Assessoria de Imprensa
05/02/2026 10h20 | Atualizada em 05/02/2026 10h54
A indústria de equipamentos de construção inicia o ano de 2026 com um cenário misto na Europa.
Embora os números sejam mais positivos do que em anos anteriores, o setor continua enfrentando um ambiente político e econômico difícil.
No final do ano, a entrada de pedidos aumentou significativamente, subindo 18% em comparação ao mesmo período do ano anterior (janeiro a dezembro).
Em termos de faturamento, no entanto, a indústria registrou ligeiro declínio de 1% (ajustado pelo preço), permanecendo um pouco abaixo do nível de 2024.
Para 2026, os fabricantes esperam um crescimento nominal de 5% nas ven
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A indústria de equipamentos de construção inicia o ano de 2026 com um cenário misto na Europa.
Embora os números sejam mais positivos do que em anos anteriores, o setor continua enfrentando um ambiente político e econômico difícil.
No final do ano, a entrada de pedidos aumentou significativamente, subindo 18% em comparação ao mesmo período do ano anterior (janeiro a dezembro).
Em termos de faturamento, no entanto, a indústria registrou ligeiro declínio de 1% (ajustado pelo preço), permanecendo um pouco abaixo do nível de 2024.
Para 2026, os fabricantes esperam um crescimento nominal de 5% nas vendas.
Contudo, isso representa apenas uma recuperação moderada após a queda de 21% registrada em 2024 (em comparação a 2023) e uma fase de estabilização no ano passado.
Na reunião anual do grupo de especialistas da VDMA Construction Equipment, realizada em 30 de janeiro em Frankfurt, o clima foi predominantemente otimista — ao menos em relação aos pedidos para obras públicas, que estão aumentando graças ao aporte de 500 bilhões de euros em investimentos em infraestrutura no bloco.
Apesar disso, a atual situação política e econômica traz uma incerteza perceptível entre os fabricantes.
Os temas dominantes continuam sendo o excesso de regulamentação na Europa e a concorrência desleal.
A pressão cresce devido às importações "baratas e descontroladas" da China, que aumentam como resultado de uma significativa supercapacidade local.
Além disso, a imprevisibilidade da administração dos EUA e a expansão massiva das tarifas de aço naquele país geram preocupação.
Nesse processo, as exportações europeias de equipamentos de construção para os Estados Unidos caíram quase 30% em 2025.
“A selva regulatória não é mais sustentável para a nossa indústria”, disparou Franz-Josef Paus, presidente da Divisão de Equipamentos de Construção da entidade setorial, fazendo apelos a Bruxelas, centro deliberativo da União Europeia (UE).
O especialista ressaltou que, após o declínio nas exportações para os EUA, a Europa se tornou o mercado mais importante para o bloco, mas o setor enfrenta um cenário de distorções.
Atualmente, cerca de 80% das máquinas vendidas na UE são provenientes de fábricas do mercado interno.
“Enquanto os fabricantes europeus lidam com burocracia excessiva, as importações da China entram livremente e sem controle no mercado”, disse.
Para Joachim Strobel, presidente da VDMA (Associação Alemã de Fabricantes de Máquinas e Instalações Industriais), a situação é marcada por ambiguidades no continente europeu.
“É encorajador que tenhamos superado a desaceleração econômica e que a entrada de pedidos esteja aumentando”, observou.
“No entanto, a verdade é que a situação de fracos resultados deixa pouco espaço para os investimentos necessários”, lamentou.
Nesse aspecto, Strobel reafirma o compromisso da Europa como espaço privilegiado de negócios, mas convoca os políticos “a resolverem os problemas estruturais pendentes”.
06 de fevereiro 2026

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