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14 de junho de 2021
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Mercado

A nova dinâmica de negócios

Pandemia tira a gestão de frotas da zona de conforto, forçando a adoção de novas estratégias em relação à aquisição, manutenção e locação de máquinas na frente de trabalho
Por Marcelo Januário (Editor)

Acostumado a reviravoltas, o setor de equipamentos para construção e mineração mais uma vez passa por um teste de resistência e adaptação no Brasil. Apesar do aumento consistente nas vendas (ou até mesmo por conta disso), a indústria vem enfrentando um cenário delicado em 2021, com falta de insumos e componentes, aumento de preços e disponibilização abaixo do necessário de novos produtos ao mercado.

Estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizado entre março e abril, mostra que as dificuldades para encontrar itens como aço, resinas, plástico, papelão, ferro e alumínio aumentaram significativamente desde outubro do ano passado, passando de 65,1% para 85%, em um universo de 221 empresas consultadas. Neste período, a disponibilidade “normal” de matérias-primas caiu de 18,6% para 8,8%.

O estudo registra ainda um aumento médio de 80,3% nos preços das matérias-primas entre janeiro e março deste ano. Além disso, a construção tem sido pressionada por fatores como a disparada de preços de commodities, dólar alto, aumento de demanda por projetos, alta nos preços de fretes e dificuldades na importação.

Esse quadro, evidentemente, afeta diretamente os usuários de máquinas, que veem a demanda por serviços aumentar e precisam redesenhar suas estratégias de gestão para enfrentar o desafio.

CONTEXTUALIZAÇÃO

Antes de adentrar na situação dos usuários, cabe uma análise conjuntural. Segundo Alexandre Bernardes, presidente da Câmara Setorial de Máquinas Rodoviárias (CSMR), da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), entidade que representa 22 empresas do setor com produção local, o Brasil mantém-se como o único país da América Latina que produz máquinas rodoviárias, notoriamente em estados produtores no eixo Sudeste/Sul.

Em 2020, foram produzidas 22.573 máquinas pelo grupo de empresas que integram a CSMR.


Acostumado a reviravoltas, o setor de equipamentos para construção e mineração mais uma vez passa por um teste de resistência e adaptação no Brasil. Apesar do aumento consistente nas vendas (ou até mesmo por conta disso), a indústria vem enfrentando um cenário delicado em 2021, com falta de insumos e componentes, aumento de preços e disponibilização abaixo do necessário de novos produtos ao mercado.

Estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizado entre março e abril, mostra que as dificuldades para encontrar itens como aço, resinas, plástico, papelão, ferro e alumínio aumentaram significativamente desde outubro do ano passado, passando de 65,1% para 85%, em um universo de 221 empresas consultadas. Neste período, a disponibilidade “normal” de matérias-primas caiu de 18,6% para 8,8%.

O estudo registra ainda um aumento médio de 80,3% nos preços das matérias-primas entre janeiro e março deste ano. Além disso, a construção tem sido pressionada por fatores como a disparada de preços de commodities, dólar alto, aumento de demanda por projetos, alta nos preços de fretes e dificuldades na importação.

Esse quadro, evidentemente, afeta diretamente os usuários de máquinas, que veem a demanda por serviços aumentar e precisam redesenhar suas estratégias de gestão para enfrentar o desafio.

CONTEXTUALIZAÇÃO

Antes de adentrar na situação dos usuários, cabe uma análise conjuntural. Segundo Alexandre Bernardes, presidente da Câmara Setorial de Máquinas Rodoviárias (CSMR), da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), entidade que representa 22 empresas do setor com produção local, o Brasil mantém-se como o único país da América Latina que produz máquinas rodoviárias, notoriamente em estados produtores no eixo Sudeste/Sul.

Em 2020, foram produzidas 22.573 máquinas pelo grupo de empresas que integram a CSMR. Como a capacidade instalada desse grupo é de 60 mil máquinas/ano, a ociosidade atual das linhas está acima de 60%, o que dá uma boa medida da situação do setor como um todo, que teve de diminuir o ritmo. “Voltando a 2012, as projeções apontavam que, na Olimpíada, em 2016, o mercado chegaria às 60 mil unidades”, afirma Bernardes, que também é gerente de relações institucionais da CNH Industrial. “Pensávamos que esse seria o mercado, mas não foi bem isso o que aconteceu.”

De fato, a partir de 2015 a queda se acentuou, chegando ao “fundo do poço” em 2017, com cerca de 8 mil unidades comercializadas. De lá para cá, o mercado vem melhorando. “Nos últimos dois anos, o mercado registrou números mais razoáveis, superando 20 mil unidades em 2020”, posiciona o especialista.

Bernardes, da Abimaq, vê distorções no mercado com a falta de insumos e o aumento nos custos

Mas o setor pode ir muito além disso. Na comparação com outros centros globais, pondera o dirigente, o mercado brasileiro mostra grande potencial, até pelas carências em infraestrutura que apresenta. “Alguma coisa já vem acontecendo em relação aos leilões do PPI, incluindo rodovias de fluxo intenso, mas também em mineração, agronegócio, saneamento, gás, energia, ferrovias e aeroportos, que abrem oportunidades para o setor”, aponta.

A questão agora é estar preparado para esse avanço que se desenha no horizonte, pois a pandemia trouxe um cenário desafiador. Dentre os pontos de atenção, Bernardes cita a persistência da instabilidade cambial (que afeta os custos de produção), rupturas logísticas da cadeia produtiva global e decorrente falta de insumos (como resinas, aço, nylon e gusa) e componentes (incluindo rodas, pneus, metálicos, bombas e tubos). “Estamos passando por uma tremenda dificuldade na indústria de modo geral”, reconhece. “Falta [material] para todo mundo, o que tem causado algumas distorções no mercado, com um incremento muito alto nos custos de produção.”

Projeções feitas em 2012 não se confirmaram, mas mercado vem recuperando o ritmo de crescimento nos últimos anos

ADAPTAÇÕES

Com efeito, essa conjuntura tem impactado as empresas que atuam na construção e mineração. De acordo com Amadeu Proença Martinelli, gerente de equipamentos da Camargo Corrêa Infra, no início da pandemia descortinou-se um novo cenário, desaquecendo projetos que estavam em negociação, o que exigiu a adoção de um novo modelo de trabalho. “A grande questão era como fazer essa adaptação, como atuar dali para frente”, diz ele. “Vieram os protocolos de saúde, preocupações com cronogramas, desafios no atendimento e na gestão de frota, além dos impactos no fornecimento de peças.”

Segundo ele, esse “novo mundo” se abriu abruptamente, mas foi mudando no decorrer de 2020. “Era perceptível que o mercado estava com grandes dificuldades, mas quando chegou em outubro, já havia sinais de melhora, com a roda começando a girar de novo”, recorda. “No final do ano, o mercado já estava novamente aquecido.”

Com isso, voltaram as discussões de projetos e surgiram novas negociações, fazendo com que a demanda por equipamentos aumentasse repentinamente. “Foi um processo acelerado, não esperávamos essa curva tão grande”, comenta Martinelli. “E, então, tivemos de nos adaptar de novo.”

Com a demanda aumentando rapidamente, a virada do mercado exigiu a formação de parcerias de longo prazo e negociações com fornecedores e clientes. “O mercado teve de se adaptar muito rápido, pois o boom foi repentino”, recapitula o especialista, sublinhando os investimentos realizados para trazer novas metodologias e processos, “para se encaixar mais rapidamente nos trilhos”, sem prejudicar a operação. “Mais do que nunca, tivemos de inovar – e rápido”, ele conta.

De fato, o quadro trouxe diferentes desafios para os proprietários de máquinas, como altas demandas de projetos em andamento, valores acima do esperado, juros elevados, crédito restrito e condições pouco atraentes, além de falta de peças e prazos de entrega extremamente elevados, que chegam a oito meses, pois as montadoras haviam desacelerado a produção. “Agora já estão retomando, mas ainda não no ritmo que o mercado precisa”, avalia Martinelli.

RECURSOS

Simultaneamente, os valores de aquisição aumentaram em um patamar muito acima do registrado em 2020. “Está cada vez mais complicado conseguir uma máquina, o que exige melhor gestão dos recursos”, ressalta o gerente. “O mercado está sentindo essa dificuldade, que impacta no TCO (Total Cost of Ownership).”

Até o rental – que está com demanda altíssima – registrou falta de máquinas e valores acima do previsto, ele aponta, inclusive com algumas entregas fora da qualidade esperada. “Contudo, isso cria oportunidade para novos entrantes e modalidades de contratação”, avalia Martinelli. Como ele destaca, as construtoras estão com grandes projetos em andamento, o que requer o uso também de máquinas locadas. “Esse mercado vem crescendo muito, mas sente o mesmo impacto que nós”, delineia. “Precisa de entrega, pois estão sofrendo com as entregas no longo prazo.”

Martinelli, da Camargo Corrêa Infra: boom repentino traz necessidade de nova adaptação

Não obstante, os preços de locação também subiram cerca de 30% a 40% acima das expectativas no ano passado. “Obviamente, algumas locadoras estão crescendo rapidamente, mas precisam se estruturar e se adaptar ao que o mercado exige. Hoje, o mercado é bastante exigente em questões de disponibilidade e manutenção”, afirma.

Na opinião dele, algumas empresas de rental não estão conseguindo seguir o ritmo acelerado, “deixando a desejar” em termos de qualidade das máquinas. “Isso é minoritário, mas acontece, embora já venha mudando”, pontua. “A pandemia ajudou essas empresas a aproveitar a oportunidade de reaquecimento, estão se alavancando e gerando muita competitividade no setor. Isso é salutar para o mercado.”

Para Martinelli, já não se enxerga uma gestão de frota em construção civil e pesada apenas com grandes frotas próprias. “A frota precisa ser rentável, dar disponibilidade, ter bons parceiros de negócios”, salienta. “Esse é o momento de debater como fazer a locação nos projetos. A locação tem de ser essencial para o negócio.”

FORA DA CAIXA

Na área de serviços, os desafios não são menores, uma vez que o mercado sente falta de peças e há descompassos no mercado de revisão, por exemplo. “Os gestores de frotas estão tendo de pensar de forma diferente, aumentando do estoque para proteção da disponibilidade”, observa Martinelli. “Mas também vemos um déficit no atendimento técnico em campo, com lead time mais alongado.”

Uma gestão proativa de manutenção exige atuar à frente no campo, opina o executivo, o que implica a realização de inspeções com o equipamento em ação. “Esse é o modelo que temos de trabalhar, para que a preventiva, quando executada, seja mais efetiva, diminuindo a quebra excessiva e a necessidade de peça corretiva”, opina.

Outro ponto do modelo inclui o estabelecimento de um forecast (previsão) mais dinâmico, que envolva todos os parceiros, seja cliente interno ou externo, de modo a entender a nova dinâmica de negócios e atuar com cronogramas mais atualizados. “Isso é necessário para que seja possível trabalhar com maior previsibilidade”, afirma o gerente.

Nas construtoras, pandemia ajuda a pensar fora da caixa em um momento delicado do setor

No que tange à aquisição, Martinelli ressalta que hoje há mais instituições financeiras fornecendo crédito no país, com novos modelos de negócio, como as modalidades de compra com residual final (leaseback), que já existia antes, mas se fortaleceu. “Para facilitar a aquisição de quem tem dificuldade de crédito”, explica.

Há ainda a questão da tecnologia, com as necessidades de gestão on-line e monitoramento de equipamentos e mão de obra, assim como processos de compras de materiais e uso de telemetria, que precisa ser incorporada ao processo. “A telemetria é fundamental para saber em qual local e momento mobilizar o ativo, permitindo uma gestão mais efetiva, o que também auxilia para uma tomada mais rápida de decisão”, comenta.

Por tudo isso, a pandemia deixa algumas lições importantes, avalia o gestor. “Ninguém quer passar por um momento desses, mas a pandemia ajudou a sair da zona de conforto, a nos deixar preparados para novas surpresas que possam surgir e não sermos pegos tão desprevenidos”, avalia. “Ou seja, tirou a gente da cadeira e nos desafiou a pensar diferente. O momento é muito delicado e merece essa reflexão.”

MUDANÇAS

Reflexão que também tem sido feita pelo Grupo K, que atua tanto na prestação de serviços como no rental. Segundo Jordão Pinto Coelho Duarte, diretor de operações da Skava-Minas, braço do grupo para operações em mineração, construção, florestal e transportes, a utilização intensiva das máquinas representa um grande desafio, no sentido de manter a disponibilidade da frota aos clientes.

Skava-Minas antecipou a renovação e redesenhou suas estratégias de financiamento

Sediada em Nova Lima (MG) e com operações em quatro estados (MG, BA, PA e MS), a empresa conta com uma frota de 450 equipamentos (sendo 400 próprios), adotando uma política de renovação constante, a cada quatro anos ou 15 mil horas de uso. “Os equipamentos de produção atuam cerca de 550 horas por mês, atingindo 6.600 horas de trabalho ao ano”, diz Duarte, que prevê aumento de 10% os negócios em 2021. De acordo com ele, no entanto, a pandemia trouxe uma ruptura nas atividades. “Mudou tudo em nossa rotina de trabalho, com impacto direto nas operações”, destaca.

No início, a Skava-Minas adotou novos modelos de trabalho, com a elaboração de protocolos e implementação de controles, pois os clientes passaram a exigir testagem regular para acesso aos canteiros. Também afastou os profissionais dos grupos de risco, desde a mão de obra de manutenção até operacional e administrativa, além de adotar o trabalho remoto e reforçar o treinamento de novos profissionais.

Com o mercado de mineração e construção aquecidos, a empresa sentiu os impactos na disponibilidade de equipamentos, peças e insumos, conforme os fornecedores passavam a ter dificuldades na entrega. Sem falar no aumento de preços e insegurança no cumprimento de prazos. “Ante esse cenário, tivemos de adotar estratégias de mudanças, desenvolvendo a capacidade de operar em meio à pandemia”, afirma o diretor. “Para um planejamento mais ativo, criamos um comitê para ajudar na tomada de decisões e dar suporte às operações, com constante revisão de orçamento e análises de risco e oportunidades.”

Logo depois, passou a monitorar o cenário, buscando opções de renovação da frota. “Ficamos atentos aos movimentos do mercado”, ressalta Duarte, destacando que a renovação habitualmente era feita no 2º semestre, mas neste ano o planejamento já está fechado desde maio.

“Antecipamos muito o planejamento, para receber os equipamentos no 1º semestre de 2022”, explica. “Ficamos atentos às variações de preços e prazos de entrega também, além de renegociar os acordos comerciais com os clientes, frente ao custo operacional crescente das operações.”
Em um momento de atrasos e falta de peças, o desafio no dia a dia da empresa tem sido manter a disponibilidade das máquinas, assim como da mão de obra. “Temos de estar mais preparados e ativos, planejando melhor nossas intervenções”, pondera.

ANTECIPAÇÃO

Também integrante do Grupo K, a Lokaminas Equipamentos é outra empresa que sentiu na pele a dificuldade de manter a disponibilidade física de equipamentos para locação. Atuando com as Linhas Amarela e Branca, a empresa possui equipe própria de manutenção e exibe um índice de mais de 90% de disponibilidade, essencial para manter a confiança de seus clientes. “Vislumbrando a demora na entrega e o aumento de custos na compra de equipamentos novos, sentimos a necessidade de revisar e antecipar a renovação da frota”, diz José Henrique Castro, diretor da locadora. “Assim, o que estava previsto para renovar em 2021 foi feito ainda em 2020.”

Nesse planejamento, a Lokaminas fez inclusive uma revisão das taxas de financiamento à disposição. Assim, as taxas antigas, na casa de 10% a 11% a.a., foram substituídas por novos financiamentos, na casa de 6% a 7% a.a. “Isso protegeu o caixa e manteve a empresa estruturada para enfrentar a pandemia e suprir a operação”, conta Castro. “Além disso, mantivemos um monitoramento constante do mercado quanto a atrasos e interrupções no fornecimento de peças e insumos como EPIs, uniformes e ferramental, aumentando o nosso estoque.”

Castro e Duarte (no destaque), do Grupo K: desafios na gestão da disponibilidade

Um reflexo inesperado da situação foi a oportunidade que surgiu para os equipamentos usados. Afinal, os preços acompanharam os reajustes e, com a antecipação da renovação, a venda das máquinas usadas também trouxe bons resultados para a empresa, que estruturou um setor exclusivo para isso. “Hoje, esse setor até pede para a produção liberar equipamentos, pois o segmento está bastante aquecido”, acresce o diretor.

No atual cenário, a expectativa da locadora é que o mercado fique ainda mais aquecido. “Ainda há muito a ser feito neste setor até as eleições, com um pacote de obras que tende a sair do papel”, cogita Castro. “E, com a necessidade de equipamentos para mobilização imediata, a alternativa mais viável é a locação.”

Em 2020, as receitas do Grupo K aumentaram em 20%, mas houve redução da margem operacional, até em decorrência do aumento de custos operacionais e da necessidade de adaptação. Para este ano, o grupo deve registrar crescimento em ambos os índices.
Apesar de alguns pedidos, feitos em outubro, ainda não terem chegado, a renovação da frota deve ajudar a Lokaminas a atender à demanda crescente e chegar a esse resultado. “No 1º trimestre, já atingimos a meta de receita e margem operacional”, revela Castro. “Tivemos dificuldades, mas conseguimos superar os desafios. Agora, estamos diante de um mercado aquecido e nos preparamos para atendê-lo da melhor forma possível.”

Webinar debate a conjuntura do setor

Evento on-line traça um panorama do momento atual do setor

Em um cenário de elevação cambial, alta demanda das commodities e escassez de matérias-primas em função da pandemia, a indústria de máquinas e equipamentos para construção e mineração vem enfrentando dificuldades para acompanhar o ritmo do mercado mais aquecido, o que tem gerado filas de espera na entrega de novos produtos.

Para debater o assunto, o 5º Webinar Sobratema reuniu especialistas de diferentes setores, incluindo mineração, locação e construção, em uma necessária reflexão na visão do usuário de máquinas sobre os rumos do segmento no Brasil.

“Nesse momento, o mercado tem oferecido boas perspectivas, com leilões, investimentos e novos projetos”, disse Afonso Mamede, presidente da Sobratema, na abertura do evento on-line realizado em maio. “Diante desse cenário, a falta de equipamentos, que antes já era muito sentida, deve aumentar ainda mais. Mas esse momento vai passar, e o mercado acaba se normalizando.”

Saiba mais:
Camargo Corrêa Infra: https://camargocorreainfra.com
CNH Industrial: www.cnhindustrial.com
CSMR: www.camaras.org.br/site.aspx/Home-CSMR
Lokaminas: www.linkedin.com/company/lokaminas-equipamentos/about
Skava-Minas: www.skavaminas.com.br
Webinar Sobratema: www.youtube.com/user/sobratema