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11 de novembro de 2021
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Editorial

A chegada das máquinas autônomas

A adoção generalizada de máquinas autônomas exige que as empresas se preparem para os investimentos necessários em suas próprias organizações e na infraestrutura local.

Neste exato momento, equipamentos autônomos já estão em uso na mineração em vários países, com máquinas agrícolas e florestais automatizadas também sendo desenvolvidas mundo afora. Porém, enquanto uma combinação de GPS e outros sensores de localização, imagem e telemática já auxiliam na operação dos maquinários em campo, as empresas ainda não são capazes de replicar tudo o que um humano faz na cabine.

Artigo recente da Association of Equipment Manufacturers (AEM) toca neste e em outros pontos, mostrando que a adoção generalizada de veículos autônomos, obviamente o objetivo atual do setor global da construção, exige que as empresas se preparem para os investimentos necessários em suas próprias organizações e na infraestrutura local.

A análise cita uma pesquisa realizada pelo American Transportation Research Institute (ATRI), constatando que muitos proprietários e operadores compartilham preocupações semelhantes com a iminente chegada das tecnologias autônomas. No topo da lista, diz a sondagem, estão os investimentos antecipados, pois – como ocorre com


Neste exato momento, equipamentos autônomos já estão em uso na mineração em vários países, com máquinas agrícolas e florestais automatizadas também sendo desenvolvidas mundo afora. Porém, enquanto uma combinação de GPS e outros sensores de localização, imagem e telemática já auxiliam na operação dos maquinários em campo, as empresas ainda não são capazes de replicar tudo o que um humano faz na cabine.

Artigo recente da Association of Equipment Manufacturers (AEM) toca neste e em outros pontos, mostrando que a adoção generalizada de veículos autônomos, obviamente o objetivo atual do setor global da construção, exige que as empresas se preparem para os investimentos necessários em suas próprias organizações e na infraestrutura local.

A análise cita uma pesquisa realizada pelo American Transportation Research Institute (ATRI), constatando que muitos proprietários e operadores compartilham preocupações semelhantes com a iminente chegada das tecnologias autônomas. No topo da lista, diz a sondagem, estão os investimentos antecipados, pois – como ocorre com toda tecnologia nova – o equipamento autônomo tem um alto custo inicial. Isso significa que, em última análise, o custo para transportar cargas, por exemplo, também será mais alto.

Algo semelhante pode ser dito sobre os prêmios de seguro. Afinal, diz o artigo, um investimento em tecnologias autônomas, mesmo que torne os veículos mais seguros, não se traduz necessariamente em prêmios reduzidos. Portanto, o construtor mais uma vez pode não ver benefício imediato em fazer um elevado investimento.

Nesse ponto, dados do Departamento de Transportes dos EUA (DOT) mostram que 89% dos fatores críticos de colisão estão associados a erros humanos, enquanto os 11% restantes são falhas relacionadas a veículos e componentes. Com os veículos autônomos, possivelmente teremos uma reviravolta nesse quadro.

Há outros aspectos em jogo. Junto à inexistência de incentivos fiscais para investimentos em tecnologia autônoma, ao menos por enquanto, um fator que pode adiar sua adoção são os custos remanescentes com o operador. “Os dias de veículos sem operador ainda estão longe”, reconhece o trabalho da AEM. “Os operadores ainda têm uma longa lista de tarefas de inspeção e relatórios por fazer.”

A infraestrutura em geral é outro desafio. Defeitos nas estradas, por exemplo, dificultam a operação de autônomos. Por outro lado, há fatores que contribuem para a adoção, como o fato de a tecnologia autônoma trazer uma nova leva de operadores para a profissão. O que se espera é que os shelters de alta tecnologia sejam capazes de atrair pessoas mais jovens, porém experientes no uso da tecnologia.

Como se vê, são muitos os aspectos financeiros e humanos envolvidos, cujos desdobramentos só serão conhecidos um pouco mais à frente, enquanto o leitor pode conferir tudo, em detalhes, na Revista M&T. Boa leitura.

Silvimar Fernandes Reis

Presidente do Conselho Editorial