Beira-Rio renasce em Porto Alegre — Revista M&T
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M&T nº 169Junho 2013 Matéria 4 de 22
Sumário
  1. EditorialMercado de máquinas está consolidado no país
  2. EstádiosPreliminar para a Copa
  3. EstádiosNa cara do gol
  4. EstádiosBeira-Rio renasce em Porto Alegre
  5. EstádiosArena Amazônia aposta em tecnologias sustentáveis
  6. Coluna Do YoshioA chance de um gol de placa
  7. TecnologiaAstrein apresenta solução para equipamentos móveis
  8. TecnologiaTelemática: a serviço da produtividade
  9. MercadoHyundai inaugura fábrica brasileira
  10. Equipamentos HíbridosKomatsu aumenta aposta em novas tecnologias
  11. Especial Bauma 2013Desfile de gala
  12. EmpresaTerex foca atuação na América Latina
  13. Off - ShoreEquipamentos marítimos alavancam crescimento da Locar
  14. Obras De ArteCresce oferta de soluções para manutenção de pontes e viadutos
  15. EmpresaExpansão à vista
  16. MineraçãoVersatilidade a toda prova
  17. Sobratema 25 AnosAlém das fronteiras da tecnologia e da manutenção
  18. A Era Das MáquinasAlém dos trilhos: A vez das esteiras e soluções alternativas
  19. Momento ConstructionSalão detalha Linha 4 do Metrô do RJ
  20. ManutençãoOs segredos de um bom classificador
  21. Entrevista"Os compactos são uma das principais apostas para o futuro"
  22. Suplemento Especial - Compactos & FerramentasO coringa da construção
  23. Painel14 notas e colunas
Estádios

Beira-Rio renasce em Porto Alegre

Com reaproveitamento de partes da antiga estrutura, obras devem ser entregues em maio e representam um dos menores investimentos entre os 12 estádios-sede da Copa

Exclusivo M&T 29 de maio de 2013 · Edição 169

O estádio que será o palco gaúcho para a Copa do Mundo já conta com 60% das obras concluídas. Mas, como em diversas das 12 arenas que receberão os jogos, é a fase de instalação da cobertura metálica que, pela complexidade de execução, merece maior destaque. As obras do Beira-Rio, entretanto, não se limitam a isso. Com investimento total previsto de R$ 330 milhões, o projeto inclui outras fases delicadas de engenharia, como a terraplanagem, que movimentou 44 mil m³ de solo, e a montagem das edificações em concreto pré-moldado.

A terraplanagem foi feita em dois momentos: o primeiro ocorreu no edifício garagem, no qual foram movimentados 7 mil m³ de terra. Esse volume equivale a uma camada de poucos centímetros em todo o footprint da estrutura. Volume mais considerável foi envolvido na construção da nova arquibancada inferior, já que a antiga era assentada sobre um aterro compactado ainda na década de 1960. Nesse caso, foram retirados 37 mil m³ de material, sendo que o concreto da arquibancada demolida foi britado e reaproveitado na própria obra.

ARQUIBANCADAS

Mantida, a arquibancada superior do Beira-Rio precisou de tratamento das patologias com a aplicação de uma nova camada de concreto, o que lhe rendeu aspecto de nova. Para isso, antes de receber uma nova camada de concreto, a estrutura foi hidrojetada até expor suas armaduras de aço, possibilitando que as patologias fossem tratadas.

Para tornar o reaproveitamento da antiga estrutura compatível com os rígidos padrões da FIFA, foi preciso também adaptar o desnível de piso nas arquibancadas. A solução dos engenheiros, nesse caso, foi realizar enchimentos com borracha de EVA, permitindo que o novo piso atingisse a cota determinada em projeto, sem sobrecarga considerável na estrutura.

Já a construção da nova arquibancada inferior foi toda feita com concreto pré-fabricado, dividido em peças como pilares, vigas e lajes. Nesse caso, foram utilizados 15 mil m³ de concreto pré-moldado, montados com o apoio de seis guindastes, de 60 a 330 t. Essas máquinas, que também atuaram na remoção da marquise e postes de iluminação da antiga estrutura, já operavam na montagem da estrutura metálica durante a produção desta reportagem.

De acordo com a construtora Andrade Gutierrez, responsável pelas obras do Beira-Rio, o volume total de concreto utilizado foi de 26 mil m³. A opção pelo pré-fabricado na maior parte da estrutura, diz a empresa, se deu pelo ganho de agilidade no processo construtivo. Afinal, muitas das peças possuem geometria padronizada, o que facilita seu desenvolvimento em ambiente fabril.

COBERTURA

A exemplo do Itaquerão, a cobertura metálica do Beira-Rio também é destacada pelos construtores como um diferencial. Além de abrigar os torcedores, a estrutura tem por objetivo alterar a imagem arquitetônica do estádio. Para isso, ela recebeu um projeto de geometria complexa, além de detalhamento, ensaio em túnel de vento, montagem da estrutura e instalação de membranas de vedação.

No inicio de maio, cinco folhas da nova cobertura já haviam sido instaladas. Esse processo ocorre com a pré-montagem de cada folha fora do estádio, com posterior içamento e instalação sobre a arquibancada, quando os guindastes entram em ação novamente. A vedação é feita com uma membrana tensionada, constituída por fibra de vidro e teflon. Trata-se de um material leve como um tecido, dotado de propriedades autolimpantes.

Além dos guindastes, a frota de equipamentos utilizados para trabalhos em altura é composta por 25 plataformas aéreas, usadas em diversos serviços de apoio e instalação. Para os processos em terra, todavia, a lista de máquinas é ainda mais extensa, envolvendo tratores de esteira, motoniveladoras, caminhões basculantes, escavadeiras e outros. Também entram na lista as perfuratrizes de hélice contínua, utilizadas para cravar mais de 17 mil m de fundação.

O novo estádio do Beira-Rio tem inauguração prevista para dezembro de 2013. Mais de 1,4 mil trabalhadores já passaram pelas suas obras, que conta ainda com outros números significativos, como mostra o quadro acima.

 

 

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