FECHAR
FECHAR
05 de junho de 2018
Voltar
Especial Sobratema 30 Anos

Operações a distância

Equipamentos autônomos e operados por controle remoto agregaram segurança e produtividade ao trabalho, transformando a cultura dos processos produtivos da construção

Na história dos equipamentos, a alternativa encontrada pela indústria em um primeiro momento para melhorar a segurança dos operadores de equipamentos foi reforçar a cabina e incentivar o treinamento. Décadas depois, o próximo passo está sendo bem mais ousado, com a disseminação de modelos comerciais e protótipos de equipamentos autônomos ou operados por controle remoto.

As operações de equipamentos com controle remoto surgiram na Europa há mais de 20 anos, mas no Brasil essa tecnologia chegou há aproximadamente dez anos. Já presente em diversas famílias de máquinas – como robôs de demolição, rolos compactadores de valas, pás carregadeiras e guindastes articulados – a operação a distância tem o propósito de tirar o operador de dentro do equipamento e deixá-lo em uma condição mais segura de trabalho, principalmente em situações consideradas de risco elevado.

Com o controle remoto, o operador pode se afastar da base do guindauto até uma distância segura

No segmento elétrico, por exemplo, existem indicadores que medem a quantidade eventual de horas em que a rede de energia permanece desligada para substituição de postes. Com um detalhe: as concessionárias podem sofrer multas pesadas da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) caso demorem a religá-la. Por isso, quando os postes precisam ser substituídos, todo o trabalho é feito sem desligamento da rede, de maneira arriscada, muitas vezes durante a noite ou em más condições climáticas, utilizando guindastes articulados, conhecidos como guindautos.

Nessa operação, o poste novo é içado por um guindauto e posicionado em pé, para ser fixado na rede elétrica. O problema é que, quando há vento, corre-se o risco de a lança esbarrar na fiação, ocasionando forte descarga elétrica – o que pode ser fatal para o operador embarcado no equipamento. “Com o controle remoto, o operador pode se afastar da base do guindauto até uma distância segura, de onde tenha boa visualização da movimentação”, detalha o engenheiro Silvio Gateli, gerente de produto da Madal Palfinger. “Caso o poste balance e esbarre na rede elétrica, ele estará longe o suficiente para não ser atingido pela descarga.”

Para o especialista, quando um operador sabe que não corre o risco de se acidentar, consegue se concentrar no trabalho, sente-se mais seguro e obtém um melhor desempenho, procurando visualizar a operação de um ângulo mais adequado.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral