Estamos mesmo evoluindo? — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

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M&T nº 205Setembro 2016 Matéria 17 de 18
Sumário
  1. EditorialA corrida pela emissão zero
  2. Controle De EmissõesAgora é pra valer
  3. BritagemSolução portátil
  4. InvestimentosA bola da vez
  5. LançamentoReforço na frota
  6. Soluções FlorestaisForte por natureza
  7. ExportaçãoAlém do horizonte
  8. CompactosPor um lugar ao sol
  9. ComponentesPotência operacional
  10. MercadoUm passo à frente para os chineses
  11. EmpilhadeirasRobustez onde mais precisa
  12. EmpresaMaturidade nos negócios
  13. A Era Das MáquinasGuindastes de torre entram em cena
  14. ManutençãoCapacitação virtual
  15. Entrevista"A indústria sairá mais produtiva da crise"
  16. Compactos & FerramentasForça auxiliar
  17. Coluna YoshioEstamos mesmo evoluindo?
  18. Tabela Custo HorárioTabela referente ao ano de 2016
  19. Painel16 notas e colunas
Coluna Yoshio

Estamos mesmo evoluindo?

É simplesmente muito difícil afirmar sem titubear que o atual estágio em que se encontra a humanidade seja muito melhor do que os anteriores

Exclusivo M&T 10 de setembro de 2016 · Edição 205

Se considerarmos a tecnologia disponível na atualidade, a resposta à pergunta acima certamente será um sonoro e irrefutável “sim”. Quanto a isso, estamos todos de acordo e imagino que poucos queiram negar ou mesmo questionar tal fato.

Inclusive, retrocedendo um pouco no tempo, é possível notar que alguns avanços científicos foram antecipados pela ficção científica e suas projeções. A presença dos computadores em nossas vidas, por exemplo, tornando-se cada vez mais autônomos e autoprogramáveis, foi uma delas. Porém, o advento e o predomínio do telefone celular e do “smartphone” não foram imaginados nas obras de ficção de algum tempo atrás.

O impacto da tecnologia da informação nos costumes da vida cotidiana foi avassalador para quase todo mundo, ainda que alguns não tenham aderido às novas tecnologias. A comunicação mudou de forma, o relacionamento tornou-se próximo e distante ao mesmo tempo e novos hábitos inundaram a vida das pessoas, em todos os cantos do planeta.

Outro campo que trouxe grande impacto às nossas vidas foi a biotecnologia, manifesta em um espetacular avanço do conhecimento sobre a saúde humana. Hoje, vivemos muitos anos mais do que nossos antepassados, sentimos menos dores no nosso corpo, mantemos a saúde física e mental até uma idade muito mais avançada que as gerações anteriores.

O mais interessante, contudo, ocorre quando estreitamos o nosso olhar para o aspecto puramente humano da contemporaneidade. É simplesmente muito difícil afirmar sem titubear que o atual estágio (ético, moral, metafísico ou sob qualquer outra perspectiva cognitiva-comportamental) em que se encontra a humanidade seja muito melhor do que os anteriores. O desenvolvimento da qualidade humana, considerando-se as práticas éticas, o senso de responsabilidade sobre as coisas comuns, o cumprimento do dever das figuras públicas e a postura do cidadão, gera questionamentos em todo o mundo.

É possível que fatos dissimulados no passado e escondidos no baú de segredos da História não sejam plenamente aparentes para nós, dando-nos a impressão de que as atitudes humanas não estão avançando na mesma velocidade da evolução tecnológica. Parece-me que as crenças humanas levam mais tempo para serem atualizadas, se é que o são.

Talvez seja hora de retomarmos o exercício aristotélico de pensar com mais profundidade sobre como o humano deveria ser e comportar-se, refletindo sobre os valores que a humanidade precisa preservar ou mesmo criar para equiparar-se em essência ao fabuloso avanço tecnológico que enfim conquistou.

*Yoshio Kawakami é consultor da Raiz Consultoria e diretor técnico da Sobratema

 

 

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