A corrida pela emissão zero — Revista M&T
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M&T nº 205Setembro 2016 Matéria 1 de 18
Sumário
  1. EditorialA corrida pela emissão zero
  2. Controle De EmissõesAgora é pra valer
  3. BritagemSolução portátil
  4. InvestimentosA bola da vez
  5. LançamentoReforço na frota
  6. Soluções FlorestaisForte por natureza
  7. ExportaçãoAlém do horizonte
  8. CompactosPor um lugar ao sol
  9. ComponentesPotência operacional
  10. MercadoUm passo à frente para os chineses
  11. EmpilhadeirasRobustez onde mais precisa
  12. EmpresaMaturidade nos negócios
  13. A Era Das MáquinasGuindastes de torre entram em cena
  14. ManutençãoCapacitação virtual
  15. Entrevista"A indústria sairá mais produtiva da crise"
  16. Compactos & FerramentasForça auxiliar
  17. Coluna YoshioEstamos mesmo evoluindo?
  18. Tabela Custo HorárioTabela referente ao ano de 2016
  19. Painel16 notas e colunas
Editorial

A corrida pela emissão zero

Exclusivo M&T 10 de setembro de 2016 · Edição 205

A entrada em definitivo do Proconve MAR-I traz uma nova era para máquinas e equipamentos agrícolas e rodoviários no Brasil. Ao definir limites de emissões de gases poluentes para todas as faixas de potência (à exceção das máquinas agrícolas menores), a legislação inseriu o país entre os mais limpos do planeta no quesito. E, agora, chegou o momento de efetivar o avanço.

Apesar da demora em agir, o país conseguiu rapidamente diminuir o gap em relação às principais potências econômicas globais, saltando direto para o Tier 3. Aliás, o fez como o primeiro país na América do Sul a estipular limites para as emissões de máquinas pesadas, o que possibilita uma redução de 85% em materiais particulados e de até 75% em NOx, segundo dados do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente).

É certo que a caminhada promete ser longa ainda, como mostra a adoção quase simultânea do Stage V na Europa, que mantém assim o velho continente como o bloco regional mais restritivo do mundo em relação ao assunto. A nova legislação europeia, à propósito, mantém os mesmos níveis da regulamentação anterior para a emissão de NOx (óxido de nitrogênio) e HC (hidrocarboneto), mas – e aqui está a novidade – reduz ainda mais o limite para emissão de material particulado (MP) e expande as limitações para outras categorias de motores de ignição por compressão.

Como nunca é demais repassar, a primeira diretiva europeia para regular as emissões de equipamentos móveis fora de estrada foi promulgada em 16 de dezembro de 1997, com o Stage I, sendo implementado cerca de dois anos depois. Já a mais recente regulação, a Stage V, foi proposta pela Comissão Europeia no final de 2014, entrando gradativamente em vigor até 2020 nas leis de 28 países europeus. E, nos EUA, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) já desenvolve o que virá a ser o padrão Tier 5.

Ou seja, há quase duas décadas iniciou-se o processo que vem reinventando a indústria de equipamentos no que tange à responsabilidade socioambiental. De lá para cá, após oito alterações nos padrões, as emissões de NOx e HC reduziram-se em significativos 94,38%, enquanto de MP o corte foi de expressivos 97,86%. Ao lado das pesquisas de propulsão elétrica e tecnologias híbridas, tal passo talvez represente o que de mais importante vem sendo desenvolvido no setor atualmente a respeito deste importante tema. Reduzir o impacto ambiental das emissões e melhorar a qualidade do ar devem estar no centro de qualquer nova regulamentação. Nesse caso, evidentemente, devemos considerar que o avanço veio por força de lei, mas também é verdade que há tempos as principais OEMs do setor “compraram” a briga e entraram com tudo na corrida pela emissão zero dos equipamentos, que está cada vez mais próxima, como o leitor pode conferir na reportagem de capa desta edição. Boa leitura.

Permínio Alves Maia de Amorim Neto

Presidente do Conselho Editorial

 

 

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