A chance de um gol de placa — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 169Junho 2013 Matéria 6 de 22
Sumário
  1. EditorialMercado de máquinas está consolidado no país
  2. EstádiosPreliminar para a Copa
  3. EstádiosNa cara do gol
  4. EstádiosBeira-Rio renasce em Porto Alegre
  5. EstádiosArena Amazônia aposta em tecnologias sustentáveis
  6. Coluna Do YoshioA chance de um gol de placa
  7. TecnologiaAstrein apresenta solução para equipamentos móveis
  8. TecnologiaTelemática: a serviço da produtividade
  9. MercadoHyundai inaugura fábrica brasileira
  10. Equipamentos HíbridosKomatsu aumenta aposta em novas tecnologias
  11. Especial Bauma 2013Desfile de gala
  12. EmpresaTerex foca atuação na América Latina
  13. Off - ShoreEquipamentos marítimos alavancam crescimento da Locar
  14. Obras De ArteCresce oferta de soluções para manutenção de pontes e viadutos
  15. EmpresaExpansão à vista
  16. MineraçãoVersatilidade a toda prova
  17. Sobratema 25 AnosAlém das fronteiras da tecnologia e da manutenção
  18. A Era Das MáquinasAlém dos trilhos: A vez das esteiras e soluções alternativas
  19. Momento ConstructionSalão detalha Linha 4 do Metrô do RJ
  20. ManutençãoOs segredos de um bom classificador
  21. Entrevista"Os compactos são uma das principais apostas para o futuro"
  22. Suplemento Especial - Compactos & FerramentasO coringa da construção
  23. Painel14 notas e colunas
Coluna Do Yoshio

A chance de um gol de placa

O país ganharia muito com a introdução de tecnologias mais modernas, que impulsionariam outras áreas e forçariam todo o setor da construção a buscar inovações e modernizações.

Exclusivo M&T 29 de maio de 2013 · Edição 169

Com a aproximação dos eventos, são enormes as expectativas em todo o planeta em relação à realização da Copa do Mundo FIFA de Futebol e dos Jogos Olímpicos no Brasil. No exterior, basta alguém comentar que veio do Brasil para imediatamente ouvir perguntas e mais perguntas sobre a Copa e a Olimpíada.

E não poderia ser diferente. São dois eventos importantíssimos que, se observarmos a história, possuem uma característica político-econômica muito interessante. Enquanto a Copa do Mundo desde o seu início foi realizada em países em desenvolvimento como Uruguai, Brasil, Chile, Argentina e México, os Jogos Olímpicos sempre foram exclusividade da Europa ou dos EUA. Tanto que somente em 1956 a Olimpíada saiu do Hemisfério Norte para ser realizada na Austrália.

A partir de 1964, países como Japão, México, Rússia, Coreia do Sul, Espanha, Grécia e China sediaram os Jogos Olímpicos. E sediar pela primeira vez esse evento quase sempre implica em um reconhecimento internacional do estágio de desenvolvimento da nação-sede. Tal fato também significa uma oportunidade comercial ímpar oferecida ao mercado, além da chance (e necessidade) de o país investir em uma infraestrutura adequada.

Para o Brasil, especificamente, a sequência de realização da Copa e dos Jogos Olímpicos parece referendar a boa fase vivida pelo país. Embora o crescimento interno não seja exatamente exuberante, certamente representa um maior reconhecimento internacional. Mas, se em alguns países o advento da Olimpíada foi uma oportunidade de evolução e demonstração tecnológica, no caso brasileiro parece ser apenas mais uma oportunidade comercial. E isto é uma pena, pois o Brasil poderia ter aproveitado a oportunidade para introduzir tecnologias mais avançadas na infraestrutura do país.

Um dos exemplos mais gritantes diz respeito aos meios de transporte. Com a necessidade trazida pela Copa e Olimpíada, poderia ter sido promovido um salto tecnológico nesse setor. Aeroportos poderiam ter sido modernizados com conceitos mais atualizados de operação técnica, por exemplo. Em algumas cidades, poderiam ter sido implantados e ampliados os sistemas de metrô ou, ao menos, de trens de alta velocidade (TGVs), para servir de conexão entre as cidades mais importantes.

O investimento seria significativo e, certamente, o debate político alcançaria temperaturas mais altas, com críticas imediatistas sobre o retorno dos investimentos e alternativas de menor custo. Mas ao menos seriam tentativas de se buscar soluções definitivas, não apenas contendas em defesa de “alternativas baratas”, como quase sempre ocorre.

O fato iniludível é que o país ganharia muito com a introdução de tecnologias mais modernas, que impulsionariam outras áreas e forçariam todo o setor da construção a buscar inovações e modernizações. Infelizmente, a oportunidade de superar o nosso paquidérmico modelo de inovação e desenvolvimento já foi perdida e, no curto prazo, será bastante difícil encontrar outra ocasião tão propícia. Em suma, o grande legado da Copa e da Olimpíada poderia ter sido a modernização de vários setores num país repleto de bons motivos para um “pontapé inicial”. O hipotético início de uma nova fase de crescimento e modernização, que precisa chegar até nós.

Yoshio Kawakami é consultor da Raiz Consultoria e diretor técnico da Sobratema.

 

 

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