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11 de novembro de 2021
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Entrevista

Alessandro Ramos

“A expectativa é de estabilidade e crescimento moderado”

Multinacional com mais de 60 anos de atuação no mercado de fôrmas, escoramentos e andaimes, a espanhola Ulma Construction acredita no mercado brasileiro de construção, especialmente pela necessidade premente de investimentos em infraestrutura na atual conjuntura.
Em âmbito global, a empresa – que integra o Ulma Group, por sua vez vinculado à Mondragon Corporation, um dos maiores grupos cooperativos do mundo – atua em mais de 80 países com equipamentos de fabricação própria.

No Brasil, o diretor geral de operações, Alessandro Ramos, reforça que o país é absolutamente estratégico para a empresa, com destaque para o setor nacional de edificações, que atualmente “vem crescendo, mesmo que de forma moderada”, além das obras em diversos segmentos da infraestrutura, que – como ele espera – devem ter uma retomada gradual nos próximos anos.

Com mais de 20 anos de experiência no mercado de fôrmas, escoramentos e andaimes para construção, o executivo é formado em engenharia civil pela Escola de Engenharia Mauá (EEM), com pós-graduação em administração, negócios e marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e especialização em marketing de serviços pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).
Inicialmente integrando a equipe comercial, Ramos ingressou na Ulma em 2012, galgando cargos de liderança até chegar à posição atual, que ocupa desde 2015. “Percebemos certa resistência da mão de obra na implantação de novas tecnologias, muitas vezes por desconhecimento”, ele observa nesta entrevista exclusiva à Revista M&T.

Acompanhe.

  • Qual é a realidade comercial do setor de fôrmas e escoramentos no Brasil?

Atualmente, o setor de fôrmas e escoramentos está retomando o crescimento, depois de um longo período de queda acentuada, que vinha desde 2016. No entanto, ainda está longe dos níveis registrados entre 2010 e 2015, no pico históric


Multinacional com mais de 60 anos de atuação no mercado de fôrmas, escoramentos e andaimes, a espanhola Ulma Construction acredita no mercado brasileiro de construção, especialmente pela necessidade premente de investimentos em infraestrutura na atual conjuntura.
Em âmbito global, a empresa – que integra o Ulma Group, por sua vez vinculado à Mondragon Corporation, um dos maiores grupos cooperativos do mundo – atua em mais de 80 países com equipamentos de fabricação própria.

No Brasil, o diretor geral de operações, Alessandro Ramos, reforça que o país é absolutamente estratégico para a empresa, com destaque para o setor nacional de edificações, que atualmente “vem crescendo, mesmo que de forma moderada”, além das obras em diversos segmentos da infraestrutura, que – como ele espera – devem ter uma retomada gradual nos próximos anos.

Com mais de 20 anos de experiência no mercado de fôrmas, escoramentos e andaimes para construção, o executivo é formado em engenharia civil pela Escola de Engenharia Mauá (EEM), com pós-graduação em administração, negócios e marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e especialização em marketing de serviços pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).
Inicialmente integrando a equipe comercial, Ramos ingressou na Ulma em 2012, galgando cargos de liderança até chegar à posição atual, que ocupa desde 2015. “Percebemos certa resistência da mão de obra na implantação de novas tecnologias, muitas vezes por desconhecimento”, ele observa nesta entrevista exclusiva à Revista M&T.

Acompanhe.

  • Qual é a realidade comercial do setor de fôrmas e escoramentos no Brasil?

Atualmente, o setor de fôrmas e escoramentos está retomando o crescimento, depois de um longo período de queda acentuada, que vinha desde 2016. No entanto, ainda está longe dos níveis registrados entre 2010 e 2015, no pico histórico desse mercado. No momento, a expectativa é que [a demanda] esteja mais de acordo com a realidade da construção no país, que ainda carece de investimentos no setor de infraestrutura.

  • Quanto a operação local representa para o grupo?

Por motivos comerciais, a empresa não divulga a participação nos mercados em que atua. Mas o que posso dizer é que o Brasil é um país estratégico e, logo, importante para o Grupo Ulma, que monitora constantemente o crescimento da demanda local por nossas soluções, assim como a necessidade de investimentos na operação.

Segundo Ramos, setor de fôrmas e escoramentos está crescendo, mas está longe do pico

  • Qual é a estrutura atual da empresa no Brasil?

No Brasil, nossa logística está preparada para atender a qualquer demanda em absolutamente todo o território nacional. Para isso, contamos com quatro filiais estrategicamente posicionadas [nos estados de Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul e São Paulo], para estarmos sempre próximos aos nossos clientes.

  • Qual é a projeção comercial para este ano?

Esperamos um ano bom, com resultados sólidos nas vendas, em linha com o que vem sendo registrado no mercado brasileiro da construção civil.

  • Nesse sentido, quais setores mais se destacam na carteira de clientes atual?

De maneira geral, [dentro da nossa carteira] temos uma expectativa de estabilidade no mercado de construção residencial. Além disso, projetamos uma retomada gradual para as operações de infraestrutura nos próximos anos.

  • Qual é a perspectiva de mercado para 2022, tanto no imobiliário quanto em grandes obras?

Em termos comerciais, a expectativa para o próximo ano é de um crescimento mais moderado no setor de edificações e de estabilidade no setor de infraestrutura. Além da inflação crescente, que vem impactando os custos das empresas, o risco fiscal também aumentou de forma considerável nos últimos meses. Infelizmente, isso deve reduzir a atividade econômica e, consequentemente, o nosso crescimento no futuro próximo.

  • O que poderia estimular a demanda para a área de construção? Como esse setor pode decolar?

Diria que um processo mais rápido nas concessões previstas no PPI – Programa de Parcerias de Investimentos, do governo federal, destravando as diversas obras de infraestrutura, com investimentos do setor privado. Seria um passo importante para o crescimento do mercado.

  • Em relação ao portfólio, quais são os destaques da marca no mercado nacional?

No portfólio atual da empresa, há alguns destaques especiais como as Fôrmas para Paredes de Concreto Enkoform, as Fôrmas para Lajes Mesa VR, o Sistema Autotrepante ATR e o Balanço Sucesso CVS. Como soluções construtivas, são equipamentos que dão mais produtividade e qualidade final às obras, tanto em atividades de edificação quanto em infraestrutura.

  • Quais são os diferenciais tecnológicos desses produtos?

Cada uma conta com destaques específicos. A Enkoform, por exemplo, é um sistema trepante mais leve que os modelos convencionais e com alta qualidade de acabamento do concreto. A Mesa VR (Sistema 1X Montado), por sua vez, tem conjunto completo movimentado por grua e não requer desmontagem para a concretagem da laje seguinte. Já o Autotrepante ATR é um conceito que sobe a fôrma por meio de sistema hidráulico, sem a necessidade de desmontagem ou utilização de grua. Por fim, o Balanço Sucessivo CVS possui sistema de movimentação e nivelamento por sistema hidráulico, o que agiliza a movimentação para a nova área de concretagem. Todos reduzem o tempo e mão de obra de execução.

Digitalização representa uma oportunidade de melhora da construção, diz o executivo

  • Há produtos que enfrentam resistência de introdução no país? Por qual motivo?

Sim, acredito que muitas vezes isso ocorre por desconhecimento, pois percebemos certa resistência da mão de obra em relação à implantação de novas tecnologias.

  • Em termos tecnológicos, como o país se posiciona em relação às práticas internacionais no segmento?

A construção brasileira está se modernizando cada vez mais, em todos os setores, tanto do ponto de vista estratégico, quanto de máquinas, equipamentos, sistemas e soluções que melhoram a produtividade das obras. Por sua vez, as construtoras estão mais receptivas e fazem também a sua parte se modernizando.

  • Quais são as principais inovações técnicas no segmento em tempos recentes?

De modo geral, creio que o BIM – Building Information Modeling (Modelagem de Informação da Construção, em português) ainda é uma das principais inovações do setor da construção em anos recentes. Se for bem-utilizado com as novas tecnologias de equipamentos, deve ajudar as construtoras a melhorar os custos finais das obras, com um melhor planejamento e maximização do uso dos equipamentos em obra.

  • A segurança operacional é um driver dessa indústria? De que modo?

Qualquer que seja a atividade exercida, a segurança operacional é sempre uma premissa fundamental em nosso setor, pois as obras estão cada vez mais atentas e organizadas nesse sentido.

  • Até que ponto o avanço da modularidade e da digitalização abrem oportunidades para o setor?

Como tecnologia aplicada, a construção modular é mais um modo disponível para facilitar e acelerar as construções, convertendo-se naturalmente em oportunidades para as empresas que comercializam e utilizam essas soluções. Em relação à digitalização, sabemos que a construção ainda é um dos setores menos tecnológicos em todo mundo. Mas é exatamente por isso que vejo muita oportunidade de melhora no setor nesse sentido.

As fôrmas para lajes mesa VR estão entre os destaques da marca espanhola

  • Como as pautas de sustentabilidade estão mudando as atividades?

Na Ulma sempre fomos preocupados com esse tema, que inclusive constitui uma premissa estratégica da companhia. Recentemente, isso foi comprovado com a certificação em gestão ambiental ISO 14001, uma rigorosa norma internacional de melhoria contínua que define sobre como implantar um sistema de gestão ambiental eficaz dentro das empresas.

Saiba mais:
Ulma Construction: www.ulmaconstruction.com.br

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