UOL
22/02/2022 11h00 | Atualizada em 22/02/2022 13h34
Após três semanas, o governo de São Paulo e a empresa Acciona ainda bombeiam o esgoto que invadiu as obras da linha 6-Laranja do metrô e abriu uma cratera em plena Marginal Tietê, a principal via de transporte da capital paulista. Há duas tuneladoras submersas no esgoto, como mostra reportagem do UOL.
Os equipamentos aguardam a drenagem dos túneis para serem avaliados e, assim, ter-se ideia de quando as obras poderão ser retomadas.
Enquanto todo o material não for completamente retirado, é impossí
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Após três semanas, o governo de São Paulo e a empresa Acciona ainda bombeiam o esgoto que invadiu as obras da linha 6-Laranja do metrô e abriu uma cratera em plena Marginal Tietê, a principal via de transporte da capital paulista. Há duas tuneladoras submersas no esgoto, como mostra reportagem do UOL.
Os equipamentos aguardam a drenagem dos túneis para serem avaliados e, assim, ter-se ideia de quando as obras poderão ser retomadas.
Enquanto todo o material não for completamente retirado, é impossível avaliar o estado das tuneladoras, que têm 109 metros de comprimento, dez metros de diâmetro e peso de duas mil toneladas.
Uma das máquinas já estava em operação, enquanto a outra, que está do outro lado da Marginal Tietê em relação ao acidente, ainda não estava completamente montada para entrar em operação, conforme explicou a pasta dos Transportes Metropolitanos.
O secretário Paulo Galli diz que a empresa está comprando toda parte eletrônica estragada pelo vazamento. A Acciona confirma que a parte eletrônica, de fato, está danificada, mas não falou em ter comprado o material. "A análise do estado dos tatuzões, bem como sua retirada, será realizada somente ao final da drenagem", afirma a empresa.
A entrega da obra da nova linha do metrô está prevista para 2025. O prazo, até o momento, segue inalterado, diz Galli.
"Por enquanto, não trabalhamos com aumento de prazo. A empresa está trabalhando nas outras frentes da obra. Nesse momento, trabalhamos com a manutenção dos estragos. A obra não parou", afirma.
Ao mesmo tempo, técnicos do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) estão elaborando uma análise sobre as causas do acidente e possíveis reparos para a continuidade da obra. A conclusão do estudo também não tem ainda uma data definida.
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