Perfuração no ponto exato — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

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M&T nº 141Novembro 2010 Matéria 12 de 22
Sumário
  1. EditorialPersonalização de equipamentos e tecnologias
  2. ObraRio, canteiro de obras
  3. ObraO “Rodoanel” do Rio de Janeiro
  4. Classificação De MateriaisTecnologia sob medida
  5. Análise De ÓleoUm passo à frente das falhas
  6. Implementos De DemoliçãoDestruição criativa
  7. Implementos De DemoliçãoAtlas Copco fornece rompedores ao Mineirão
  8. Mão De ObraCaminhão escola treina no canteiro
  9. EmpresaSKF amplia tecnologias para rolamentos
  10. EmpresaComingersoll incorpora linha de compactação da Ammann
  11. EmpresaNovo player no mercado de plataformas aéreas
  12. EmpresaPerfuração no ponto exato
  13. EmpresaSany reforça canais de distribuição
  14. EmpresaZoomlion amplia negócios no Brasil
  15. EmpresaPosto avançado em perfuração
  16. EmpresaMeggadig quer 5% do mercado em 2011
  17. PerfilLocação em ritmo acelerado
  18. ManutençãoProjetadas para sofrer poucas intervenções
  19. Espaço AbertoVolvo lança motores que atendem ao Proconve 7
  20. Espaço AbertoTecnologia da Scania monitora consumo de combustível
  21. Espaço AbertoCraft amplia capacidade de reciclar resíduos de construção
  22. Espaço AbertoGE cria centro de competência em Contagem
  23. Painel7 notas e colunas
Empresa

Perfuração no ponto exato

Equipamento de navegação permite a execução de perfurações precisas, aumentando a eficiência das malhas de fogo

Exclusivo M&T 8 de dezembro de 2010 · Edição 141

A busca dos empreiteiros por precisão nas perfurações que constituem a malha de fogo em obras de túneis levou a Atlas Copco ao desenvolvimento do Total Station Navigation. O sistema mapeia as paredes do túnel, permitindo que os controladores programáveis dos jumbos de perfuração dimensionem os furos necessários de forma automatizada e com uma margem de erro mínima, inferior a 1 centímetro na relação entre o ponto de perfuração programado e o efetivamente realizado.

Velimir Alberto Morales, supervisor de serviços da área de Escavação Subterrânea de Rochas (URE) da Atlas Copco, explica que o equipamento é montado sobre tripé e posicionado estrategicamente entre pontos fixos marcados no túnel e dois prismas implantados no jumbo de perfuração, sendo um na cabine e outro na parte traseira da máquina.  “O Total Station possui um teodolito eletrônico integrado a um medidor de distância, o que o permite realizar a busca dos prismas instalados no equipamento automaticamente e ainda executar a varredura dos pontos fixos na parede do túnel”.

Esses dados servem para que o equipamento de navegação localize as coordenadas espaciais do local e reconheça a geometria do jumbo de perfuração. “As informações são transmitidas via sinal de rádio freqüência para o sistema de controle do jumbo de perfuração (RCS), permitindo que as coordenadas levantadas sejam processadas pelo software da máquina e as perfurações sejam guiadas automaticamente”, complementa.

De acordo com Morales, a automatização do processo permite que  o operador realize todos os procedimentos de navegação sem sair da cabine, eliminando o envolvimento contínuo da equipe de topografia para a formatação da malha de fogo. “O resultado é maior qualidade da perfuração e otimização de recursos”, ele sintetiza.

Todo o procedimento de comunicação entre a estação de navegação e o sistema de controle do jumbo de perfuração é realizado em até cinco minutos, contra os 25 minutos do processo manual. “É preciso frisar que a eficiência do processo depende totalmente do RCS, que centraliza as informações de todos os sensores dos jumbos de perfuração em um computador central e se comunica com os módulos de controle espalhados pelos diversos componentes do equipamento”, detalha Morales.

Ele destaca que os dados de projeto, incluindo os planos de perfuração, linha do túnel e localização dos pontos fixos, devem ser criados antes da utilização do Total Station Navigation. “Isso é feito em escritório, por meio de um software de gerenciamento de informações, denominado Tunnel Manager”, diz ele. “Os dados são transmitidos ao jumbo de perfuração através de internet sem fio ou, em locais onde não há cobertura de rede de telecomunicações, o operador insere as informações na máquina por meio de pen drive”, finaliza.

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