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Reforçando a atuação no país, a Case Construction prepara o lançamento da primeira carregadeira movida exclusivamente a etanol, desenvolvida totalmente no Brasil. Anunciada na Agrishow 2026, a pá 721E (imagem abaixo) atualmente passa por ajustes na unidade de Contagem (MG), que produz cinco das oito linhas da marca disponíveis na América Latina.
Valendo-se da expertise nacional com etanol, o projeto atende à demanda de usinas sucroenergéticas que buscam reduzir a dependência do diesel, que representa entre 20% e 30% dos custos operacionais nesse setor. Para viabilizar o novo combustível, a engenharia realizou alterações estruturais no projeto, que utiliza como base uma plataforma de 14 t, como a substituição do motor de ciclo diesel por outro de ciclo Otto, produzido pela FPT em Sete Lagoas (MG).
De acordo com o gerente de marketing de produto da CNH, Anderson Nascimento, o motor entrega 172 hp d

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Reforçando a atuação no país, a Case Construction prepara o lançamento da primeira carregadeira movida exclusivamente a etanol, desenvolvida totalmente no Brasil. Anunciada na Agrishow 2026, a pá 721E (imagem abaixo) atualmente passa por ajustes na unidade de Contagem (MG), que produz cinco das oito linhas da marca disponíveis na América Latina.
Valendo-se da expertise nacional com etanol, o projeto atende à demanda de usinas sucroenergéticas que buscam reduzir a dependência do diesel, que representa entre 20% e 30% dos custos operacionais nesse setor. Para viabilizar o novo combustível, a engenharia realizou alterações estruturais no projeto, que utiliza como base uma plataforma de 14 t, como a substituição do motor de ciclo diesel por outro de ciclo Otto, produzido pela FPT em Sete Lagoas (MG).
De acordo com o gerente de marketing de produto da CNH, Anderson Nascimento, o motor entrega 172 hp de potência e torque de 86,4 kgf.m, desempenho que a fabricante indica ser equivalente ao do modelo a diesel. “Não se trata só de uma substituição de combustível, pois é outro motor”, acentua o gerente, destacando que o projeto pode eventualmente contemplar etanol de milho. “É uma solução inovadora, totalmente inédita, com uma oportunidade [comercial] singular.”
Segundo ele, a física do combustível estabelece uma relação de consumo de 1,7 l de etanol para cada 1 l de diesel, mas a calibração de controle do motor busca otimizar esse rendimento. Além do propulsor, os ajustes incluíram a modificação completa do circuito de combustível, com a instalação de novas tubulações, vedações de borracha específicas e adaptações no tanque para suportar as características químicas do etanol.
O equipamento também recebeu configurações para movimentar materiais de baixa densidade, como bagaço de cana, utilizando caçambas de maior capacidade (6 m3) e pneus que favorecem a estabilidade em superfícies irregulares. Atualmente, a máquina – ainda em fase de conceito – é submetida a testes de campo, tendo já passado por avaliações práticas na Usina da Mata, na região de Araçatuba (SP).
A empresa estima um prazo de 18 a 24 meses para concluir a validação de segurança e o desenvolvimento completo do produto antes da comercialização. “A aplicação da máquina no campo é o grande teste, sob diferentes condições de contorno”, completa Nascimento, sem divulgar os investimentos realizados no projeto. “Estamos colocando primeiro no sucroalcooleiro pela necessidade de casamento ideal, mas ela pode operar em qualquer lugar.”
PROJEÇÕES
O movimento visa reforçar o posicionamento em um momento não só de transição energética, mas também comercial. Neste ano, o mercado de máquinas da Linha Amarela projeta um crescimento de 4% nas vendas, com expectativa de comercializar cerca de 36 mil unidades no Brasil.
Segundo Henrique Sá, líder da marca para a América Latina, o volume atual se mantém em estabilidade comparado aos últimos três anos, próximo a 36 mil máquinas anuais. “O ano começou agitado pela questão das eleições, que sempre puxa um volume mais forte de vendas para o governo”, posiciona o executivo. “Então, vamos ter um número muito próximo do ano passado, que têm se mantido em um nível super alto.”
Todavia, o cenário econômico apresenta desafios como juros elevados e restrição de crédito. Para mitigar esses fatores, o Banco CNH busca oferecer condições mais atrativas, detendo uma participação de aproximadamente 30% nas vendas totais. A instituição opera com campanhas de taxa zero e linhas específicas de repasse do BNDES, como o programa Mais Inovação, com taxas fixas de 0,97% ao mês. “O banco busca transformar a intenção de compra em investimento real, transformando esse investimento em um desenvolvimento cada vez maior dos clientes”, diz Thays Martins, coordenadora comercial do braço financeiro, destacando que a inadimplência atual da carteira se situa entre 17% e 18%, “o que exige critérios seletivos na concessão de novos financiamentos”.
Complementando o suporte de crédito, o consórcio reforça as opções de planejamento, essencialmente para aquisições de longo prazo. “O consórcio veio para resolver a situação de quem precisa fazer o planejamento em uma condição um pouco melhor do que a taxa de juros atual, que está bastante alta”, observa Vittorio Rossi, sócio da Primo Rossi, que operacionaliza a oferta da marca na modalidade. “Hoje, nossa carteira é a que mais contempla no Brasil, com 136 contemplações somente em julho.”
ESTRATÉGIAS
Além do aspecto creditário, a falta de mão de obra qualificada – especialmente mecânicos e operadores – é outro obstáculo trabalhado pela marca. “Selecionamos pessoas com mais qualificação técnica para formar novos mecânicos, o que tem sido um desafio para todo o mercado”, explica o diretor de suporte ao cliente, Relton Cesar. “Esse é um desafio geracional em todas as áreas, pois quanto mais operacional, é cada vez mais difícil encontrar pessoas dispostas”, emenda o diretor comercial de peças, Fábio Oliveira.
A estratégia para enfrentar esse gargalo foca no desenvolvimento de multiplicadores na rede e no uso de tecnologia. Facilitando o uso da informação, a telemetria – presente em 100% das máquinas produzidas em Contagem – é um vetor crucial nesse sentido. “A ideia é mastigar a informação e, assim, ter uma pessoa se formando mais rápido e em condições de atender um produto”, prossegue Cesar, citando ainda ferramentas de IA que vêm sendo introduzidas no suporte à rede.
Na reposição, a aposta passa pela linha Fleet Pro, voltada para equipamentos fora de garantia e frotas multimarcas, uma estratégia que visa competir com o mercado paralelo de peças e reduzir o custo total de propriedade (TCO). Oliveira acentua que a função do departamento é garantir a gestão do inventário da fábrica e do concessionário, para que a peça esteja perto do cliente quando ele precisa. “Pós-venda é cultura, não é só abrir uma loja, pois existe uma demanda de atenção”, ele pondera, reconhecendo a concorrência crescente no setor. “Disponibilidade é o nosso foco principal”, completa Cesar, que aponta a área como o diferencial das marcas tradicionais. “Nosso time sabe que, para gerar resultado, a máquina precisa seguir trabalhando”, sublinha.
No âmbito da conectividade, uma parceria com o governo de Minas Gerais e a TIM já destinou R$ 77 milhões ao programa Alô Minas, uma iniciativa para ampliar a cobertura 4G em áreas rurais do estado, facilitando a conectividade das máquinas e o uso de dados para gestão de frota.
Já na manufatura, o grupo investiu US$ 13,8 milhões no ano passado para fortalecer a base industrial, que exporta um terço da produção para países da América Latina e EUA. Agora, a fabricante celebra o reconhecimento desses esforços, simbolizado na conquista do Prêmio Valor Inovação 2026. “Esse reconhecimento mostra que o pioneirismo faz parte da nossa história e continua nos preparando para o futuro”, ressalta Sá. | (MJ)
Saiba mais:
Case CE: www.casece.com/pt-br/southamerica
Inaugurado em 2025, o Centro de Experiência do Cliente em Sarzedo (MG) recebeu um investimento de R$ 12 milhões do Grupo CNH. O espaço conta com 962 m² de área construída em um terreno de 70.000 m² destinados a treinamento, demonstrações e validação de produtos.
A estrutura contempla salas de aula com recursos multimídia, auditório, oficina conectada para diagnósticos e um campo de provas com diferentes tipos de solo. O objetivo é capacitar profissionais da rede e clientes, tendo já recebido mais de 2.000 pessoas de 30 países nos primeiros meses de operação. “A missão é conhecer o mercado, entender a necessidade dos clientes, traduzir isso para a engenharia e, assim, criar o melhor produto”, delineia o gerente de marketing de produto, Rafael Barbosa.
O local utiliza tecnologias como óculos de realidade aumentada para treinamentos técnicos remotos, permitindo que instrutores mostrem componentes em tempo real para alunos conectados. O centro também serve como base para o Case Site Connect Center, que atualmente monitora 15.000 máquinas conectadas na América Latina.
Ao todo, a fabricante mantém em Sarzedo uma frota de 25 máquinas disponíveis para testes de operadores e concessionários, exibidos durante o evento “Case Experience 2026”, realizado no local em meados de agosto. “Tradição não é só olhar para trás, mas também ter a certeza de que já se viveu muita coisa para poder carregar resultado no presente e pensar no futuro”, assinala a especialista de produto, Lauren Batista.

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