Telemática: a serviço da produtividade — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

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M&T nº 169Junho 2013 Matéria 8 de 22
Sumário
  1. EditorialMercado de máquinas está consolidado no país
  2. EstádiosPreliminar para a Copa
  3. EstádiosNa cara do gol
  4. EstádiosBeira-Rio renasce em Porto Alegre
  5. EstádiosArena Amazônia aposta em tecnologias sustentáveis
  6. Coluna Do YoshioA chance de um gol de placa
  7. TecnologiaAstrein apresenta solução para equipamentos móveis
  8. TecnologiaTelemática: a serviço da produtividade
  9. MercadoHyundai inaugura fábrica brasileira
  10. Equipamentos HíbridosKomatsu aumenta aposta em novas tecnologias
  11. Especial Bauma 2013Desfile de gala
  12. EmpresaTerex foca atuação na América Latina
  13. Off - ShoreEquipamentos marítimos alavancam crescimento da Locar
  14. Obras De ArteCresce oferta de soluções para manutenção de pontes e viadutos
  15. EmpresaExpansão à vista
  16. MineraçãoVersatilidade a toda prova
  17. Sobratema 25 AnosAlém das fronteiras da tecnologia e da manutenção
  18. A Era Das MáquinasAlém dos trilhos: A vez das esteiras e soluções alternativas
  19. Momento ConstructionSalão detalha Linha 4 do Metrô do RJ
  20. ManutençãoOs segredos de um bom classificador
  21. Entrevista"Os compactos são uma das principais apostas para o futuro"
  22. Suplemento Especial - Compactos & FerramentasO coringa da construção
  23. Painel14 notas e colunas
Tecnologia

Telemática: a serviço da produtividade

Sistemas embarcados de transmissão de dados fornecem informações detalhadas de funcionamento, operação e localização de equipamentos pesados, auxiliando na tomada de decisões e no aumento da produtividade em campo

Exclusivo M&T 29 de maio de 2013 · Edição 169

No âmbito da tecnologia, os gerentes de frota têm mais um precioso aliado para incrementar a produtividade dos equipamentos em campo. Trata-se da telemática, termo criado por especialistas de telecomunicações para definir qualquer sistema que junte os recursos de telecomunicações e informática num só equipamento ou produto. A tecnologia, que vem ganhando espaço a passos largos no universo off-road, coleta dados sobre condições vitais do equipamento e os envia eletronicamente para um servidor, a partir do qual o frotista pode acessar as informações e tomar decisões estratégicas em tempo real.

Segundo Renan Wagner, gerente responsável pela ferramenta de telemática embarcada nos modelos da Volvo Construction Equipment (VCE), a tecnologia CareTrack realiza a coleta automática de informações como consumo de combustível, condições de operação e outros 300 tipos de dados sobre o equipamento. “Com base nesses indicadores, que podem ser enviados via satélite ou transmissão celular, podemos identificar se os problemas de produtividade estão atrelados a um turno de trabalho ou a um operador específico”, diz o especialista, completando que o sistema pode ainda estipular limites geográficos e temporais, alertando quando são ultrapassados.

NOTIFICAÇÃO

Uma vez coletados, os dados são enviados para o servidor. No gerenciamento do serviço, o sistema emite códigos de erro, alerta sobre manutenções programadas e classifica essas informações, indicando quais ações devem ser tomadas com mais urgência pelo gestor da frota. “O usuário também pode fazer o download do Matris, um programa que faz avaliação detalhada dos dados e pode incluir até mesmo informações sobre o sistema de ar-condicionado”, detalha Wagner.

Para exemplificar, o gerente aponta um caso real ocorrido no Panamá, quando um frotista responsável por 60 equipamentos identificou que havia consumo de combustível em excesso nos caminhões pesados. Após analisar o Matris, ele descobriu que os operadores almoçavam dentro da cabine, com motor e ar-condicionado ligados. “E a solução veio rápido, com a instalação de contêineres refrigerados para almoço e descanso dos funcionários”, relata.

ECONOMIA

Outro exemplo de economia de combustível é no caso de uma escavadeira de 21 t que operava no modo “H” de trabalho com terraplenagem. “O modo ‘H’ é para alta rotação e, por isso, consome mais combustível, mas sua utilização para serviços convencionais de movimentação de terra é desnecessária”, explica Wagner, alertando que, nesse caso, a solução foi instruir o operador a utilizar um módulo de trabalho menos potente.

Essa decisão gerou uma redução de consumo de 5 l de combustível por hora, o que, em turnos diários de oito horas e 20 dias por mês, representa uma economia de 9,6 mil l de diesel em um ano. Com o diesel ao custo de R$ 2,00 por litro, a economia anual obtida no caso foi superior a R$ 19 mil.

De acordo com o especialista, cada nível (entre nove opções) de modo de trabalho na escavadeira da Volvo CE implica no consumo de aproximadamente um litro de combustível por hora. Além disso, Wagner afirma que o sistema alerta quando o tanque de combustível está abaixo de 20% de sua capacidade, o que implica na necessidade de abastecimento em campo e origina a chamada de um comboio.

Wagner também relata um exemplo bem-sucedido na agricultura de precisão, quando o sistema de telemática da VCE gerou um aumento de 70% na produtividade durante a colheita de grãos. “Isso foi possível graças à geração de um mapa de eficiência, mostrando a produtividade de cada m² do plantio”, diz ele.

TEMPO REAL

O sistema também é aplicável em mineração, uma área que emprega frotas amplas em ambientes muito severos, o que gera a necessidade de cuidados extras com a manutenção e a operação. “Antes, o cliente percebia o problema, ligava para o distribuidor que, por sua vez, diagnosticava o equipamento e o mandava para manutenção, em um processo médio de quatro dias até o retorno ao trabalho”, relata Wagner. “Com o monitoramento em tempo real, o distribuidor pode fazer um diagnóstico antecipado, ligar para o cliente e tomar as precauções ou manutenções necessárias, reduzindo o tempo do processo pela metade.”

O especialista reforça que a tecnologia traz vantagens tanto para o cliente quando para distribuidores e fabricantes. Para os clientes, a telemetria representa uma solução de melhor gerenciamento, maior rendimento de produção e custos menores. Para o distribuidor, por sua vez, a vantagem está no atendimento, pois ele demonstra maior proatividade e agilidade nos serviços. “Já para a VCE, representa uma adição importante de valor à marca, bem como a vantagem de receber dados e relatórios que ajudam a desenvolver novas soluções e aperfeiçoar seus produtos”, finaliza o gerente.

 

 

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