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Revista M&T - Ed.271 - Fev/Mar 2023
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FABRICANTE

Volvo projeta ano de ajustes

Após registrar recordes em emplacamentos de caminhões e em serviços financeiros em 2022, a montadora projeta um mercado mais cauteloso e com vendas menores neste ano
Por Marcelo Januário (Editor)

Em 2022, o mercado total de caminhões acima de 16 t chegou a 98 mil unidades no Brasil, empatando com o ano anterior. Desse montante, a Volvo licenciou 24.093 unidades (+10%), sendo 18.747 veículos somente na classe dos pesados.

“Ficamos com 29% de market share, quase um terço do mercado de pesados”, celebra Alcides Cavalcanti, diretor executivo de caminhões da Volvo do Brasil.

O resultado posiciona o país como 2º maior mercado da montadora, atrás apenas dos EUA, que movimenta perto de 300 mil unidades/ano. A montadora entregou mais de 31 mil caminhões em países do continente, sendo 28.627 licenciados, com recordes no Chile, com 1.687 unidades (+25%), e no Peru, com 1.902 unidades (+17%), o que garantiu à companhia uma participação de 23% nos segmentos acima de 16 t.

“É uma marca histórica de liderança nesses mais de 40 anos na região, obtida graças aos investimentos feitos em produtos e serviços e na rede”, frisa Wilson Li


Em 2022, o mercado total de caminhões acima de 16 t chegou a 98 mil unidades no Brasil, empatando com o ano anterior. Desse montante, a Volvo licenciou 24.093 unidades (+10%), sendo 18.747 veículos somente na classe dos pesados.

“Ficamos com 29% de market share, quase um terço do mercado de pesados”, celebra Alcides Cavalcanti, diretor executivo de caminhões da Volvo do Brasil.

O resultado posiciona o país como 2º maior mercado da montadora, atrás apenas dos EUA, que movimenta perto de 300 mil unidades/ano. A montadora entregou mais de 31 mil caminhões em países do continente, sendo 28.627 licenciados, com recordes no Chile, com 1.687 unidades (+25%), e no Peru, com 1.902 unidades (+17%), o que garantiu à companhia uma participação de 23% nos segmentos acima de 16 t.

“É uma marca histórica de liderança nesses mais de 40 anos na região, obtida graças aos investimentos feitos em produtos e serviços e na rede”, frisa Wilson Lirman, presidente do Grupo Volvo na América Latina, destacando o novo ciclo de investimentos de R$ 1,5 bilhão, iniciado no ano passado.

Em serviços, a empresa também aponta crescimento nos segmentos de peças (+21%), remanufaturados (+35%) e planos de manutenção (+27%). A oferta atual é de mais de 700 itens remanufaturados. “Em e-commerce, foram mais de R$ 100 milhões em vendas nos últimos cinco anos, incluindo peças, seminovos e planos de serviços, sendo 30% de novos clientes”, informa o executivo.

DEMANDA

A recém-lançada linha Volvo Euro 6 (FH, FM e FMX) começou a ser produzida em janeiro, prometendo de 8% a 10% de economia, dependendo do modelo. Apresentada na Fenatran, a nova linha gerou R$ 2 bilhões em negócios já no lançamento.

Segundo Cavalcanti, o pesado FH 540 foi o caminhão mais vendido do Brasil pelo 4º ano consecutivo, com 8.317 veículos na versão de 540 cv. Além disso, a marca emplacou 5.346 semipesados no ano passado, 39% acima do exercício anterior, com inéditos 16,3% de market share.


Com 8.317 veículos, modelo FH 540 foi o caminhão pesado mais vendido do Brasil

De acordo com Cavalcanti, o setor de construção viveu um crescimento forte, com reformas residenciais puxando a Linha VM, tanto de betoneiras como de caçambas, que vendeu quase 10 mil unidades (+38%). A versão mais vendida é a 6x2 com chassi rígido, que permite uma variedade de implementos e aplicações. “Pela primeira vez, o semipesado VM 270 liderou o ranking da Fenabrave no segmento, com 4.732 unidades licenciadas”, diz.

No segmento de vocacionais, o avanço foi de +46%, com +80% na construção e +70% na mineração. “O avanço veio principalmente de setores em que tínhamos uma participação menor, com linhas mais focadas que permitiram crescer em construção e mineração, mantendo a posição de destaque em canavieiro e florestal”, diz Cavalcanti, ressaltando que os pontos de serviço saltaram de 32 para 59 em 2022.

O mercado da construção já representa de 10% a 12% do total do mercado acima de 16 t, mas deve perder fôlego, aponta o executivo. “Houve uma renovação forte de caminhões, o que deve se manter neste ano, mas em um ritmo menos intenso”, diz ele, relacionando o desempenho do setor à taxa de juros. “Temos acompanhado as novas obras, [que estão] em um ritmo um pouco menor.”

Sobre o segmento de obras públicas e infraestrutura, o especialista contrapõe os significativos valores envolvidos às dificuldades fiscais do governo. “É um segmento que deve andar de lado ou até ter uma pequena redução neste ano”, projeta Cavalcanti.

PROJEÇÕES

Outros pontos de atenção são citados por Lirman, incluindo inflação, taxa de juros, polícia econômica, tensões geopolíticas e problemas na cadeia de suprimentos. “Estamos em um ano de ajustes, de modo que prevemos uma redução de mercado, para algo em torno de 75 mil caminhões nos segmentos acima de 16 t”, avalia o executivo.

Ele ressalta que no ano passado houve um “efeito pré-compra”, o que aumentou as vendas. “Sabemos que o nosso negócio é feito de ciclos. Mas se olharmos para a série histórica, um mercado de 75 mil unidades não é ruim”, pondera. “Portanto, não estou pessimista, a palavra é cautela.”

O acentuado aumento de custos decorrente da nova tecnologia Euro 6 é outro fator que deve impactar as entregas. “Além disso, pesam também as condições econômicas adversas, notadamente os juros altos”, afirma Cavalcanti. No que se refere aos custos até 20% maiores, o diretor reconhece que boa parte é repassada ao mercado.

“Preços mais altos, combinados com taxas de juros mais altas, certamente aumentam a incerteza do transportador na aquisição”, acrescenta. “Mas esses custos têm um retorno no médio e longo prazo, permitindo pagar em torno de três a cinco anos, dependendo do tipo de operação. Mas, nesse momento, é um fator que consideramos nas previsões de mercado.”

FINANCEIRO

Comemorando 30 anos em 2023, a Volvo Financial Services (VFS) também vem de um ano com números importantes. No ano passado, a carteira de ativos da empresa chegou a R$ 18,3 bilhões (+45%), recorde histórico da divisão.

Em financiamentos, o avanço foi de +37%, com +38% de penetração nos negócios do grupo, enquanto a área de seguros originou R$ 152 milhões em prêmios e a de consórcios fechou o ano com R$ 1,7 bilhão em novas cartas vendidas.

Segundo Carlos Ribeiro, presidente da VFS América do Sul, desde 2018 – com a mudança da metodologia de cálculo do Finame – o CDC é o produto de financiamento que mais tem apoiado a comercialização das soluções da empresa, em uma média de 60%. “Uma maior competitividade do Finame seria bem-vindo”, avalia.

Já a Volvo Locadora (novo serviço lançado em novembro) chegou a 220 negócios, com modelos FH e VM à frente, especialmente para os mercados sucroalcooleiro e pedreiras. A locadora é um fator importante de complementação da oferta, ele avalia, que tende a evoluir com novas modalidades (km rodado, tonelagem etc.).

“Não temos a intenção de usar a locadora para competir com as grandes locadoras, que também são nossos clientes, mas sim de complementar a oferta”, afirma. “E, em 2023, vamos expandir a oferta em nível nacional”, declara o presidente da empresa, que está lançando novos aplicativos e plataformas de serviços digitais, incluindo um novo portal que deve estrear este ano.


ELETRIFICAÇÃO
Volvo CE investe em produção de baterias na Coreia do Sul

A fabricante anunciou investimento de US$ 7,8 milhões para produção de baterias na fábrica de Changwon, na Coreia do Sul. Com cerca de 1,1 milhão de m², a unidade é a maior da empresa para produção de escavadeiras, com cerca de 55% do volume total nesse segmento.

Quando concluída, a instalação terá aproximadamente 2.500 m², incluindo as áreas de montagem e logística. As obras de construção começam em abril de 2023, com o início da produção previsto para junho de 2024.

“Esse investimento é um marco importante em nossa jornada de eletrificação, apoiando os investimentos recentes em instalações para produção de escavadeiras elétricas”, afirma Andy Knight, diretor geral da Volvo Korea.


Fábrica de Changwon é a maior da Volvo para produção de escavadeiras


ÔNIBUS
Segmento de ônibus obtém resultado histórico em rodoviários

Após um período de baixa acentuada, a Volvo Buses registrou aumento de +94% no volume de vendas em 2022. As vendas no continente somaram 1.967 unidades, o que representa participação de 34% nas entregas mundiais da marca nesse tipo de veículo em 2022.


Após período de queda,setor de ônibus rodoviários avançou 220% no ano passado

No Brasil, foram licenciados 658 veículos (+79% sobre 2021), com avanço de 220% no segmento de rodoviários. “Durante o ano, foram apresentadas novidades como a nova linha B510R de rodoviários, com motor Euro 6 de 13 l, e o eixo elétrico BZL, que terá demonstrações no Brasil, Chile e Colômbia”, comenta André Marques, presidente da Volvo Buses na América Latina.

Em urbanos, a maior entrega na região foi realizada no Chile, com 566 unidades Euro 6. Também foram exportados 99 ônibus para a Guatemala. “Em São Paulo, foram entregues 240 ônibus, além de outras 100 unidades articuladas para o BRT do Rio de Janeiro”, informa o executivo.

Saiba mais:
Volvo Group:
www.volvogroup.com/br

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