Posto avançado em perfuração — Revista M&T
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M&T nº 141Novembro 2010 Matéria 15 de 22
Sumário
  1. EditorialPersonalização de equipamentos e tecnologias
  2. ObraRio, canteiro de obras
  3. ObraO “Rodoanel” do Rio de Janeiro
  4. Classificação De MateriaisTecnologia sob medida
  5. Análise De ÓleoUm passo à frente das falhas
  6. Implementos De DemoliçãoDestruição criativa
  7. Implementos De DemoliçãoAtlas Copco fornece rompedores ao Mineirão
  8. Mão De ObraCaminhão escola treina no canteiro
  9. EmpresaSKF amplia tecnologias para rolamentos
  10. EmpresaComingersoll incorpora linha de compactação da Ammann
  11. EmpresaNovo player no mercado de plataformas aéreas
  12. EmpresaPerfuração no ponto exato
  13. EmpresaSany reforça canais de distribuição
  14. EmpresaZoomlion amplia negócios no Brasil
  15. EmpresaPosto avançado em perfuração
  16. EmpresaMeggadig quer 5% do mercado em 2011
  17. PerfilLocação em ritmo acelerado
  18. ManutençãoProjetadas para sofrer poucas intervenções
  19. Espaço AbertoVolvo lança motores que atendem ao Proconve 7
  20. Espaço AbertoTecnologia da Scania monitora consumo de combustível
  21. Espaço AbertoCraft amplia capacidade de reciclar resíduos de construção
  22. Espaço AbertoGE cria centro de competência em Contagem
  23. Painel7 notas e colunas
Empresa

Posto avançado em perfuração

Presidente mundial da Herrenknecht confirma fábrica no Brasil, com investimentos de até 10 milhões de euros, e intenção de participar de projetos do pré-sal

Exclusivo M&T 8 de dezembro de 2010 · Edição 141

O fundador e presidente mundial da Herrenknecht, Martin Herrenknecht, anunciou oficialmente a instalação de uma unidade industrial da empresa no Brasil. A planta terá investimentos entre 5 milhões e 10 milhões de euros e atenderá as demandas da América Latina. Como é comum em outras unidades da empresa, os componentes hidráulicos e elétricos serão importados da Alemanha e as partes metálicas e estruturais dos equipamentos serão produzidas localmente. O modelo garantiria o padrão de qualidade conquistado pela empresa. Com a ampliação das atividades, a filial brasileira iria passar dos atuais 80 colaboradores para cerca de 200 em três anos. O escopo de produtos a serem produzidos no Brasil inclui sondas on shore, ou seja, de perfuração terrestre, e off shore, marítima.

Considerado um dos maiores especialistas mundiais em perfuração de túneis, Herrenknecht adiantou que a nacionalização da fabricação de peças habilita a empresa alemã a participar de projetos do pré-sal, da Petrobras, de quem já é parceira. A companhia petrolífera tem locadas duas sondas verticais Terra Invader DI-350 T Slingshot, máquinas número B006 e B008, contratadas por um período de oito anos. Ambas operam na região de Catu, na Bahia, onde os dois equipamentos, do tipo verticais e semi-automáticas, já perfuraram oito poços.

O Gasbel, gasoduto da Petrobras ligando o Rio de Janeiro a Belo Horizonte, é outra obra que contou com a presença de equipamento da Herrenknecht. Nesse caso, a perfuratriz HK 250 T executou o furo direcional horizontal de 750 m sob o Rio do Peixe, etapa cumprida em 58 dias. Já o gasoduto sob o Rio Monsarás (ES) também teve a intervenção de uma HK 250 T para a execução de quatro travessias. Duas delas, com 1.500 m cada, demandaram 11 dias para a finalização. As duas restantes, de 1.700 m, exigiram outros 15 dias, de acordo com a Herrenknecht.

Além de destacar o potencial do mercado de óleo e gás, o executivo alemão também lembrou que a Herrenknecht entrou há três anos no mercado de perfuração vertical, visando projetos como o de geotermia e de óleo e gás. Um dos diferenciais é a oferta de sondas com operação automática, que podem operar em condições extremas e que conferem grande segurança de operação. No caso de aplicações off shore, as sondas podem trabalhar com lâmina d’água de até 300 m , e os equipamentos, tanto off shore como on shore, podem atingir até 6 mil m.

Dois projetos internacionais foram destacados pelo empresário: o túnel de São Gotardo, na Suíça, cujo encontro das duas faces de perfuração aconteceu no último dia 15 de outubro, e o projeto Stuttgart 21, considerado o maior de infraestrutura proposto para a Europa. Ele destacou ainda que a operação brasileira mantém a liderança entre os players com presença no País. Jonny Altstadt, gerente da filial brasileira, lembrou que a América Latina representa 10% do faturamento da empresa, sendo que 90% desse total é gerado por empresas brasileiras. A Herrenknecht, com um total de 5 filiais na América Latina, atua no Brasil com TBMs para escavação de túneis em obras do metrô de São Paulo, e na Sabesp, especificamente no projeto Tietê, no metrô de Caracas com 6 máquinas, na Argentina, com 2 máquinas trabalhando para um projeto de abastecimento de água potável para a região da Grande Buenos Aires e, ainda, na Colômbia, no Panamá e na República Dominicana.

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