Locação em ritmo acelerado — Revista M&T
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M&T nº 141Novembro 2010 Matéria 17 de 22
Sumário
  1. EditorialPersonalização de equipamentos e tecnologias
  2. ObraRio, canteiro de obras
  3. ObraO “Rodoanel” do Rio de Janeiro
  4. Classificação De MateriaisTecnologia sob medida
  5. Análise De ÓleoUm passo à frente das falhas
  6. Implementos De DemoliçãoDestruição criativa
  7. Implementos De DemoliçãoAtlas Copco fornece rompedores ao Mineirão
  8. Mão De ObraCaminhão escola treina no canteiro
  9. EmpresaSKF amplia tecnologias para rolamentos
  10. EmpresaComingersoll incorpora linha de compactação da Ammann
  11. EmpresaNovo player no mercado de plataformas aéreas
  12. EmpresaPerfuração no ponto exato
  13. EmpresaSany reforça canais de distribuição
  14. EmpresaZoomlion amplia negócios no Brasil
  15. EmpresaPosto avançado em perfuração
  16. EmpresaMeggadig quer 5% do mercado em 2011
  17. PerfilLocação em ritmo acelerado
  18. ManutençãoProjetadas para sofrer poucas intervenções
  19. Espaço AbertoVolvo lança motores que atendem ao Proconve 7
  20. Espaço AbertoTecnologia da Scania monitora consumo de combustível
  21. Espaço AbertoCraft amplia capacidade de reciclar resíduos de construção
  22. Espaço AbertoGE cria centro de competência em Contagem
  23. Painel7 notas e colunas
Perfil

Locação em ritmo acelerado

Segmento cresce a taxas de dois dígitos e pode representar 40% da frota em operação nos próximos dez anos

Exclusivo M&T 8 de dezembro de 2010 · Edição 141

Fazendo parte do grupo das 100 maiores locadoras do mundo (já é a 79ª e seria a 40ª se fossem consideradas suas operações na Argentina), a Solaris Brasil vai investir US$ 120 milhões nos próximos três anos. Os valores refletem o aquecimento do setor, que tem crescido a uma média de 30% ao ano, segundo Paulo Esteves, diretor da companhia. Com 30 filiais no Brasil e na Argentina, a empresa avalia que subiu no ranking exatamente por investir no crescimento sustentável e no desenvolvimento de seu negócio (equipamentos, formação de pessoal e melhorias de processos). O foco mais concentrado no mercado e a abertura de filiais também contribuíram para o destaque. “O resultado dessas ações foi o terceiro maior crescimento global do segmento em 2009, com um faturamento 15% maior em relação ao ano anterior”, argumenta Esteves, entrevistado dessa edição da M&T. Para o executivo, as mudanças devem acompanhar as exigências dos clientes por mais tecnologia de ponta e menor preço. Acompanhe os principais trechos da entrevista.

M&T: Como a Solaris vai distribuir os investimentos de US$ 120 milhões nos próximos três anos?

Paulo Esteves: Eles serão investidos em novos equipamentos, que serão distribuídos por todas as filiais atuais e as que pretendemos abrir nos próximos anos. É preciso lembrar que somos uma empresa multiprodutos e com portfólio variado, incluindo plataformas aéreas, manipuladores de carga, grupos geradores, máquinas de movimento de terra, compressores de ar e torres de iluminação, assim como grandes projetos de geração de energia.

M&T: E quais são as medidas de segurança, em caso de algum “acidente de percurso” no crescimento dos próximos anos?

Esteves: A Solaris é uma empresa que tem como princípio o crescimento sustentável, ou seja, crescimento com margens. Além disso, fazemos projeções de longo prazo e dispomos de consultoria econômica e política. Adicionalmente, temos um portfólio de produtos muito variado, atuando em diversos segmentos do mercado, o que assegura um soft landing, em caso de alguma crise. Nosso grupo é sólido e possui experiência de 35 anos neste setor.

M&T: O que puxará o crescimento do setor de locação nos próximos anos?

Esteves: Nossa visão é de que as empresas que usam equipamentos estarão mais focadas em investimentos em seu próprio negócio, usando todo seu capital disponível para este fim, abrindo assim perspectivas maiores para o setor de locação de equipamentos. Este movimento já ocorreu em países mais avançados e deverá ocorrer também no Brasil. As empresas preferem locar equipamentos a investir seu capital na compra deles, que não são seu foco principal. O setor tem crescido, em média, acima de 30% ao ano através da aquisição de equipamentos para o seu crescimento orgânico. Além disso, esperamos a chegada ao País de novos players internacionais. As empresas locais também enxergam oportunidades no segmento.

M&T: Como as locadoras têm expandido seus serviços?

Esteves: O setor em geral tem apresentado evolução neste sentido. A Solaris tem buscado inovar de forma a se antecipar às exigências dos clientes. Temos contratos feitos sob medida para atender às diversas demandas dos clientes, nos quais a locação pode ser feita por dia, semana ou mês. A ampliação do portfólio, com maior diversidade de produtos, também permite contratos maiores e ganhos em escala para as contratantes.

M&T: Há muita comparação entre o crescimento atual do Brasil e o verificado nos anos de 1970. Quais as diferenças?

Esteves: O mercado de hoje é globalizado, os investimentos em sua maioria são privados, as margens de lucratividade são menores e o nível de competição é extremamente alto. A velocidade das mudanças de tecnologia também é muito alta.

M&T: Como se comporta o mercado de óleo e gás a respeito de locação?

Esteves: Este é um mercado que demanda muita confiabilidade dos equipamentos e que envolve engenharia de aplicação, alta qualidade dos serviços e do pessoal envolvido, além de tecnologia de ponta. A demanda por locação é grande em diversos processos dessa cadeia produtiva: na extração e produção on e off shore, no transporte de matéria bruta, refino e beneficiamento, transporte do produto acabado, além da distribuição pesada, armazenamento e distribuição para consumo final. Nessas operações, as plataformas aéreas, grupos geradores, compressores de ar e máquinas de movimento de terra são amplamente utilizadas.

M&T: Como contextualizar a tendência de crescimento do setor de locação?

Esteves: A tendência de crescimento é clara, já que estudos internos da Solaris apontam que cerca de 15% de todos os equipamentos introduzidos (importados) no Brasil são destinados a empresas de locação. Este grau de penetração pode ser muito maior, dependendo dos equipamentos.  Acreditamos, por exemplo, que cerca de 90% das plataformas aéreas e manipuladores de carga no mercado são para locação. Em países mais desenvolvidos como a Inglaterra, 80% dos equipamentos são para locação, enquanto no Japão são 60% e, nos Estados Unidos, 40%. Acreditamos que no Brasil a proporção de equipamentos para locação pode chegar a 40% nos próximos 10 anos.

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A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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