Desatando o nó logístico — Revista M&T
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M&T nº 184Outubro 2014 Matéria 17 de 19
Sumário
  1. EditorialAlém das fronteiras
  2. TúneisSoluções aprimoram mobilidade no país
  3. TúneisReforço sintético
  4. Implementos RodoviáriosEstratégia de retomada
  5. CabinesQuestão de sobrevivência
  6. FabricanteClasse mundial
  7. Comércio ExteriorA Convenção de Viena
  8. MineraçãoProteção indispensável
  9. Soluções Para ConcretoAvanço sustentado
  10. LegislaçãoOs impactos da nova NR-18
  11. RentalImpulso em boa hora
  12. EmpresaModelagem sob medida
  13. Momento M&T Expo 2015Elo entre Tecnologia e negócios
  14. A Era Das MáquinasAplicações criativas através da história
  15. ManutençãoForça hidráulica
  16. Entrevista"Serviço é o maior diferencial competitivo na atualidade"
  17. InternacionalDesatando o nó logístico
  18. Compactos & FerramentasSegurança e confiabilidade
  19. Coluna YoshioAtravés dos arbustos
  20. Painel14 notas e colunas
Internacional

Desatando o nó logístico

Com apenas 20% de rodovias pavimentadas, a América Latina e o Caribe têm um enorme desafio pela frente para superar seus problemas estruturais

Exclusivo M&T 9 de outubro de 2014 · Edição 184

Mesmo com economias como Argentina, Brasil e México, a América Latina ainda está longe de ascender ao grupo das grandes potências. E um dos aspectos mais notórios desse subdesenvolvimento é a frágil infraestrutura dos países da região. A infraestrutura rodoviária, em particular, apresenta profundos gargalos.

Segundo dados do The World Factbook 2013-2014, produzido pela Central Intelligence Agency (CIA), aproximadamente 20,28% das rodovias latino-americanas e do Caribe são pavimentadas. O índice considera casos extremos como os de Barbados e Bermuda, que contam com 100% de rodovias pavimentadas, e o do Uruguai, que só tem 9,96% de rodovias com pavimentação. A cifra bate com as projeções do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF). No estudo “A Infraestrutura no Desenvolvimento Integral da América Latina”, a instituição confirma que apenas 21,8% das rodovias da região são pavimentadas.

Mas a América Latina e o Caribe estão tentando mudar. Atualmente, governos de diversos países estão costurando políticas para impulsar o avanço no segmento de roadbuilding. Se antes eram os Estados que se responsabilizavam pela expansão rodoviária, hoje há uma série de programas que permitem a incorporação de atores privados ao setor, como as chamadas Parcerias Público-Privadas (PPP). Com isso, países como Brasil, México, Colômbia e Chile estão muito ativos nessa matéria, enquanto o restante da região parece querer seguir o mesmo caminho.

BONS EXEMPLOS

O Paraguai é um dos países que deram um salto em sua rede rodoviária. Durante este ano, o país já lançou meia dezena de concessões nesse setor. Não sem polêmicas, como mostra a última delas, relacionada com a licitação do projeto de ampliação da Ruta III.

Por sua vez, a Colômbia já está em sua Quarta Geração de Concessões (4G), sustentada por um plano com investimentos de mais de US$ 25 bilhões em 40 projetos rodoviários. O Departamento Nacional de Planejamento da Colômbia (DNP) também já aprovou o projeto Mulaló/Loboguerrero, com investimento aproximado de US$ 907 milhões.

Honduras também se abriu às PPPs e, por meio de uma Comissão para a promoção de PPPs (Coalianza), abriu licitação para a construção da Rodovia CA-5 Sul. A obra abrangerá projeto, construção, operação e manutenção de 88 km de rodovias entre Tegucigalpa e Jícaro Galán, ao sul do país.

Outro país empenhado na melhoria de sua rede rodoviária é a Bolívia. A Administradora Boliviana de Rodovias recentemente emitiu um relatório sobre os investimentos rodoviários no país, destacando um pacote de 16 projetos atualmente em andamento, cujo investimento alcançaria US$ 1,85 milhão. O objetivo é pavimentar 100% da Rede Rodoviária Fundamental do país até 2025.

 

 

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