Sinais de melhora animam o mercado — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 218Novembro 2017 Matéria 1 de 32
Sumário
  1. EditorialSinais de melhora animam o mercado
  2. Jogo RápidoVolvo lança ferramenta para gestão da segurança no transporte
  3. Jogo RápidoPalfinger aprimora sistema de controle
  4. Jogo RápidoFabricantes se juntam para criar nova tecnologia de pulverização
  5. Jogo RápidoSistema ultrarrápido promete revolucionar o transporte
  6. Jogo RápidoITA Tunnelling Awards premia destaques da tunelagem
  7. Jogo RápidoEmpretec comercializa equipamento de MND no RJ
  8. Jogo RápidoHyundai CE apresenta empilhadeira
  9. Jogo RápidoDeutz recebe certificação Stage V
  10. Jogo RápidoPublicação aborda boas práticas na extração de calcário
  11. Jogo RápidoDemag introduz guindaste AT de 300 t
  12. Jogo RápidoPERSPECTIVA
  13. Jogo RápidoVolvo CE entrega compactador para o Exército
  14. Jogo RápidoLiebherr fecha acordo de fornecimento para as forças armadas da Alemanha
  15. Jogo RápidoAlemanha recebe e-truck de 65 toneladas
  16. Jogo RápidoFOCO
  17. MineraçãoTecnologia a favor
  18. MineraçãoNovos rumos para o setor
  19. MineraçãoPegando a onda da retomada
  20. Rolos CompactadoresFator de eficiência
  21. FabricantePassarela da tecnologia
  22. TecnologiaEntrega de resultado
  23. CaminhõesCenário de mudança
  24. CaminhõesSalão da virada
  25. MiniequipamentosAdequação à tarefa
  26. EmpresaPassos para a consolidação
  27. Momento ExpoAqui começa o futuro
  28. A Era Das MáquinasFundações e pontes se modernizam
  29. ManutençãoAnálise de óleo sem segredos
  30. EntrevistaBRUNO CAVALCANTI DE ARAÚJO
  31. Compactos & FerramentasConjuntos multifunções
  32. Coluna Do YoshioMais do que uma segunda vida
Editorial

Sinais de melhora animam o mercado

“Para a cadeia produtiva da construção, a possibilidade real de recuperação hoje concentra-se em obras menores, relacionadas principalmente a concessões públicas municipais e Parcerias Público-Privadas”

Exclusivo M&T 6 de novembro de 2017 · Edição 218
Sinais de melhora animam o mercado

Segundo estudo divulgado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), a taxa de ocupação das fábricas ainda não havia reagido significativamente em outubro. A estatística mostra que, de um grupo com oito segmentos da economia, as menores taxas pertencem a “equipamentos de transporte” e “máquinas e equipamentos”, com 31,5% e 30,7%, respectivamente. O resultado coloca esses segmentos bem abaixo dos demais, como farmacêutico (47,7%), químico (43,5%) e automotivo (36,5%).

Ao desnudar a realidade de um complexo fabril ocioso, a leitura deste indicador também deixa claro que, além de ser um dos mais atingidos pela crise, o setor da construção ainda não saiu da letargia. Afinal, o consumo de máquinas é a maior expressão da vitalidade econômica do país, e não apenas do segmento da construção.

Mas não está sendo nada fácil retomar o rumo. Segundo a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em seu último relatório, o setor encolheu 16,5% em 2015, na comparação com o ano anterior. Desde 2014, o recuo já chega a 13,8%, conforme mostra reportagem do jornal O Estado de S.Paulo.

Por outro lado, alguns sinais de melhora começam a animar o mercado, que recebeu como alento a recente redução da taxa básica de juros (Selic) para 9,25%, por exemplo. Mas também há a questão da ociosidade das frotas, que só será solucionada com novas obras. E o que se cogita no setor é que, uma vez que as grandes obras de infraestrutura que o Brasil precisa não devem sair do papel antes de 2018, a possibilidade real de recuperação para a cadeia produtiva da indústria da construção – incluindo fabricantes de máquinas e equipamentos – concentra-se em obras menores, relacionadas principalmente a concessões públicas municipais, por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs).

Nesse sentido, aliás, também há sinais positivos. Segundo o diário DCI, é perceptível até mesmo certo otimismo do mercado com as próximas concessões do governo federal, especialmente em infraestrutura. Sinal de que a confiança começa a voltar. Mesmo que ainda assombre o desafio de consolidar os marcos regulatórios específicos de cada setor, uma das tarefas inadiáveis e mais urgentes que o país precisa cumprir para garantir perenidade e segurança jurídica às empresas e investidores. Só assim é que, passo a passo, tiraremos de vez os pés da areia movediça da maior crise político-econômica da nossa história recente e voltaremos finalmente a caminhar por campos mais sólidos e prósperos para todos. Boa leitura.

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