”, ressalta Wagner.

“Hoje, essa etapa pode ser realizada em apenas duas horas de preparo, o que realmente pode fazer a diferença entre lucro ou prejuízo.”

Ampliando o portfólio de plantadeiras, o modelo 3100 FT está disponível desde o ano passado em versões com 17, 23, 27 e 31 linhas, também desenvolvidas para facilitar o transporte.

Passando para a pulverização, a oferta da marca cobre desde modelos de entrada como o 1025E, voltados ao pequeno e médio produtor, até o avançado 400R, equipado com automação, conectividade e tecnologia inteligente de pulverização seletiva (See & Spray), que permite aplicar o produto apenas onde é realmente necessário.

Opcional de fábrica na série, o sistema reduz desperdícios e gera impacto ambiental positivo.

“As novas famílias foram desenvolvidas para entregar maior capacidade operacional, com precisão na aplicação e redução real no uso de defensivos”, acrescenta o diretor.

“Todas essas características têm como objetivo garantir a redução do custo de produção por hectare.”

No alto, em sentido horário: o trator 8R 540, a plantadeira 3100FT, o pulverizador 1025E, o dispositivo de conexão
JDLink Boost, a plataforma de milho CR e a colheitadeira S4. Acima, o pulverizador 400R. Fotos: JOHN DEERE


Produzida em Catalão (GO), a série de pulverizadores e distribuidores de nutrientes sólidos ganhou ainda os novos modelos 430R e 440R, que passaram por renovação estrutural completa e contam agora com motores de 285 a 300 hp, caixas para nutrientes com capacidade de 6 m³, tanques de 3.000 ou 4.000 litros e nova geração de barras de até 40 m.

As soluções operam em velocidades de até 40 km/h, com opção de vão livre ampliado e promessa de maior controle de altura de barra e precisão no sistema de direção.

De acordo com o executivo, os pulverizadores entregam ganhos relevantes na rotina do produtor.

“Com redução de 10% no tempo de abastecimento do tanque de solução e até 50% menos tempo para configuração e ajustes, a operação se torna mais rápida e eficiente no dia a dia”, ele assegura.

Completando a linha, o distribuidor de nutrientes sólidos 400R DN traz caixa com capacidade de 6 m³, novas balanças integradas, comporta dupla de distribuição e opção de lona com abertura e fechamento eletrônicos.

COLHEITA

Avançando para a colheita, o foco passa a ser a preservação de tudo que foi construído ao longo da safra, por meio da tecnologia.

“As famílias de colheitadeiras e plataformas trabalham para reduzir perdas e garantir fluxo contínuo de material, gerando eficiência operacional do equipamento e mantendo a qualidade dos grãos”, explica Wagner.


Valério Wagner: portfólio pensado no gerenciamento de
todas as etapas do processo produtivo. Foto: JOHN DEERE


Como exemplo, o executivo cita a nova plataforma de milho CR, que promete aumento de eficiência na colheita por meio de automação completa e integrada.

Fabricada em Horizontina (RS), a nova plataforma está disponível em versões de 12 a 27 linhas, totalmente integradas às colheitadeiras mais recentes da marca, como S5, S7 e X9.

“A nova plataforma automatiza a abertura das placas destacadoras em tempo real, diferentemente do sistema tradicional, que exige ajustes manuais constantes”, destaca.

“Isso garante que as espigas sejam separadas com precisão e cheguem intactas à colheitadeira, adaptando-se instantaneamente às variações da lavoura.”

Além disso, a plataforma traz automação da velocidade do eixo traseiro, responsável por manter o funcionamento sincronizado com o deslocamento da colheitadeira.

“A velocidade é ajustada e sincronizada automaticamente com a velocidade da colheitadeira, garantido precisão na alimentação e fluxo contínuo de material”, complementa Wagner.

Já a nova linha S4 de colheitadeiras – que se junta às séries S5 e S7, lançadas no ano passado – está disponível em duas versões (modelos S4 300 e S4 400), atendendo especialmente culturas como milho, soja, arroz, trigo, aveia, cevada e feijão.

“Essa linha é capaz de operar em áreas com menor espaço de manobra, além de ser capaz de atuar em qualquer tipo de terreno, oferecendo melhor desempenho em qualquer condição de solo”, assegura o diretor.

CONECTIVIDADE

A oferta em conectividade da John Deere também ganhou reforço com a apresentação do novo JDLink Boost, com conexão via satélite em uma versão mais compacta do dispositivo.

“Agora, a antena mais compacta resulta em um processo menos complexo, mais simples de instalar no equipamento e capaz de levar internet em alta velocidade a regiões rurais com pouca ou nenhuma cobertura de rede celular”, salienta Wagner.

Anunciada durante a Casa John Deere 2026, a solução funciona como um ponto de acesso instalado na máquina, permitindo transmissão contínua de dados das operações diretamente para o John Deere Operations Center, a plataforma digital da marca que centraliza informações de fazendas, minas e canteiros.

“Piloto automático, conectividade via satélite e soluções digitais são recursos importantes para facilitar a vida dos clientes e propiciar alternativas para que possam tomar decisões em tempo real, baseados em informações colhidas das máquinas”, acentua o diretor.

“Na prática, isso significa menos retrabalho, melhor uso de insumos e maior disponibilidade de máquinas, tornando-se ferramentas essenciais na gestão”, finaliza.


TENDÊNCIAS
Inteligência conectada redefine o setor



Segundo Cristiano Correia, ecossistema de inteligência conectada traz valor real ao cliente. Foto: JOHN DEERE


Nos últimos anos, a eficiência produtiva – seja no segmento agrícola ou de construção – deixou de ser definida apenas pela estrutura do equipamento, passando a abranger um conjunto de soluções e tecnologias que contribuem para o desempenho das frotas.

Segundo Cristiano Correia, vice-presidente de sistemas de produção da John Deere para a América Latina, isso tem consolidado uma nova realidade no setor, com empresas focadas na chamada “inteligência conectada”, que traz valor real para os clientes.

“Durante muitos anos, o centro das decisões do setor sempre foi a máquina”, ele observa.

“De fato, ela tem um papel fundamental, mas é apenas uma parte de algo muito maior, em que cada máquina é o coração de um ecossistema que integra dados, conectividade e suporte contínuo.”

As máquinas atuais, diz ele, são capazes de “conversar” com outras máquinas e sistemas digitais, controlando todo o planejamento de uma fazenda ou obra.

“É essa integração que gera produtividade real e redefine o valor percebido pelo cliente”, aponta o especialista.


Saiba mais:
John Deere: www.deere.com.br

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