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Revista M&T - Ed.308 - Outubro de 2026
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EMPRESA

Soluções específicas para o mercado brasileiro

Por Melina Fogaça

Com foco em tecnologia, o Grupo Wirtgen realizou pela primeira vez no Brasil o evento Technology Days Latin America, que teve como objetivo apresentar o portfólio das seis marcas que atualmente compõem o Grupo. Na Alemanha, o evento global é realizado a cada três anos desde 2017, passando agora a ser regionalizado.

Na estreia em solo brasileiro, o local escolhido foi a sede da John Deere em Indaiatuba (SP), que tem sinergia com a rede de distribuição dos produtos das marcas Wirtgen, Vögele, Hamm, Kleemann, Ciber e Benninghoven no país. “Quando customizamos o evento para a América Latina, conseguimos trazer soluções mais aderentes à nossa realidade”, observou Adriano Correia, diretor-presidente do Wirtgen Group.

Conforme explicou o executivo, o grupo conta com um portfólio muito mais amplo que o apresentado no interior paulista, mas ressaltou que os equipamentos trazidos para o país são os mais adequados à realidade da América Latina. “No geral, são maquinários necessários para o des


Com foco em tecnologia, o Grupo Wirtgen realizou pela primeira vez no Brasil o evento Technology Days Latin America, que teve como objetivo apresentar o portfólio das seis marcas que atualmente compõem o Grupo. Na Alemanha, o evento global é realizado a cada três anos desde 2017, passando agora a ser regionalizado.

Na estreia em solo brasileiro, o local escolhido foi a sede da John Deere em Indaiatuba (SP), que tem sinergia com a rede de distribuição dos produtos das marcas Wirtgen, Vögele, Hamm, Kleemann, Ciber e Benninghoven no país. “Quando customizamos o evento para a América Latina, conseguimos trazer soluções mais aderentes à nossa realidade”, observou Adriano Correia, diretor-presidente do Wirtgen Group.

Conforme explicou o executivo, o grupo conta com um portfólio muito mais amplo que o apresentado no interior paulista, mas ressaltou que os equipamentos trazidos para o país são os mais adequados à realidade da América Latina. “No geral, são maquinários necessários para o desenvolvimento da região”, salientou, citando como exemplo a usina móvel contínua da Ciber. “Quando comparamos esse tipo de tecnologia com o que é utilizado na Europa, provavelmente veremos que lá não há mais necessidade desse tipo de solução, pois a região já conta com a infraestrutura pronta. Mas aqui ainda trabalhamos muito mais na manutenção dos pavimentos”, afirmou.

As usinas móveis contínuas, disse ele, contribuem para mobilizar obras em áreas remotas, reduzindo assim o custo logístico das operações. “É por isso que temos uma forte atuação nos mercados da América Latina, África, Oceania e Austrália, locais em que esse tipo de equipamento é mais adequado para essa realidade”, assinalou.

RECICLAGEM

Ampliando essa adequação tecnológica, o evento apresentou a recicladora a frio Wirtgen W 380 CR, capaz de processar pavimentos em uma única passada, sem a necessidade de transporte de material. “Isso representa economia de combustível e de transporte”, disse Correia. “É uma solução que já está disponível e que, agora, estamos trazendo para o Brasil.”

Segundo o executivo, a economia propiciada pelo equipamento pode girar em torno de 30%, somente com o transporte de material. “Para garantir a reciclagem em uma passada, o material é fresado em frente à máquina, enquanto o sistema de moega (reservatório) permite que o material pré-fresado entre no tambor e seja homogeneizado de forma perfeita com os demais materiais que estão sendo fresados pelo equipamento”, explicou.

Apresentada como uma das maiores máquinas da marca para reabilitação de rodovias, a recicladora oferece largura de trabalho de 3.800 mm, profundidade de até 300-350 mm e capacidade de mistura de até 800 t/h, operando no mercado nacional sob demanda, voltada a grandes obras de infraestrutura viária e reciclagem in situ.

Igualmente exibida no Technology Days, a recicladora a frio Wirtgen W 240 CR tem como principal característica a reutilização de materiais já existentes, diretamente no canteiro. Utilizado na reabilitação de áreas de tráfego altamente degradadas, o modelo fresa a estrutura existente da pista, triturando e misturando o material durante o processo. “O resultado é a diminuição do fornecimento de novos agregados de rocha e mistura asfáltica”, completou o executivo. “Com técnica e logística precisas, o equipamento transforma pavimentos asfálticos antigos em uma nova camada de base durável para diversas aplicações.”

A empresa enfocou ainda a recicladora a frio e estabilizadora de solo de alto desempenho W 240 X. “Com um ajuste independente dos bicos de injetores, essa máquina está pronta para realizar o trabalho de sobrepassada sem perder a precisão inicial de dosagem”, pontuou Vinicius Dutra, gerente de treinamento para a América Latina no Wirtgen Group.

Opcionalmente, o equipamento pode conter barras de emulsão ou de espuma de asfalto, além de trazer o sistema semiautomático Autotrac com navegação via satélite (GNSS), desenvolvido para recicladoras de piso e estabilizadoras de solo da Série WR. “Essa solução utiliza georreferência para marcar os pontos de corte e sobrepassada”, comentou Dutra.

NOVA GERAÇÃO

Do portfólio da Vögele, os destaques foram as minipavimentadoras, incluindo o modelo Mini 500, que oferece largura de pavimentação de 0,25 a 1,80 m, possibilitando a pavimentação entre trilhos ferroviários, o preenchimento de valas estreitas ou a construção de calçadas e ciclovias. “Os raios de giro reduzidos facilitam a manobra em espaços apertados, enquanto o silo de material com laterais de moega movimenta o material de forma descomplicada e rápida, tanto por meio de carregadeira de rodas como por escavadeiras”, disse o executivo.

De acordo com ele, da mesma forma que o mercado de movimentação de terra vem abrangendo diversos equipamentos compactos, trocando processos manuais por mecanização, as minipavimentadoras também se encaixam nessa tendência, voltadas para aplicações urbanas em especial. “Dessa maneira, são bastante adequadas para uso em saneamento, pequenos reparos e cabeamentos”, acentuou.

Com enfoque em inovação, Correia destacou a nova geração de alimentadores móveis Traço 5 da Vögele, que abrange as versões MT 3000-5 Standard e MT 3000-5 Offset. De acordo com o especialista, a linha é composta por máquinas pesadas de alta performance usadas na construção de estradas, essencialmente na transferência de massa asfáltica de forma contínua para a vibroacabadora, sem contato físico direto na pavimentação. “Ao evitar o encosto direto no maquinário de pavimentação, a solução impede a transmissão de trancos e ondulações para a pista”, explicou. “Esse equipamento é capaz de entregar essa qualidade, evitando trepidações e oferecendo um pavimento mais seguro e com mais conforto.”

Além disso, o conceito inteligente de transporte de material com tremonha de grandes dimensões e aquecimento eficaz do tapete transportador possibilita “uma descarga mais rápida e um transporte cuidadoso do material, evitando o esfriamento e a segregação”.

A mostra da Vögele incluiu ainda a pavimentadora S1900-3, indicada tanto para projetos rodoviários pesados quanto para construção de estradas rurais, permitindo larguras de pavimentação entre 3 m e 10 m e taxa de pavimentação de até 1.000 t/h.

Para compactação de asfalto, as soluções apresentadas durante o evento em Indaiatuba incluíram o rolo Hamm HD90P, com diâmetros do cilindro de 1.680 mm e alto desempenho de compactação, enquanto a linha de britagem foi representada pelo modelo móvel de impacto Mobirex MR100NEO, da Kleemann, indicado para operações em canteiros com espaço restrito ou mudanças frequentes de aplicação.

Por sua vez, a nova usina de asfalto Core, da Benninghoven, também ganhou holofotes, com promessa de alta flexibilidade na produção de misturas de qualidade superior. Com novo conceito de design e queimador misto, o modelo transportável é capaz de processar até 40% de material reciclado e promete produtividade de até 240 t/h, com silo de armazenamento de material de mistura com capacidade de 60 t.

INTEGRAÇÃO

Visando garantir sinergia nos processos, o grupo aproveitou a ocasião para lançar a solução de monitoramento remoto Ciber Service Care, que mantém a usina constantemente conectada a especialistas para realizar o diagnóstico e o acompanhamento da operação, sem depender exclusivamente da abertura de chamados. “A proposta é solucionar o problema do cliente remotamente, para que a usina não pare ou interrompa o sistema produtivo”, sublinhou Flávio Machado, diretor executivo da Ciber Equipamentos Rodoviários.

Segundo ele, as usinas conectadas operam integradas à plataforma John Deere Operations Center, que centraliza as informações geradas por diversos sensores embarcados. “A partir dessa conectividade, os especialistas podem acompanhar como o equipamento está sendo utilizado, tanto por meio de dados produtivos como de ocorrências, tendo como base o comportamento real da operação”, acentuou.

Saiba mais:
Grupo Wirtgen: www.wirtgen-group.com/pt-br

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