Redação, com Assessoria de Imprensa
16/04/2026 10h21 | Atualizada em 17/04/2026 11h02
Imagem: INFORMA MARKETS
Entre os dias 14 e 16 de abril, o Distrito Anhembi abriu as portas em São Paulo (SP) para receber a 30ª edição da Intermodal South America, que neste ano reúne mais de 700 marcas expositoras e espera receber mais de 45 mil profissionais de diversos países.
Ponto de encontro dos setores de logística, transporte de cargas, tecnologias e comércio exterior, o evento combina feira de negócios, debates e apresentações de soluções.
Realizada na última terça-feira (14), a cerimônia de abertura atraiu autoridades públicas, representantes institucio
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Imagem: INFORMA MARKETS
Entre os dias 14 e 16 de abril, o Distrito Anhembi abriu as portas em São Paulo (SP) para receber a 30ª edição da Intermodal South America, que neste ano reúne mais de 700 marcas expositoras e espera receber mais de 45 mil profissionais de diversos países.
Ponto de encontro dos setores de logística, transporte de cargas, tecnologias e comércio exterior, o evento combina feira de negócios, debates e apresentações de soluções.
Realizada na última terça-feira (14), a cerimônia de abertura atraiu autoridades públicas, representantes institucionais e lideranças empresariais, que reforçaram a importância estratégica da integração dos diferentes modais de transporte.
O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa, destacou o volume de investimentos públicos e privados no setor, além da necessidade de manter o ritmo de concessões para acelerar o escoamento de cargas com qualidade.
Outro tema abordado foi a alta do preço do diesel. “Esse é um combustível essencial, não conseguimos ficar sem”, comentou Costa.
“É importante considerar que, mesmo com o aumento, ainda temos oferta de óleo diesel, pois, pior do que a alta, é a falta desse insumo”, colocou.

Cerimônia de abertura reforçou a importância estratégica da integração
dos diferentes modais de transporte. Imagem: INFORMA MARKETS
O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Frederico Carvalho Dias, destacou a importância do transporte aquaviário, lembrando que apenas 15% das cargas no Brasil utilizam esse modal.
No entanto, segundo o diretor, os avanços são positivos, com crescimento de 19% na navegação interna no último ano.
Ele destacou que, em 2025, foram aplicados R$ 280 bilhões em investimentos em infraestrutura, sendo R$ 235 bilhões provenientes da iniciativa privada — o dobro do registrado há 15 anos.
“O poder público tem oferecido boas condições de investimento e segurança jurídica para novos negócios, o que deve movimentar cada vez mais o mercado nacional”, afirmou.
Já o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Sampaio, reforçou as ações para o segmento. “Nos últimos três anos, tivemos mais de 20 leilões terrestres e mais de 5 mil km de rodovias concedidas”, sublinhou Dias.
“Outro destaque é o avanço na retomada das ferrovias, como a aprovação da renovação da concessão da Centro-Atlântica, a retomada da Transnordestina e, agora, a retomada dos estudos da Ferrogrão”, completou o diretor.

Corredor da Intermodal 2026 já no primeiro dia de feira: investimentos devem movimentar cada vez
mais o mercado de logística e transporte de cargas no país. Imagem: INFORMA MARKETS
Para encerrar a cerimônia, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, falou sobre a importância da parceria com o setor produtivo e destacou os investimentos recordes no setor.
Segundo o ministro, nos três primeiros anos de governo foram movimentados R$ 40 bilhões em investimentos privados em portos e mais de R$ 3 bilhões em investimentos públicos.
De acordo com ele, “a confiança do mercado no país vem crescendo e se consolidando, com responsabilidade no planejamento e na aplicação de recursos públicos”.
O ministro anunciou ainda que, em breve, será assinado um termo aditivo para incorporar 12 aeroportos regionais à concessão do GRU Airport.
“Construímos um programa que equilibra os investimentos e atende também os aeroportos regionais, que sempre ficavam de fora desse tipo de concessão”, disse o ministro, que falou ainda sobre a realização de 29 leilões no setor portuário, sendo três já realizados neste ano e mais 15 previstos até dezembro na B3.
Confira a seguir alguns destaques da 30ª Intermodal, que ilustram como a inovação tecnológica pode impulsionar as áreas de logística e transporte de cargas na atualidade.
Na Intermodal 2026, ganhou destaque a nova versão da transpaleteira elétrica ERX 27, desenvolvida pela Still, marca do grupo voltada ao segmento premium.
Segundo Adriana Firmo, vice-presidente de Sales & Service da Kion South America, o equipamento chega ao mercado com melhorias em usabilidade e desempenho, focado no aumento da produtividade nas operações.
A atualização traz interface mais intuitiva, com visor em LED integrado ao timão, disse ela, além de recursos automatizados que simplificam a operação e reduzem a necessidade de intervenções manuais.
Transpaleteira elétrica ERX 27 da Still marcou presença
na Intermodal 2026. Imagem: GRUPO KION
“Outro destaque é a evolução do conjunto de tração, com novo powertrain de 3 kW e sistema de motor trifásico livre de manutenção, que contribui para maior eficiência e confiabilidade”, explicou Adriana Firmo.
Além do lançamento desse equipamento, a empresa apresentou uma tecnologia inédita e patenteada voltada à segurança em operações com empilhadeiras.
Conforme a executiva, a solução SLC-A (Smart Load Control-Assistance) atua como um sistema de assistência inteligente ao operador, monitorando em tempo real a relação entre o peso da carga e a altura de elevação, um dos pontos críticos para a ocorrência de acidentes em armazéns.
O sistema utiliza sensores de alta precisão e algoritmos avançados para identificar situações de risco e comunicar de forma simples ao operador,
Quando o limite seguro é atingido, o próprio equipamento intervém automaticamente, reduzindo a velocidade de elevação e emitindo alertas sonoros, contribuindo assim para evitar tombamentos e aumentar a segurança da operação.
“Trouxemos para a Intermodal soluções que refletem a evolução da intralogística, com foco em eficiência, automação e, principalmente, segurança”, comentou a vice-presidente.
"Nosso objetivo é apoiar os clientes na construção de operações cada vez mais produtivas e confiáveis”, acrescentou.
Por meio da marca Heli Brasil, empilhadeiras autônomas foram o principal destaque do grupo na feira, abrindo uma nova frente de automação em intralogística.
Segundo a fabricante, os modelos da linha AGV (Automated Guided Vehicle) operam com navegação autônoma, recursos de segurança, reconhecimento de posição e diferentes configurações para movimentação interna.
Empilhadeiras autônomas foram o principal destaque da Heli Brasil na feira. Imagem: MARCELO J
Capazes de operar em rotas pré-definidas com funções de segurança e transferência de carga, os modelos apresentam diferentes configurações para movimentação interna, como pallet transporters, stackers, reach trucks, contrabalançadas, wide leg stackers, tuggers e underride AGVs.
As soluções também oferecem recursos como recarga lateral automática, troca entre modo manual e automático com um clique, tecnologia de reconhecimento de posição do pallet e navegação SLAM, sistema que permite localizar o equipamento e mapear o ambiente simultaneamente.
A aposta mira setores como logística, portos e agronegócio, reforçando a atuação da empresa.
“Com a linha AGV, ampliamos nossa atuação em projetos mais complexos, com foco em eficiência, previsibilidade e integração com sistemas de controle”, destacou Kelly Rech, presidente do conselho do Grupo KMR e cofundadora da Heli Brasil.
“É um movimento alinhado à trajetória da Heli Brasil no país e à força que o Grupo KMR construiu em rede, atendimento e suporte técnico”, disse ela.
Nos projetos já desenvolvidos com a tecnologia, a operação contínua contribui para reduzir custos, elevar a eficiência e ampliar a integração com sistemas de gestão e controle.
“Esses modelos mostram que a automação da intralogística já pode ser aplicada de forma concreta em diferentes operações”, explicou a executiva do Grupo KMR, que também lançou no evento a nova marca HVR MAC, marcando a estreia da companhia no segmento de Linha Amarela.
Em parceria com a Brasif Máquinas, a marca mostrou na Intermodal soluções como o reach stacker RS45-31CH, um equipamento de grande porte utilizado na movimentação de contêineres em portos e terminais logísticos.
Adquirida pela Gold Logística, que também participou da feira, a máquina exposta já tem destino certo.
Com alta capacidade de carga e alcance, o reach stacker é essencial para operações que exigem agilidade, segurança e eficiência no empilhamento e transporte de contêineres, atendendo diretamente às demandas de um setor em constante crescimento.
Segundo Ronaldo Bispo, gerente regional de vendas da Hyster, o reach stacker RS45-31CH conta com um sistema hidráulico on demand, ou seja, o operador não precisa acelerar o equipamento para fazer a movimentação da máquina.
"Qualquer movimento que o operador faça como, por exemplo, levantar a lança para pegar o contêiner ou para depositá-lo, basta simplesmente mexer no joystick e automaticamente a máquina acelera, realizando assim essa movimentação, e isso diminui o custo de combustível", explica Bispo.
Exibido no estande da Hyster, reach stacker RS45-31CH é utilizado em movimentação pesada. Imagem: MARCELO J
Além do reach stacker, a Hyster apresentou outros equipamentos estratégicos do portfólio, como modelos elétricos e a recém-lançada Série A, que se destaca pela possibilidade de personalização, permitindo que cada equipamento seja configurado de acordo com a aplicação do cliente.
“A presença na Intermodal reforça não apenas a força da parceria com a Hyster, mas principalmente a nossa capacidade de conectar soluções às necessidades reais dos clientes, acompanhando a evolução do mercado logístico”, afirmou Pedro Amaral, diretor de material handling solutions da Brasif Máquinas.
Para Ronaldo Bispo, gerente regional de vendas da Hyster, o ano de 2026 será um ciclo de virada, pois muitos clientes que protelaram as compras nos anos anteriores devem efetivá-las este ano.
"O investimento feito anteriormente pelos clients fez com que a vida útil do equipamentos aumentasse, de modo que não precisassem investir, segurando o mercado", contou. "Mas, 2026 será diferente."
A empresa finlandesa apostou em produtos para movimentação de cargas portuárias, desde empilhadeiras de 10 t até guindastes capazes de carregar contêineres diretamente do navio.
Na Intermodal 2026, a empresa destacou especialmente equipamentos elétricos do amplo portfólio.
Segundo Andrés Ramirez, gerente regional de vendas e empilhadeiras da marca, o processo de eletrificação dos equipamentos está apenas começando, mas vem se acelerando de forma veloz.
“Estamos acompanhando essa tendência de mercado, apresentando dois produtos elétricos", disse ele.
"Um deles é o guindaste portuário móvel de menor porte ESP.4, além de uma empilhadeira elétrica reach stacker para contêineres cheios”, detalhou.
Guindaste portuário ESP.4 promete o mesmo desempenho de um modelo de grande porte, Imagem: KONECRANES
De acordo com Ramirez, a empilhadeira elétrica para contêineres cheios é um dos equipamentos mais utilizados no Brasil, seja em terminais pequenos e médios até alguns maiores.
“Entendemos que alguns terminais vão querer fazer uma troca automática rápida, saindo de equipamentos a combustão para elétricos”, observou.
“No entanto, ele disse acreditar que, dependendo dos perfis das empresas ou operações, não será possível fazer essa transição de forma rápida.
"Por isso, temos alguns produtos 100% a combustão e outros que chamamos de diesel melhorado, mas sempre pensando na redução de CO2”, sublinhou.
Inclusive, a marca expôs na Intermodal 2026 uma empilhadeira elétrica para contêineres vazios, considerada a primeira ECH 100% elétrica da América Latina.
Com foco em soluções portuárias, a fabricante divulgou na Intermodal 2026 alguns destaques do portfólio segmentado, especialmente guindastes e manipuladores de materiais.
No estande, a marca divulgou o manipulador de materiais LH 80 M, um equipamento robusto e de alta eficiência voltado especialmente para operações de manuseio intensivo de cargas.
Destaque da Liebherr, o manipulador de materiais LH 80 M conta com
sistema patenteado de recuperação de energia. Imagem: LIEBHERR
O equipamento conta com sistema patenteado Liebherr ERC (Energy Recovery System), que promete ganho significativo de desempenho aliado à redução do consumo de combustível.
“O modelo LH 80 M é uma solução desenvolvida para atender às exigências do mercado portuário, combinando alta performance, eficiência energética e versatilidade para diferentes tipos de operação”, garantiu Julio Ramos, supervisor de vendas da área de Movimentação de Terra e Manipuladores de Materiais da Liebherr Brasil.
Presencialmente, o estande recebeu o manipulador de materiais LH 30, que oferece alcance total de 14 m.
Com lança industrial reta de 7.800 mm e braço com ponta angulada de 6.000 mm, essa máquina tem capacidade de 1,3 m³, sendo indicada para operações de carga/descarga, formação de pilhas e abastecimento de picadores.
Na área de portuários, a companhia destacou seu amplo portfólio de guindastes-pórticos para contêineres, incluindo versões fixas, com pneus e sobre trilhos, além de guindastes portuários móveis e de portal.
“Valorizamos muito os encontros com nossos clientes e parceiros, pois são momentos estratégicos para fortalecer relacionamentos e demonstrar como nossas inovações podem contribuir diretamente para os seus negócios”, comentou Ângelo Telles, gerente divisional da área de Guindastes Marítimos da Liebherr Brasil.
Em sua participação, a companhia destacou produtos como o reach stacker SRSC45V2, um modelo padrão de 45 t de camadas empilháveis e que traz motor Cummins X12 Stage III de 277 kW, transmissão Dana 15.5HR36432 e eixo motriz Kessler D102 PL341, além de sistema common rail de alta pressão.
Equipado com novo sistema de controle, o equipamento promete controle total do spreader, com micromovimentos abaixo de 10 mm/s, resposta em menos de 220 ms e ciclo até 10% mais rápidos.
A Sany promoveu soluções como o reach stacker SRSC45V2, um modelo
de 45 t equipado com motor Cummins X12. Imagem: MARCELO J
“É o nosso carro-chefe no segmento portuário pois vem tendo maior demanda, sendo o que mais emplacou no Brasil nos últimos três anos”, comentou Enio Pallaro, gerente comercial da Sany, destacando que a marca detém 30% do mercado chinês no segmento.
“Isso motivou a investir na linha também no Brasil, pois é um produto muito robusto, consolidado mundialmente’, destacou.
“E como a Sany já estava consolidada na Linha Amarela, ficou mais fácil trabalhar esse equipamento.”
De acordo com ele, a indústria da China está fortalecendo cada vez mais a globalização, para não depender somente no mercado interno chinês.
No Brasil, o foco inicial se deu com guindastes, abrindo depois para a Linha Amarela e, agora, com a parte de soluções portuárias, inicialmente com reach stackers e empilhadeiras de 13 t a 46 t e, posteriormente, com a parte de manipuladores telescópicos.
“Depois, acabaram vindo as plataformas elevatórias e, finalmente, as empilhadeiras de pequeno porte, isso pensando somente na linha portuária”, contou Pallaro.
Com foco na eficiência operacional e sustentabilidade, a Siemens Brasil levou ao evento um portfólio focado em automação, eletrificação e digitalização de operações.
O âmago da mostra foi centrado em tecnologias que integram hardware, software e Inteligência Artificial, visando apoiar a evolução de terminais portuários e operações logísticas.
Na feira, companhia destacou tecnologias de Inteligência Artificial e automação Imagem: SIEMENS
De acordo com Felipe Baccaro, líder de Sales e Business Development da Siemens, os destaques abrangeram soluções para modernização de guindastes, sistemas para ampliação da disponibilidade de ativos e ferramentas de otimização de processos, que visam a redução direta do consumo energético.
“Nossa atuação no setor portuário está diretamente conectada à necessidade de tornar operações mais eficientes, seguras e sustentáveis”, afirmou Baccaro.
"Na Intermodal, reforçamos como a combinação de automação, eletrificação e soluções digitais pode transformar o desempenho dos terminais e gerar ganhos concretos para toda a cadeia logística”, assinalou.
A Tracbel apresentou na 30ª Intermodal seu mais novo movimentador de contêineres cheios, com capacidade de 45 t.
Voltado para a área de logística pesada, o modelo Kalmar DRU 450 é utilizado em portos marítimos, portos secos, terminais logísticos e grandes empresas, podendo transportar contêineres por curtas distâncias e empilhá-los em fileiras.
Apresentado pela Tracbel, novo movimentador Kalmar DRU 450 tem
capacidade de 45 t para contêineres cheios. Imagem: MARCELO J
“A eficiência é possível graças aos avanços introduzidos no spreader da máquina, usado para movimentar, erguer e travar os contêineres com total segurança”, destacou Cairon Faria, diretor executivo da Tracbel Florestal e Logística.
Segundo ele, os novos ajustes feitos pela engenharia da fábrica consolidaram o movimentador de contêineres como a melhor solução na área.
“É a melhor relação custo-benefício do setor, mantendo a alta qualidade e o avanço tecnológico que caracterizam os produtos da marca mundialmente”, complementou Mateus Barcelos, gerente comercial nacional da Tracbel Logística.
As principais características do modelo incluem rapidez, manobrabilidade, precisão e a eficiência na movimentação.
“É uma geração com tudo o que os operadores precisam”, assegurou Barcelos, destacando que todas as máquinas da Kalmar foram atualizadas para atender aos mais elevados padrões de segurança internacionais.
“A segurança é um valor primordial da Tracbel e da Kalmar”, afirmou.
Outra novidade divulgada na feira foi a nova Geração 2 de baterias para as máquinas elétricas. "Com essa evolução, a expectativa é dobrar a quantidade de horas obtida até então pela Geração 1", disse.
Com isso, os equipamentos elétricos podem operar até 14 h com apenas uma carga, a depender da potência da bateria escolhida. "Quanto maior a potência, maior a autonomia", explicou.
Em relação ao mercado, Barcelos disse que a Tracbel e a Kalmar estão "muito otimistas" com a perspectiva de crescimento em market share no Brasil.
“Fizemos um reposicionamento de mercado e colocamos em prática uma série de ações, como a ampliação da capilaridade das nossas filiais", apontou.
"Também temos duas novas filiais, em Anchieta (SP) e Itajaí (SC), além de um time de técnicos especializados provenientes diretamente da Kalmar”, destacou o diretor.
Com foco em eficiência e alta performance operacional, a marca apresentou no evento os pneus XP1000, que chegam ao mercado com a proposta de entregar maior produtividade, estabilidade e disponibilidade em operações de movimentação de materiais de alta intensidade.
O novo pneu industrial é utilizado em empilhadeiras que operam em armazéns, centros de distribuição, portos e ambientes industriais, onde a continuidade operacional é essencial.
Projetado para condições exigentes, o modelo promete maior estabilidade, durabilidade e desempenho consistente, contribuindo para a redução de interrupções e o aumento da produtividade.
Voltado para empilhadeiras, novo pneu industrial Trelleborg
XP1000 traz indicador de desgaste. Imagem: TRELLEBORG
Para suportar operações contínuas, o XP1000 conta com tecnologia Pit Stop Line, um indicador visual de desgaste que aponta o momento ideal para substituição do pneu com até 100 h de antecedência, permitindo um planejamento de manutenção mais preciso e reduzindo o risco de paradas não planejadas.
Produzido na unidade de Feira de Santana (BA), o XP1000 atende tanto ao mercado brasileiro quanto outros países da América do Sul.
“O design da banda de rodagem combina construção leve com um composto avançado que utiliza fibras de materiais reciclados”, destacou a empresa.
“Já a tecnologia Pit Stop Line contribui para a redução de desperdícios, garantindo desempenho elevado, economia de materiais e menor impacto ambiental ao longo do ciclo de vida do produto.”
Segundo Marcelo Natalini, presidente da Yokohama TWS na América do Sul, a modernização das operações logísticas exige componentes capazes de acompanhar as crescentes demandas do setor por produtividade e eficiência.
“Os pneus desempenham papel fundamental nesse contexto, contribuindo diretamente para a confiabilidade e a continuidade operacional”, disse.
A TMSA (Tecnologia em Movimentação S.A.) promoveu o lançamento de um transportador de correia enclausurado de alta capacidade, projetado para
operar com até 4.000 t/h.
Desenvolvido integralmente com engenharia própria e 100% nacional, o equipamento foi concebido para atender operações de grande escala, especialmente em terminais portuários voltados à exportação de granéis agrícolas.
Nova solução de até 4.000 t/h amplia portfólio da TMSA para
diferentes escalas operacionais Imagem: FELIPE ALVES/TMSA
“A solução se destaca pela robustez, eficiência operacional e controle ambiental, ao minimizar emissões de particulados durante o transporte”, garantiu Mathias Helter, CEO da empresa.
Segundo o executivo, o lançamento responde ao avanço da produção agrícola e à crescente demanda por infraestrutura logística capaz de acompanhar o ritmo das exportações brasileiras, que ganha tração com o avanço da movimentação de cargas nos portos brasileiros.
Em 2025, exemplificou Helter, o Porto de Santos, responsável por cerca de 30% das exportações nacionais, movimentou 186,4 milhões de toneladas, enquanto o Portos Paraná registrou 73,5 milhões de toneladas no período.
Terminais regionais também acompanham esse crescimento, pois o TESC – Terminal Santa Catarina movimentou 6,3 milhões de toneladas, alta de 6% em relação a 2024, enquanto o Porto de Itaqui encerrou o ano com 13,5 milhões de toneladas movimentadas.
“Esse aumento de volume pressiona a infraestrutura logística e reforça a necessidade de soluções de alta capacidade e eficiência operacional”, complementou o CEO.
“Nesse contexto, nosso lançamento na intermodal reforça a capacidade da marca de desenvolver soluções de alta performance, alinhadas às demandas atuais e futuras da logística portuária”, frisou.
Além de um reach stacker, a companhia apresentou no estande suas empilhadeiras elétricas de grande porte, de 10 t, atualmente em alta no mercado.
Com tecnologia embarcada de ponta e itens de segurança de série, o modelo XCB1006 oferece opções de bateria de chumbo-ácido ou de lítio com carregamento rápido (carregamento completo em 1 h).
Exposto na Intermodal 2026 pela XCMG, reach stacker XCS4531K é capaz de empilhar
até cinco contêineres na primeira e na segunda fileira. Imagem: MARCELO J
Equipada com motor CA de alta eficiência e tecnologia de controle elétrico XEC, a máquina promete facilidade de manutenção com a desmontagem das tampas de acesso aos componentes.
O modelo traz ainda mastro com ampla visibilidade, portas USB e espaço confortável de operação.
Além dos elétricos, a marca exibiu o modelo a diesel XCF1606K cabinado, de 16 t, equipado com motor Cummins e transmissão Dana.
“É o que de melhor o mercado oferece em questão de robustez e eficiência na operação”, assegurou Luiz Henrique Lourenço da Costa, executivo de vendas da XCMG.
Em manipuladores de contêiner cheio, o carro-chefe da linha é o modelo XCS4531K, exposto na Intermodal 2026 e capaz de empilhar até cinco contêineres na primeira e na segunda fileiras.
Com a habitual capacidade de 45 t para esse tipo de operação, o equipamento traz lubrificação automática, sensores de ré, câmera de ré 360º e sistema de identificação de pessoas.
“Ela identifica o ser humano para evitar acidentes”, acentuou o executivo, destacando que a máquina contém nível elevado de tecnologia embarcada, com marcação de peso da carga, altura e comprimento.
“Dessa forma, o operador é municiado com todas as informações que precisa para garantir uma operação segura”, ressaltou Luiz Henrique, lembrando que a fabricante disponibiliza o equipamento para pronta-entrega no Brasil.
Saiba mais:
Intermodal 2026: www.intermodal.com.br
16 de abril 2026

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