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Revista M&T - Ed.261 - Fev/Mar 2022
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Livro apresenta as novas regras para trabalho em altura

A obra “Plataformas elevatórias móveis de trabalho (PEMT) – De A a Z” disseca de forma didática as atualizações da nova NR-18 sobre as condições de trabalho na construção
Por Augusto Diniz

A nova Norma Regulamentadora nº 18 (NR-18), do Ministério do Trabalho e Previdência, entrou em vigor no último dia 3 de janeiro. Ela define uma série de condições de segurança e saúde no trabalho na indústria da construção.

No item relacionado a plataformas elevatórias, a norma recém-atualizada agora se alinha a uma norma específica da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) de requisitos de segurança e medidas preventivas para equipamentos de trabalhos em altura. Trata-se da NBR-16776.

A mudança na NR-18 começa pela própria nomenclatura, que passou a definir as Plataformas de Trabalho Aéreo (PTA) como Plataformas Elevatórias Móveis de Trabalho (PEMT), atendendo com maior abrangência a esse tipo de equipamento.

De forma clara e didática, o livro “Plataformas elevatórias móveis de trabalho (PEMT) – De A a Z” traça


A nova Norma Regulamentadora nº 18 (NR-18), do Ministério do Trabalho e Previdência, entrou em vigor no último dia 3 de janeiro. Ela define uma série de condições de segurança e saúde no trabalho na indústria da construção.

No item relacionado a plataformas elevatórias, a norma recém-atualizada agora se alinha a uma norma específica da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) de requisitos de segurança e medidas preventivas para equipamentos de trabalhos em altura. Trata-se da NBR-16776.

A mudança na NR-18 começa pela própria nomenclatura, que passou a definir as Plataformas de Trabalho Aéreo (PTA) como Plataformas Elevatórias Móveis de Trabalho (PEMT), atendendo com maior abrangência a esse tipo de equipamento.

De forma clara e didática, o livro “Plataformas elevatórias móveis de trabalho (PEMT) – De A a Z” traça um amplo panorama atualizado sobre esse tema. Autor da obra, o especialista e instrutor de PEMT, Jacques Chovghi Iazdi, desenvolveu a parte voltada à descrição da operação dos equipamentos em campo.

Isso inclui a explanação de princípios e vantagens no uso de PEMTs, assim como descrições dos modelos e tipos existentes, entendimento dos manuais de operação, verificação do sistema operacional, gradeabilidade, interfaces com o local de trabalho, controle de solo, aspectos normativos, análise de risco, permissão de trabalho, EPIs e EPCs envolvidos na atividade, responsabilidades do fabricante ao empregador, capacitação dos envolvidos, situações de emergência e riscos de acidentes.

A obra trata ainda da classificação das máquinas, escolha correta de equipamentos, informações de uso, inspeções rotineiras e especiais, capacitação e formação de operador, manutenção dos equipamentos e fiscalização, dentre outras.

Inclusive, alguns dos principais fabricantes de PEMT com presença no país – que ainda não conta com produção local – apoiaram o desenvolvimento da obra no que tange à informação técnica. “Dessa maneira, catálogos técnicos dos equipamentos oferecidos no Brasil, com dimensões, pesos e características, também são apresentados no trabalho”, sublinha Iazdi.


Segundo Iazdi, trabalho pode ser usado na formação de operadores

CONTRIBUIÇÃO

Por sua vez, o engenheiro de segurança do trabalho, Gustavo Cassiolato, diretor-técnico da Rigging Brasil – Escola da Movimentação, abordou as questões relacionadas às mudanças nas normas para o assunto, além de supervisionar a elaboração do material.

Voltada exclusivamente para a indústria da construção, a NR-18 foi criada em 1978 e sofreu várias modificações ao longo das décadas seguintes, sendo que a maior reformulação ocorreu a partir de 2019, que agora entra em vigor. A mudança essencial, ressalta o instrutor, foi agregar maior precisão às informações. “Antes era muito subjetivo”, afirma.

Além da NR-18, o conteúdo do livro está atualizado com outras normas regulamentadores de segurança e saúde no trabalho, que de alguma forma têm interface com a operação de plataformas no canteiro de obras. Nesse ponto, Cassiolato ressalta que faltava conhecimento no mercado de plataformas. “Quem faz treinamento técnico ainda não tem subsídios”, diz. “E o livro preenche essa lacuna de informação técnica e objetiva sobre o tema.”

Para tanto, o livro engloba tanto as PEMTs autopropelidas quanto as de propulsão manual, incluindo modelos articulados, telescópicos, tesouras, individuais e mastros verticais, todas com a função de posicionar pessoas no canteiro, juntamente com as suas ferramentas e materiais, para execução de tarefas em altura.

Segundo Iazdi, o novo trabalho é mais completo e pode ser usado na formação de operadores. Ele próprio já vem utilizando nos treinamentos que realiza em empresas. “O objetivo é proporcionar segurança total ao operador”, destaca Iazdi. “Mas o livro também contribui com esclarecimentos sobre a nova NR-18 e sobre a NBR da ABNT, que antes não existia para operações com esse tipo de equipamento.”

Para Cassiolato, essa falta de uma NBR específica deixava questões em aberto sobre a NR-18. “Agora, existe um padrão ao qual se adequar”, ele aponta, destacando que a ABNT buscou no exterior as melhores práticas para desenvolver a NBR-16776, incluindo requisitos de segurança e medidas de prevenção, assim como sua verificação, para que as PEMTs passem a atender às normas técnicas nacionais.

GERENCIAMENTO

De acordo com a nova NR-18, o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) e o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) foram substituídos pelo Programa de Gerenciamento de Risco (PGR), que se torna obrigatório em qualquer tipo de obra.

Pela nova norma, o PGR deverá incluir, no mínimo, um inventário de riscos ocupacionais e um plano de ação. “O PGR agora está mais preciso, pois exige que se olhe para a operação e os riscos, com uma análise mais profunda”, acentua Cassiolato. “Assim, vai agregar segurança, com o objetivo de reduzir acidentes e tornar o ambiente mais seguro.”

Segundo ele, os principais pontos de riscos em um canteiro dizem respeito às condições de execução da própria obra. Um deles está relacionado ao tipo de solo, se é estável ou não, além da proximidade a escavações e áreas de contenção. A sinalização, por exemplo, é essencial para manter os equipamentos em operação com segurança.

Obstáculos aéreos também devem ser observados, incluindo a presença de cabos de alta tensão e elementos da estrutura já construídos. Já o acompanhamento da meteorologia, para que o clima não interfira nos trabalhos em altura, também é crucial.

O consultor explica que adota o sistema Total Safety Operation Control (TSOC), que analisa todas as áreas da empresa e mapeia falhas de segurança na operação de carga e pessoas. “Com isso, é possível apresentar um plano de ação de desempenho e avanço técnico nesse campo para aplicação dentro da organização”, destaca.

MERCADO

Para Iazdi, o livro é interessante para cursos de formação de operadores, engenheiros e técnicos de segurança do trabalho, que podem se aprofundar nas características e particularidades dos equipamentos. “Também é útil para quem decide a compra do equipamento”, acrescenta Iazdi, conhecendo melhor o que existe disponível no mercado. “É essencial que o gestor planeje qual equipamento poderá usar numa construção”, diz.

De acordo com ele, o mercado de PEMTs tem crescido no lastro de normas de segurança do trabalho cada vez mais rigorosas no país, mas também pela necessidade de agilidade na execução de uma obra. Soma-se a isso a mecanização crescente do setor de construção civil. Nos canteiros de obras, as máquinas são aplicadas desde serviços de pintura e reparos até instalações eletromecânicas.

Dados da Sobratema apontam que o segmento de PEMTs tinha estimativa de fechar 2021 com 1.701 equipamentos vendidos, o que representa um exorbitante crescimento de 428% em relação a 2020. A projeção para 2022 é crescer 106%, alcançado 3.508 máquinas vendidas. E parte expressiva desse número vem atender ao setor de construção civil.

No Brasil, o segmento vem se expandindo há mais de uma década e, atualmente, 90% desses equipamentos são oferecidos por empresas de rental. “O melhor equipamento para trabalhar em altura com segurança é a PEMT, que é muito mais segura que o andaime, por exemplo”, avalia Iazdi.

“Também é muito mais ágil e econômica. O andaime tem que ser montado com todo o cuidado, e depois desmontado. Já PEMT leva até onde se deseja para executar o trabalho, sem esforço.”

Ele acrescenta que as obras exigem cada vez mais o uso de trabalho em altura e, portanto, de equipamentos de elevação, que podem alcançar até 50 m. Pela altura que alcançam em áreas de risco, as plataformas exigem treinamento especializado, operação qualificada e manutenção permanente. “Em termos de tecnologia, as plataformas utilizadas no Brasil são de ponta”, assegura o especialista.

SERVIÇO
Saiba como adquirir o livro

Com 172 páginas e ilustrado com imagens coloridas, o livro “Plataformas elevatórias móveis de trabalho (PEMT) – De A a Z” pode ser adquirido pelo associado da Sobratema no site da entidade, pelo valor de R$ 117 (a despesa de correio é por conta do comprador). Já para não associados, a obra pode ser comprada pelo valor de R$ 137, com as despesas de remessa a cargo do comprador.

Livro preenche lacuna de informação técnica sobre o segmento de plataformas

Saiba mais:
Rigging Brasil: www.riggingbrasil.com.br
Sobratema: www.sobratema.org.br

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