Salão detalha Linha 4 do Metrô do RJ — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

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M&T nº 169Junho 2013 Matéria 19 de 22
Sumário
  1. EditorialMercado de máquinas está consolidado no país
  2. EstádiosPreliminar para a Copa
  3. EstádiosNa cara do gol
  4. EstádiosBeira-Rio renasce em Porto Alegre
  5. EstádiosArena Amazônia aposta em tecnologias sustentáveis
  6. Coluna Do YoshioA chance de um gol de placa
  7. TecnologiaAstrein apresenta solução para equipamentos móveis
  8. TecnologiaTelemática: a serviço da produtividade
  9. MercadoHyundai inaugura fábrica brasileira
  10. Equipamentos HíbridosKomatsu aumenta aposta em novas tecnologias
  11. Especial Bauma 2013Desfile de gala
  12. EmpresaTerex foca atuação na América Latina
  13. Off - ShoreEquipamentos marítimos alavancam crescimento da Locar
  14. Obras De ArteCresce oferta de soluções para manutenção de pontes e viadutos
  15. EmpresaExpansão à vista
  16. MineraçãoVersatilidade a toda prova
  17. Sobratema 25 AnosAlém das fronteiras da tecnologia e da manutenção
  18. A Era Das MáquinasAlém dos trilhos: A vez das esteiras e soluções alternativas
  19. Momento ConstructionSalão detalha Linha 4 do Metrô do RJ
  20. ManutençãoOs segredos de um bom classificador
  21. Entrevista"Os compactos são uma das principais apostas para o futuro"
  22. Suplemento Especial - Compactos & FerramentasO coringa da construção
  23. Painel14 notas e colunas
Momento Construction

Salão detalha Linha 4 do Metrô do RJ

Com a atuação de 150 equipamentos, incluindo uma TBM conversível de 11,4 m de diâmetro, obra será destaque na Construction Expo 2013

Exclusivo M&T 29 de maio de 2013 · Edição 169

Entre os dias 5 e 8 de junho, a Construction Expo 2013 – 2ª Feira Internacional de Edificações & Obras de Infraestrutura apresentará um salão temático sobre a obra da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro. Nos Salões das Grandes Construções, os visitantes poderão conferir de perto detalhes da estrutura viária que, a partir de 2016, transportará mais de 300 mil pessoas por dia, retirando das ruas cerca de dois mil veículos por hora nos períodos de pico.

Com custo estimado em R$ 5 bilhões e aproximadamente 16 km de extensão ao longo da costa, a construção da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro começou em junho de 2010 e tem conclusão prevista para dezembro de 2015. Responsável pela implantação da linha, a Concessionária Rio Barra (formada pelas construtoras Odebrecht, Queiroz Galvão e Carioca Engenharia) atua com dois consórcios: Linha 4 Sul, responsável pela obra entre Ipanema e Gávea, e Rio Barra, que está construindo o trecho entre a Gávea e o Jardim Oceânico, na Barra.

TATUZÃO

Em termos de equipamentos, mais de 150 máquinas terão atuado na obra até sua inauguração (veja quadro na pág. 94). Sem dúvida, a grande vedete da frota é o EPB Shield S-769 conversível, que fará a escavação dos túneis subterrâneos. Fabricada pela Herrenknecht, a TBM (Tunnel Boring Machine) tem 11,4 m de diâmetro e possui capacidade quatro vezes maior de escavação (até 18 m por dia) que as demais tecnologias. A partir de agosto, quando iniciará a operação, a máquina de R$ 100 milhões será a maior a já atuar em obras de engenharia construtiva no país.

Composta por um mix de duas tecnologias, a tuneladora S-769 é um Shield de Balanceamento de Pressão de Terra (Earth Pressure Balanced - EPB) conversível que se adapta às condições geológicas. A máquina operará a 12 m de profundidade e mobilizará uma equipe de 270 pessoas, entre eletrotécnicos, engenheiros, mecânicos, operadores e encarregados alemães e brasileiros, sendo que 30 trabalhadores atuarão diretamente dentro da estrutura.

A TBM perfurará um túnel de 4,6 km entre a Estação General Osório, em Ipanema, e a Gávea, uma região localizada entre a Lagoa e o mar na qual o solo é instável e arenoso. Também será perfurado um trecho rochoso próximo a morros. O trajeto escavado terá três novas estações (Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah e Antero de Quental), que estão sendo construídas simultaneamente para a passagem do equipamento.

CICLOS

Com 2.883 t de peso, potência de corte de 4,2 kW e torque de 11,3 kNm, ao mesmo tempo em que for escavando a máquina instalará os cerca de 2.700 anéis numerados de concreto armado (formados por sete aduelas e uma cunha de fechamento) com 1,8 m de largura cada, que formarão a estrutura sequencial do túnel, cujo traçado acompanhará o trajeto da Rua Barão da Torre, exatamente sob o pavimento. Assim, a máquina trabalhará por ciclos de escavação de 1.800 mm, apoiada nos próprios anéis de concreto e impulsionada por cilindros hidráulicos.

Como apoio ao tatuzão, uma fábrica de pré-moldados está sendo construída na Leopoldina para fornecer as aduelas de concreto que formarão a estrutura dos túneis do metrô. No local, também haverá três alojamentos com dormitórios para 300 trabalhadores. No Leblon, um canteiro abrigará as oficinas mecânicas e industriais, além de alojamentos para mais 300 operários.

DESAFIOS

Para as máquinas, o maior desafio da obra do Metrô do RJ é manter-se dentro dos padrões técnicos exigidos, alcançando a maior disponibilidade mecânica possível em um ambiente de desgaste operacional intenso. Na operação, são designados três profissionais por equipamento, que passam por testes prévios já no processo admissional e são submetidos a reciclagens ao longo de toda a obra. “Também há treinamentos periódicos, tanto de operação quanto de manutenção das máquinas”, diz a Concessionária Rio Barra em nota. “Os treinamentos normalmente são realizados pelos representantes dos fabricantes ou por empresas especializadas.”

Outro grande desafio da área de equipamentos da Linha 4 do Metrô é a logística. Como a obra ocorre em bairros densamente povoados, em que as frentes de obra não possuem espaços livres para a manutenção (incluindo preventiva) dos equipamentos, há uma movimentação intensa em direção às oficinas situadas nos canteiros de apoio. “Isso implica em uma busca incessante por equipamentos que minimizem o transtorno para a população do entorno”, afirma o consórcio construtor. “Por isso, investimos em equipamentos com menor índice de ruídos e emissão de poluentes, que utilizem o diesel S10, por exemplo.”

MANUTENÇÃO

Segundo informações fornecidas pela Concessionária, toda a manutenção técnica dos equipamentos da Linha 4 é realizada pelas próprias equipes dos dois consórcios construtores. A manutenção da frota de equipamentos pelo Consórcio Linha 4 Sul (Trecho Ipanema - Gávea), por exemplo, é feita em duas oficinas (industriais e mecânicas), que estão sendo construídas nos canteiros de obra do 23º Batalhão (Leblon) e da Leopoldina.

Já no Trecho Gávea - Barra, sob responsabilidade do Consórcio Rio Barra, há um estoque de peças para os equipamentos importados, além de peças de desgaste, filtros e lubrificantes. A prioridade é pela mobilização de equipamentos das Consorciadas, mas nesse trecho o percentual médio de equipamentos locados é de 15%. “Nos casos em que não são disponibilizadas, as máquinas são alugadas”, revela o Consórcio. “No momento, inclusive, estão sendo feitos estudos para definir o percentual de locação no Trecho Ipanema - Gávea, que não possui peças em estoque.”

 

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A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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