Assessoria de Imprensa
15/09/2026 00h01
Com o plantio dos cultivos de verão se aproximando, a corrida pelos recursos do Plano Safra 2026/27 já começou.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, a agricultura empresarial já contratou R$ 28,2 bilhões em crédito rural em julho, primeiro mês do ciclo 2026/27.
Do total, R$ 6,5 bilhões foram destinados ao custeio convencional e R$ 118,1 milhões a programas de investimento.
As Cédulas de Produto Rural (CPRs) responderam por R$ 18,8 bilhões, ou 66,6% das operações contratadas no mês.
Mais do que ter acesso ao crédito rural, o desafio do produtor é definir o quanto pre
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Com o plantio dos cultivos de verão se aproximando, a corrida pelos recursos do Plano Safra 2026/27 já começou.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, a agricultura empresarial já contratou R$ 28,2 bilhões em crédito rural em julho, primeiro mês do ciclo 2026/27.
Do total, R$ 6,5 bilhões foram destinados ao custeio convencional e R$ 118,1 milhões a programas de investimento.
As Cédulas de Produto Rural (CPRs) responderam por R$ 18,8 bilhões, ou 66,6% das operações contratadas no mês.
Mais do que ter acesso ao crédito rural, o desafio do produtor é definir o quanto precisará investir para a formação da próxima lavoura e dimensionar corretamente como esses recursos serão distribuídos entre insumos, operações, compromissos já assumidos e investimentos.
Um planejamento inadequado pode levar tanto à contratação de recursos acima da capacidade de pagamento quanto à falta de dinheiro no decorrer da safra.
Na avaliação de Rafael Luche, gerente de negócios da FertiSystem, o ponto de partida é entender o que será cultivado, em qual área e em quais condições produtivas.
“A primeira coisa que o produtor precisa saber é o que vai plantar, quanto vai plantar e como está o principal ativo da próxima safra, que é o solo”, diz ele.
“A partir disso, ele consegue buscar os orçamentos e entender quanto realmente vai precisar de fertilizante e de outros insumos”, acrescenta.
Análises de solo, mapas de produtividade e resultados da safra anterior ajudam a estabelecer as necessidades de cada área e evitam que as compras sejam definidas apenas pela oferta comercial disponível.
“Aspectos climáticos e a janela de plantio também precisam entrar nessa avaliação, pois influenciam a escolha das sementes e a estratégia adotada em cada região”, detalha o especialista da empresa de tecnologias para plantio e agricultura de precisão.
Outro componente que deve ser analisado com antecedência, segundo ele, é o arrendamento.
“Além de considerar a produtividade histórica das áreas de terceiros, o produtor precisa calcular se o resultado esperado é suficiente para pagar o arrendamento e remunerar a atividade”, aponta Luche.
“Em anos de frustração de safra, esse compromisso permanece e pode ampliar o endividamento”, completa o gerente, que ainda põe na equação o fluxo de caixa e alternativas ao crédito.
Mas a preparação financeira também precisa estar acompanhada da organização da estrutura operacional, diz ele.
“Nesse momento, a plantadeira merece atenção especial, já que a janela de plantio é curta e falhas na operação podem comprometer o estabelecimento da lavoura”, conta.
O especialista chama atenção para a manutenção preventiva, a regulagem dos mecanismos de distribuição de sementes e fertilizantes, a escolha adequada de discos e anéis e o uso correto de ferramentas de agricultura de precisão.
“Não tem dinheiro para comprar uma máquina nova? Não compra”, dispara.
“Reforma a que já tem, cuida dela, faça uma boa calibração, uma boa seleção de disco e anel e confira os distribuidores de adubo e sementes. O importante é chegar ao plantio com a máquina preparada”, afirma Luche.

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