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Revista M&T - Ed.260 - Dez/Jan 2022
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Fabricante

Momento histórico de crescimento

A multinacional britânica JCB celebra 20 anos de atividades no Brasil com o anúncio de um novo ciclo de investimentos nas operações, que chegam a R$ 120 milhões até 2024

Comemorando 20 anos de atuação no mercado brasileiro, marca histórica celebrada em outubro, a JCB anuncia um montante de R$ 120 milhões em investimentos nas operações no país para o próximo triênio (2022-2024).

Fabricante de uma ampla gama de equipamentos de alta competitividade, a empresa passou nesse período por diversos momentos desafiadores, mas nunca deixou de investir no país. Desde a inauguração da fábrica de Sorocaba (SP), já foram aportados mais de U$ 160 milhões (aproximadamente R$ 894,4 milhões no final de novembro) em produção, vendas e serviços, totalizando mais de 25 mil máquinas comercializadas no país. “O valor destinado para esse próximo ciclo de investimentos está voltado para três frentes principais, com destaque para a expansão da fábrica e o aumento da nossa capacidade atual de produção”, comenta Gonçalves, presidente da JCB para Brasil e América Latina desde 2012.

“Isso permitirá a criação de um terceiro turno de trabalho e a geração de 300 novos empregos para a cidade de Sorocaba, principalmente nas linhas pesadas.”

A terceira frente, prossegue o executivo, prevê aportes no aprimoramento das linhas de montagem. “E, claro, não poderia faltar a validação e desenvolvimento de novos produtos e tecnologias para o nosso portfólio, nas diferentes linhas que são fabricadas aqui no Brasil e que atenderão toda a América Latina, inclusive novos mercados”, complementa.

PORTFÓLIO

Atualmente, a unidade brasileira conta com espaço fabril de 201.000 m², em uma área construída de 37.000 m². Já a capacidade de produção é de 10 mil máquinas/ano.

Os principais produtos com que a empresa se destaca globalmente e no Brasil incluem as retroescavade


Comemorando 20 anos de atuação no mercado brasileiro, marca histórica celebrada em outubro, a JCB anuncia um montante de R$ 120 milhões em investimentos nas operações no país para o próximo triênio (2022-2024).

Fabricante de uma ampla gama de equipamentos de alta competitividade, a empresa passou nesse período por diversos momentos desafiadores, mas nunca deixou de investir no país. Desde a inauguração da fábrica de Sorocaba (SP), já foram aportados mais de U$ 160 milhões (aproximadamente R$ 894,4 milhões no final de novembro) em produção, vendas e serviços, totalizando mais de 25 mil máquinas comercializadas no país. “O valor destinado para esse próximo ciclo de investimentos está voltado para três frentes principais, com destaque para a expansão da fábrica e o aumento da nossa capacidade atual de produção”, comenta Gonçalves, presidente da JCB para Brasil e América Latina desde 2012.

“Isso permitirá a criação de um terceiro turno de trabalho e a geração de 300 novos empregos para a cidade de Sorocaba, principalmente nas linhas pesadas.”

A terceira frente, prossegue o executivo, prevê aportes no aprimoramento das linhas de montagem. “E, claro, não poderia faltar a validação e desenvolvimento de novos produtos e tecnologias para o nosso portfólio, nas diferentes linhas que são fabricadas aqui no Brasil e que atenderão toda a América Latina, inclusive novos mercados”, complementa.

PORTFÓLIO

Atualmente, a unidade brasileira conta com espaço fabril de 201.000 m², em uma área construída de 37.000 m². Já a capacidade de produção é de 10 mil máquinas/ano.

Gonçalves: investimentos em expansão da fábrica e capacidade de produção

Os principais produtos com que a empresa se destaca globalmente e no Brasil incluem as retroescavadeiras e os manipuladores telescópicos Loadall, mas também há uma demanda crescente na gama pesada da Linha Amarela, como a linha de pás carregadeiras, recentemente reforçada com o lançamento de três novos modelos: 426, 427 e 437. “Também temos crescido no segmento de escavadeiras hidráulicas, para o qual oferecemos os modelos 130, 210, 220 e 235, mesmo com as limitações atuais geradas pela situação crítica de disponibilidade de material para essas máquinas”, ressalta Gonçalves.

Novos equipamentos da marca para o mercado global, como as plataformas elevatórias, ainda não chegaram ao mercado brasileiro, mas o executivo revela que essa linha também já está em processo de estudos de viabilidade econômica e desenvolvimento de produtos, tanto para o

Brasil quanto para o mercado latino-americano. “Teremos grandes novidades e investimentos em novos produtos já em 2022”, ele antecipa.
Outro ponto que vem ganhando destaque para a fabricante em âmbito mundial é a aposta em equipamentos com motorização alternativa. Em junho, a empresa trouxe para o Brasil sua primeira miniescavadeira totalmente elétrica. Produzido com tecnologia britânica, o modelo 19C-1E possui motor elétrico que promete torque instantâneo e acima dos similares a diesel da máquina padrão.

Livre de emissões, acentua Gonçalves, a miniescavadeira conta com sistema elétrico de 48 V e foi projetada com foco em sustentabilidade, permitindo aos operadores trabalhar dentro de edifícios e em ambientes urbanos sensíveis às emissões, além de operar em túneis e passagens subterrâneas sem a necessidade de instalação de equipamentos de alto custo para extração de gases de escape. “A empresa também marcou presença durante a recente COP-26, em Glasgow, na Escócia, indicando a revolução que pretendemos fazer com o uso do hidrogênio como solução energética”, complementa o executivo.

CONJUNTURA

Para Gonçalves, o período recente – marcado pela pandemia – mostrou-se um caso totalmente à parte na longa história da fabricante. Afinal, diz ele, a situação ímpar juntou alta demanda em todo o mundo, com muitos projetos em andamento e necessidade crescente dos clientes por máquinas, à falta de material e de componentes, além de distúrbios na logística e inflação galopante, criando uma situação sem precedentes na produção. “No momento, estamos em uma luta contínua para atender ao mercado”, reconhece.

De acordo com ele, toda a indústria sofreu durante a crise com a falta de peças, contêineres e até mesmo de embarcações no tempo e lugares certos. “Aos poucos, contudo, estamos retomando a produção no ritmo que estamos acostumados”, aponta. “A crise ainda não acabou, mas já trouxe aprendizados importantes e, desse modo, conseguimos reestabelecer o ritmo de produção.”

Apostando na eletrificação, miniescavadeira 19C-1E foi trazida em junho ao Brasil

O quadro desafiador, todavia, não impediu um crescimento expressivo dos negócios da marca no país. De janeiro a setembro, o volume de vendas da JCB Brasil já subiu cerca de 35% na comparação a 2020. “Conseguimos crescer acima do mercado a uma taxa de 40% em relação ao ano passado, mas nossa expectativa é que esse número chegue a 50% até o final do ano”, confirma.

Para 2022, ressalta Gonçalves, a expectativa também é positiva, com crescimento previsto em torno de 20%, movido por projetos nos vários setores em que a empresa atua. Segundo o executivo, diversas atividades em andamento vão demandar máquinas da Linha Amarela nos próximos anos, como as concessões de rodovias, portos e aeroportos, além do saneamento. “Estamos engajados nisso e queremos que as máquinas JCB façam parte desse momento histórico em nosso país”, complementa.

Fabricante aposta em tecnologia de hidrogênio

Equipamentos a hidrogênio da JCB devem chegar até o final de 2022

No ano passado, a JCB desenvolveu a primeira escavadeira movida a hidrogênio da indústria da construção, a 220X, de 20 t. Em maio deste ano, a fabricante britânica montou uma equipe de desenvolvimento especializada na Inglaterra e anunciou um motor movido a hidrogênio (JCB 4.8 L), pois acredita que a tecnologia oferece a maneira mais rápida de atingir as metas de emissão de CO2. Com investimento de 100 milhões de libras em seu desenvolvimento, o motor é adequado para diversos equipamentos, incluindo manipuladores, escavadeiras e retroescavadeiras.

Em outubro, a companhia foi além e afirmou que disponibilizará as primeiras máquinas a hidrogênio já no final de 2022. “Ainda fabricamos máquinas movidas a diesel, mas temos que encontrar uma solução e estamos fazendo algo a respeito”, comentou o presidente da JCB, Lord Anthony Bamford. “Estamos investindo em hidrogênio, pois não vemos a eletricidade como uma solução completa, particularmente para a nossa indústria, pois só pode ser usada em máquinas menores.”

Fabricante fecha parceriacom a Rodobens para consórcio

De acordo com Cláudio Jesus, diretor comercial de consórcio da Rodobens, a parceria é estratégica e complementa o portfólio de consórcios da empresa, que inclui máquinas agrícolas, florestais e de construção. “Temos a oportunidade de oferecer produtos de qualidade com tecnologia, em segmentos pouco explorados pela marca”, pontua o diretor.

Para Alisson Brandes, diretor de vendas e marketing da JCB do Brasil, o sucesso da empresa no país está associado às parcerias com clientes, distribuidores, colaboradores e fornecedores. “Com a Rodobens, temos certeza de que teremos a melhor solução financeira para os nossos clientes, complementando ainda mais nosso portfólio de vendas”, acentua.

Segundo a fabricante, consórcio facilita a aquisição planejada de equipamentos

O consórcio facilita a aquisição de equipamentos de forma planejada. Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o volume de créditos comercializados no 1º semestre deste ano se aproximou ao realizado em todo o ano de 2020, quando chegou a R$ 21,2 bilhões.

“O consórcio de veículos pesados é uma boa opção para pessoas físicas e jurídicas que querem planejar a aquisição de bens, incluindo caminhões, tratores, implementos rodoviários e agrícolas”, explica o diretor da Rodobens.

Saiba mais:
JCB: www.jcb.com/pt-brr

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