Com equipamentos locados em setores como infraestrutura, portos, terminais e agronegócio, a Armac vem trabalhando para expandir sua atuação por meio de maior disponibilidade e qualidade de seu parque de máquinas.
O movimento busca acompanhar o avanço da locação no país, que – mesmo em um cenário de instabilidades geopolíticas e juros altos – desponta como uma forma estratégica de reduzir custos e garantir a produtividade nas empresas. “Essa tendência estrutural tende a crescer, se a empresa passar maior confiança em relação à manutenção e produtividade dos maquinários locados, assim como sua procedência”, justifica Bernardo Veronese, diretor de rental da empresa.
De acordo com ele, a postura das empresas brasileiras em relação à locação vem mudando ao longo dos últimos anos. Até 2014, afirma, a concentração de má

Com equipamentos locados em setores como infraestrutura, portos, terminais e agronegócio, a Armac vem trabalhando para expandir sua atuação por meio de maior disponibilidade e qualidade de seu parque de máquinas.
O movimento busca acompanhar o avanço da locação no país, que – mesmo em um cenário de instabilidades geopolíticas e juros altos – desponta como uma forma estratégica de reduzir custos e garantir a produtividade nas empresas. “Essa tendência estrutural tende a crescer, se a empresa passar maior confiança em relação à manutenção e produtividade dos maquinários locados, assim como sua procedência”, justifica Bernardo Veronese, diretor de rental da empresa.
De acordo com ele, a postura das empresas brasileiras em relação à locação vem mudando ao longo dos últimos anos. Até 2014, afirma, a concentração de máquinas de Linha Amarela ocorria especialmente em construtoras. “Antes desse período, não havia uma lógica consolidada da locação”, avalia. “Quando esse movimento mais profissional e estruturado começou, a locação passou a ter uma entrada melhor nas construtoras.”
A partir disso, construtoras trabalhando com 30% de seus ativos locados tornaram-se mais comuns, mostrando um amadurecimento gradativo do mercado. “Atualmente, alguns clientes já locam 100% da frota utilizada nas obras”, comenta.
CUSTO DE CAPITAL
Segundo Rafael Kuhl de Castro, diretor de seminovos da Armac, o brasileiro tem um traço patrimonialista arraigado. Para ele, todavia, o custo de capital tem ajudado o empresário a pensar em outros caminhos. “O custo de capital é alto no Brasil, com taxa de juros efetivos muito elevada”, observa. “Compra-se primeiro para o banco, até finalmente obter o bem.”

Segundo Veronese, a postura das empresas brasileiras em relação à locação vem mudando.
Nesse quadro, a aposta da locação é assumir a estrutura de compra e manutenção do cliente. No entanto, Kuhl acredita que ainda há uma barreira a ser superada no país, o que impulsiona o mercado de seminovos como complemento, para atender a esse nicho do mercado ainda resistente. “Mesmo sendo áreas distintas, em alguns casos os clientes de seminovos são os mesmos de locação e vice e versa”, pondera. “Assim, o seminovo acaba sendo o destino de basicamente todas as unidades de negócios.”
Com quase 30 anos de atividades, a Armac busca oferecer máquinas novas ao mercado, com disponibilidade imediata para projetos de diferentes perfis, complexidades e segmentos. Em 2025, a empresa passou por reestruturações visando o crescimento de longo prazo. “Cada unidade de negócios registrou evoluções significativas”, assegura Veronese.
De acordo com Castro, o projeto é de longo prazo. “Pensamos em construir algo único, em servir nossos clientes da forma mais prática e efetiva”, afirma. Segundo o executivo, a Armac atualmente tem menos de 3% do market share do negócio no país, seja em locação ou venda de máquinas. Ou seja, mesmo com uma forte atuação em diferentes áreas, há um amplo espaço para crescer. “Nosso plano é seguir capturando as oportunidades, entregando valor para o cliente”, comenta.
PARQUE
O alicerce para isso está no parque de máquinas da empresa, que chega a cerca de 11.500 ativos, incluindo equipamentos como empilhadeiras, caminhões, compactos e equipamentos de Linha Amarela de grandes fabricantes globais. Desde o ano passado, conta Veronese, a companhia vem antecipando a renovação das frotas em operação, investindo em novas tecnologias no extenso portfólio multimarcas.
Somente no último ano, a empresa adquiriu mais de 2 mil máquinas e caminhões, ampliando a capacidade de atendimento em setores estratégicos como infraestrutura, portos, terminais e agribusiness. “As novas frotas fortalecem o nosso modelo exclusivo de locação na Linha Amarela, com possibilidade de locações diárias a partir de três dias e mensais, por meio de 18 lojas próprias”, explica.
Dentro da estrutura de rental, a companhia dividiu a equipe em dois times comerciais, para contas nacionais e regionais. “O time de conta nacional foi vocacionado para os setores de energia, mineração, saneamento e infraestrutura”, detalha o diretor.
Cada setor conta com gerentes específicos, assim como o pós-venda. “Dessa maneira, temos um volume reduzido na carteira, que varia de 12 a 15 clientes, para que possamos atendê-los de forma mais exclusiva, ficando mais próximos”, diz. “Com essa estrutura, o indicador de desempenho NPS (Net Promoter Score) saltou de 34 para 54, o que é bem relevante para mercado por locação.”
EFICIÊNCIA
Segundo Veronese, a Armac conta com oficinas e bases logísticas em diversos estados, incluindo “o maior complexo de manutenção da América Latina”, localizado em Vargem Grande Paulista (SP), com 300 mil m² e estoque de R$ 65 milhões em peças, concentrando a manutenção de alta complexidade no estado de São Paulo. “Com isso, conseguimos uma maior eficiência e velocidade na devolução dos equipamentos”, aponta.

Para Kuhl, seminovos são um elo entreas diferentes unidades de negócios.
Essa agilidade é crucial para manter o atendimento em grandes obras. No ano passado, a empresa mobilizou cerca de 50 equipamentos (entre máquinas de Linha Amarela e caminhões) na construção de um dos maiores projetos de linhas de transmissão de energia do Brasil. A obra, com quase 2 mil km de extensão, começa em Minas Gerais e termina no Rio Grande do Norte. Após a conclusão, a capacidade de transmissão será de mais de 1.700 kVA. Além desse projeto, também participa de outras duas obras de linhas de transmissão, na Bahia e no Piauí, somando mais de 700 km de extensão.
Saiba mais:
Armac: armac.com.br

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