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Revista M&T - Ed.301 - Fev / Mar - 2026
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EDITORIAL

Regulamentações de emissões avançam na América Latina

Por Redação

Em recente comunicado ao mercado, a Terex toca em um assunto de extrema importância para o setor de máquinas pesadas, que são as regulamentações de emissões de motores off-road nos principais mercados da América Latina. Na região, alguns mercados estão bem-avançados no tema. É o caso da Colômbia, cujos novos requisitos de motores entraram em vigor em 8 de agosto de 2024. Ou seja, há quase um ano e meio.

Pelo padrão agora exigido no país, os motores fora de estrada devem ter certificação Estágio IIIB ou Nível 4. No procedimento de produção, os fabricantes (OEMs) devem solicitar permissão ao governo colombiano para importar. Essa solução requer um longo processo, incluindo registro inicial detalhado e documentado para os representantes. “O nível de detalhes é tanto que a regulamentação inclui gás para ar-condicionado, conhecido como Gás F, além


Em recente comunicado ao mercado, a Terex toca em um assunto de extrema importância para o setor de máquinas pesadas, que são as regulamentações de emissões de motores off-road nos principais mercados da América Latina. Na região, alguns mercados estão bem-avançados no tema. É o caso da Colômbia, cujos novos requisitos de motores entraram em vigor em 8 de agosto de 2024. Ou seja, há quase um ano e meio.

Pelo padrão agora exigido no país, os motores fora de estrada devem ter certificação Estágio IIIB ou Nível 4. No procedimento de produção, os fabricantes (OEMs) devem solicitar permissão ao governo colombiano para importar. Essa solução requer um longo processo, incluindo registro inicial detalhado e documentado para os representantes. “O nível de detalhes é tanto que a regulamentação inclui gás para ar-condicionado, conhecido como Gás F, além de exigir que a etiqueta de emissão na máquina esteja em espanhol”, ressalta a Terex.

No Peru, a próxima legislação já está em pauta, devendo ser implementada em duas fases. A primeira prevê o Estágio IIIA obrigatório para as máquinas, seguido três anos depois pelo Estágio IIIB. Pelo cronograma original, a publicação da legislação deveria ser realizada no final de 2024. Entretanto, a minuta segue pendente pelo MINAM (Ministerio del Ambiente) e uma nova data ainda será confirmada. “Não houve progresso substancial na publicação da legislação desde o início de 2024”, observa a Terex.

No Brasil, a fabricante lembra que também está em análise atualmente uma nova fase de regulamentação, provisoriamente chamada de MAR-II. “A proposta permite pular etapas intermediárias (como Etapa IIIB, da UE) e avançar diretamente para padrões equivalentes ao Nível 4 Final da EPA dos EUA”, comenta a fabricante, destacando que, pelo cronograma proposto, essa transição não é esperada antes de 2028. “No status da proposta, nenhum texto regulatório formal ou cronograma foi publicado ainda”, aponta.

É um tema de primeira ordem para o setor, pois impacta diretamente as estratégias ESG adotadas pelas empresas nos últimos anos. A primeira fase do programa para máquinas agrícolas e rodoviárias – com potência de 19 kW a 75 kW – entrou em vigor em 2015, com prazo até 2019, mirando uma redução expressiva de 85% da poluição de material particulado, enquanto a emissão de NOx deveria ser cortada em até 75% pela lei.

São marcos importantes, porém transitórios e inacabados, tornando o avanço na pauta imprescindível no país.

“Provisoriamente chamada de MAR-II, a nova fase deregulamentação de emissões de motores off-road ainda não teve textoregulatório formal ou cronograma publicado no Brasil.”

Boa leitura.

Silvimar Fernandes Reis

Presidente do Conselho Editorial

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