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A iminência da eletrificação no Brasil

Existem alguns obstáculos para que as iniciativas de eletrificação possam ser colocadas em prática no país

Assessoria de Imprensa

09/09/2022 17h43 | Atualizada em 16/09/2022 16h36

Por Luiz Ribeiro*


Atualmente, existe um fato em comum ocorrendo no mundo inteiro. Trata-se do movimento de eletrificação e, consequentemente, do aumento na demanda de energia.

Isto porque, cada vez mais os países estão apostando na redução de emissão de poluentes, a fim de obter um cotidiano mais sustentável. Por isso, há uma tendência de diminuição dos combustíveis fósseis, grandes geradores de energia ainda nos dias de hoje e um dos principais responsáveis pelo efeito estufa no aquecimento global.

No Brasil, por exemplo, a meta atual de mitigação dos gases responsáveis pelo efeito estufa é bastante ambiciosa. Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), ocorrida em 2021, na Escócia, o país apresentou um projeto de reduzir em 50% as emissões de gases nocivos (CO2) para o efeito estufa até 2030, bem como a neutralidade de carbono até o ano de 2050.

No mesmo sentido, o Balanço Energético Nacional (BEN 2021) aponta um avanço da eletrificação

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Por Luiz Ribeiro*


Atualmente, existe um fato em comum ocorrendo no mundo inteiro. Trata-se do movimento de eletrificação e, consequentemente, do aumento na demanda de energia.

Isto porque, cada vez mais os países estão apostando na redução de emissão de poluentes, a fim de obter um cotidiano mais sustentável. Por isso, há uma tendência de diminuição dos combustíveis fósseis, grandes geradores de energia ainda nos dias de hoje e um dos principais responsáveis pelo efeito estufa no aquecimento global.

No Brasil, por exemplo, a meta atual de mitigação dos gases responsáveis pelo efeito estufa é bastante ambiciosa. Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), ocorrida em 2021, na Escócia, o país apresentou um projeto de reduzir em 50% as emissões de gases nocivos (CO2) para o efeito estufa até 2030, bem como a neutralidade de carbono até o ano de 2050.

No mesmo sentido, o Balanço Energético Nacional (BEN 2021) aponta um avanço da eletrificação sustentável nas fontes de energia do Brasil. De acordo com o levantamento, as fontes não renováveis – principais causadoras do efeito estufa – ainda predominam a matriz energética brasileira (52%). Porém, de 2011 a 2020, a energia proveniente de fontes renováveis, como hídrica, solar e eólica, obteve um crescimento relevante, passando de 43% para 48% da matriz.

Apesar dos desafios, a eletrificação é um caminho sem volta e já ocorre com consistência no mercado brasileiro. Um dos principais exemplos é o setor automotivo, que muitos acreditavam ser algo distante para a eletrificação, mas atualmente é um dos segmentos que têm contribuído com o aumento da sustentabilidade no país.

Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), em 2020 as vendas de veículos elétricos cresceram 60%. Além disso, uma projeção realizada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Elétricos (Anfavea) aponta que existe a possibilidade de que, até 2035, 62% da frota de veículos no Brasil será composta por automóveis elétricos, minimizando cada vez mais a emissão de CO2 nas ruas.

Da mesma maneira, um estudo encomendado pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS) e executado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds), indica que já existe um movimento empresarial em relação à eletrificação de suas frotas comerciais. A pesquisa contou com 16 empresas brasileiras de grande porte que possuem o compromisso de zerar suas emissões de CO2 até 2030 e já contam com veículos elétricos em suas frotas.

No entanto, para que as iniciativas de eletrificação propostas pelas empresas possam ser colocadas em prática, existem alguns obstáculos a serem percorridos, como melhorar a infraestrutura de carregamento dos veículos, não só pontos de recarga, mas com qualidade e segurança ao usuário e a bateria do veículo.

Também é necessário obter sistemas e tecnologias que otimizem a gestão dos dados, e, ainda, fomentar a rede de colaboração entre todos os setores envolvidos, desde a geração de energia até as fabricantes.

Com relação ao carregamento de veículos, com o aumento da frota de automóveis elétricos, maior é a demanda por pontos de recarga no Brasil. Atualmente, grande parte desses pontos estão localizados nas casas dos proprietários dos veículos ou em espaços públicos, como estacionamentos de shoppings e supermercados. De acordo com as estatísticas ABVE, atualmente o país conta com pelo menos 1.250 pontos de carregamento de veículos elétricos.

Desta forma, para que tais pontos estejam bem amparados e com a manutenção adequada e em dia, é fundamental contar com tecnologias desenvolvidas especialmente para manter o seu pleno funcionamento. Esses equipamentos, cada vez mais tecnológicos, garantem maior segurança aos proprietários de veículos elétricos, uma vez que possibilitam a identificação e correção de determinados problemas na plataforma de carregamento com antecedência e uma manutenção com mais assertividade, qualidade e eficiência.

Independentemente dos desafios enfrentados, o Brasil está e se tornará cada vez mais eletrificado, portanto, a geração de energia será ainda maior. No entanto, com essa aceleração e eletrificação iminente, o país demanda de mais planejamento, organização e infraestrutura.

Neste momento, é imprescindível que o mercado tenha acesso a ferramentas e tecnologias que possibilitem uma instalação e manutenção adequada e segura dos campos de geração de energia, bem como das plantas industriais, empresas e casas que investem em energia limpa, além dos pontos de carregamento de veículos elétricos. Dessa forma, o país estará ainda mais preparado para eliminar fontes de energia prejudiciais à atmosfera e investir em seu processo de eletrificação.


*Luiz Ribeiro é gerente-geral da Fluke do Brasil para a América Latina.

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