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25 de maio de 2018
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Especial Sobratema 30 Anos

Capacitação virtual, ganhos reais

Essenciais para os operadores se ambientarem com o equipamento, os simuladores também servem de ferramenta para corrigir as operações sem precisar ir a campo. Relembre sua evolução

 

No passado, o mercado brasileiro era carente de profissionais capacitados para exercer a função de operador de equipamentos. Em caso de iminente falta de operadores de escavadeiras, por exemplo, o instrutor ou encarregado de operação paralisava a frente de trabalho desse equipamento e levava os postulantes à função para serem treinados. Nas últimas décadas, o avanço da tecnologia trouxe a reboque os simuladores de operação para possibilitar uma interação inicial com os comandos do equipamento e suas principais operações, antes mesmo de o operador ir a campo. E os resultados, segundo os especialistas, têm sido surpreendentes, como repassamos nesta reportagem.

Estudos do NTL Institute for Applied Behavioral Science mostram que a simulação atinge um percentual de 78% no nível de fixação de aprendizado, sendo considerado um dos métodos mais rápidos para essa competência. O maior benefício no uso desses simuladores é a possibilidade de extrapolar as limitações do mundo físico em favor do aprendizado, acelerando o processo de capacitação e, ainda, auxiliando na realização de tarefas pertinentes a cada equipamento.

Modelos básicos incluem simuladores didáticos, treinadores e imersivos

Historicamente, os simuladores surgiram ainda na década de 80 e, na época, assemelhavam-se a videogames. Depois, com a evolução da tecnologia audiovisual, receberam uma roupagem diferenciada: continuaram parecendo games, porém com aspectos visuais e gráficos mais próximos da realidade. Aos poucos, foram incluídos comandos reais, cenários pré-programados, plataformas móveis e imagens em 3D, acompanhados por processamentos cada vez mais velozes. Isso tornou os simuladores mais atrativos, embora ainda faltasse algo para torná-los iguais a uma máquina. “Essa melhoria veio com os simuladores de realidade virtual, que tornaram possível a formação de mão de obra por meio dessa tecnologia”, conta Edivaldo Freitas, gerente de engenharia de equipamentos da Odebrecht.

Ele explica que mesmo os modelos mais avançados foram desenvolvidos para utilização dentro de salas e ainda não possuíam todos os recursos necessários para suprir às necessidades. “Para tornar possível sua utilização nas obras, foi necessário desenvolver mais cenários de simulação e, em termos práticos, uma forma de armazenamento para transporte que possibilitasse que o simulador chegasse às operações”, diz.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral