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Revista M&T - Ed.308 - Outubro de 2026
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EDITORIAL

Setor ajusta modelos de liderança para as novas gerações

“Segundo estimativas, Millennials e Geração Z ocuparão 74% dos postos de trabalho até 2030, exigindo maior foco em retenção e treinamento além da competência técnica.”
Por Redação

Atualmente, os canteiros registram um descompasso entre as expectativas dos profissionais e os estilos de gestão. Enquanto aprendizes relatam falta de compreensão, gestores falham na entrega de instruções. Esse cenário ocorre em um momento de mudança demográfica, pois até 2030 as gerações Millennials e Z representarão 74% da força de trabalho.

As empresas agora priorizam tanto a retenção de funcionários quanto o recrutamento. A substituição de profissionais especializados gera custos que atingem 200% do valor do salário anual. Para Sydne Jacques, CEO da Next Level Leadership, o setor vive uma nova era. “Não é fraqueza dizer que precisamos mudar”, diz a executiva em artigo da ConExpo 365 News.

O modelo de promoção na construção civil baseia-se em experiência e perícia técnica, mas esses fatores já não garantem uma liderança


Atualmente, os canteiros registram um descompasso entre as expectativas dos profissionais e os estilos de gestão. Enquanto aprendizes relatam falta de compreensão, gestores falham na entrega de instruções. Esse cenário ocorre em um momento de mudança demográfica, pois até 2030 as gerações Millennials e Z representarão 74% da força de trabalho.

As empresas agora priorizam tanto a retenção de funcionários quanto o recrutamento. A substituição de profissionais especializados gera custos que atingem 200% do valor do salário anual. Para Sydne Jacques, CEO da Next Level Leadership, o setor vive uma nova era. “Não é fraqueza dizer que precisamos mudar”, diz a executiva em artigo da ConExpo 365 News.

O modelo de promoção na construção civil baseia-se em experiência e perícia técnica, mas esses fatores já não garantem uma liderança eficaz. Segundo Jacques, as organizações promovem pessoas por executarem bem o trabalho, porém não oferecem o treinamento necessário de liderança para o sucesso na nova função.

O comando atual exige autodisciplina, regulação emocional e comunicação clara, uma vez que profissionais mais jovens buscam feedback e ambientes positivos de trabalho. “A próxima geração não é mais fraca, mas diferente”, afirma Kristina McMillan, diretora de desenvolvimento de negócios da Ironmark. “E a geração mais velha não está travada, mas se adaptando.”

Trabalhadores jovens procuram mais do que compensação financeira, valorizando oportunidades de crescimento, flexibilidade e mentorias. Para reter esses talentos, as empresas precisam estabelecer trajetórias claras. “Se um jovem de 20 anos deseja ingressar em seu negócio, é preciso definir um caminho”, comenta McMillan, reforçando que esses profissionais precisam entender como crescerão para sustentar suas famílias.

Empresas como a Ironmark incluem funcionários jovens em discussões de alto nível para estimular a contribuição com ideias e novas perspectivas. Em alguns casos, os colaboradores apresentam processos ou novos métodos porque possuem visões diferentes sobre o trabalho.

O setor também adota programas de mentoria fora da estrutura direta de subordinação e a chamada “mentoria reversa”. Nessa modalidade, líderes experientes aprendem com os funcionários mais novos sobre estilos de comunicação e uso de novas tecnologias. O objetivo é, na prática, demonstrar como funcionam a prestação de contas e a comunicação em um ambiente com múltiplas gerações. Boa Leitura.

Silvimar Fernandes Reis
Presidente do Conselho Editorial

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