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Aluguel e reutilização de equipamentos ganham força como estratégia ambiental na construção civil

Modelo reduz consumo de recursos, geração de resíduos e emissões; mercado global de aluguel de equipamentos para a construção civil segue em crescimento, alcançando USD 141,42 bilhões em 2025

Assessoria de Imprensa

30/01/2026 12h06

Em um setor historicamente associado ao alto consumo de recursos naturais e à geração de resíduos, a construção civil vem acelerando a adoção de práticas mais sustentáveis.

Entre elas, o aluguel e a reutilização de equipamentos despontam como estratégias eficazes para reduzir impactos ambientais ao longo do ciclo de vida das obras. Esse modelo contribui para menor extração de matérias-primas, melhor aproveitamento de ativos e redução de emissões associadas à produção de novos equipamentos.

De acordo com análises da Mordor Intelligence, o mercado global de alug

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Em um setor historicamente associado ao alto consumo de recursos naturais e à geração de resíduos, a construção civil vem acelerando a adoção de práticas mais sustentáveis.

Entre elas, o aluguel e a reutilização de equipamentos despontam como estratégias eficazes para reduzir impactos ambientais ao longo do ciclo de vida das obras. Esse modelo contribui para menor extração de matérias-primas, melhor aproveitamento de ativos e redução de emissões associadas à produção de novos equipamentos.

De acordo com análises da Mordor Intelligence, o mercado global de aluguel de equipamentos para a construção civil segue em crescimento, tendo alcançado USD 141,42 bilhões em 2025 e com previsão para expandir a receita para USD 179,21 bilhões até 2030.

Esse crescimento é impulsionado não apenas por ganhos financeiros e operacionais, mas também por fatores ambientais. O modelo de locação permite que os mesmos equipamentos sejam utilizados em múltiplos projetos ao longo do tempo, reduzindo a necessidade de fabricação de novos produtos e, consequentemente, o consumo de energia e a emissão de gases de efeito estufa associados aos processos industriais.

Reutilização e economia circular no canteiro - Do ponto de vista ambiental, a reutilização é um dos pilares da chamada economia circular, conceito cada vez mais presente nas estratégias ESG do setor.

Ao priorizar equipamentos duráveis e reutilizáveis, construtoras conseguem diminuir significativamente o volume de resíduos descartados ao final das obras, além de reduzir o uso de materiais de vida útil curta, como sistemas descartáveis à base de madeira.

Empresas especializadas em locação têm papel central nesse movimento ao oferecer equipamentos projetados para múltiplos ciclos de uso. É o caso da SH, empresa brasileira com 56 anos de atuação no setor, que fornece sistemas de fôrmas, andaimes e escoramentos metálicos para locação. Os equipamentos da companhia utilizam alumínio e aço em sua composição — materiais reconhecidos pela durabilidade, alta taxa de reutilização e potencial de reciclagem ao final da vida útil.

“Quando falamos em sustentabilidade na construção civil, é fundamental olhar para o ciclo completo dos materiais. O aluguel de equipamentos reutilizáveis é uma forma prática de reduzir desperdícios, racionalizar recursos e tornar o canteiro mais eficiente do ponto de vista ambiental. Na SH esse compromisso sustentável nasceu cedo e se tornou um dos nossos pilares”, afirma Luis Claudio Monteiro, COO da SH.

Alumínio como aliado da sustentabilidade - Além de reduzir a demanda por madeira, o uso de sistemas metálicos reutilizáveis contribui para canteiros mais limpos e organizados, com menor geração de resíduos sólidos.

Segundo a Pesquisa Setorial da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon), estima-se que o país gere 106 bilhões de toneladas de resíduos, dos quais apenas cerca de 20% a 25% desse volume é efetivamente reciclado. Nesse sentido, o uso de produtos de alumínio e aço, também está alinhado às exigências ambientais cada vez mais presentes em obras públicas e privadas, especialmente em projetos de médio e grande porte.

“Os números da Abrecon revelam um paradoxo da construção civil no Brasil: enquanto o país avança em inovação e produtividade, ainda recicla apenas cerca de um quarto das toneladas de resíduos gerados anualmente pelo setor. Optar por sistemas metálicos reutilizáveis não é apenas uma decisão técnica ou econômica, mas uma escolha ambiental ”, destaca Monteiro.

O alumínio é 100% reciclável, sem perda de propriedades mecânicas. Além disso, de acordo com a International Aluminium Institute, cerca de 75% de todo o alumínio já produzido no mundo ainda está em uso hoje. Ainda de acordo com o Institute, reciclar alumínio consome cerca de 5% da energia necessária para produzir o metal primário, isso representa uma redução de até 95% nas emissões de CO₂ no processo produtivo. Dados como esses, aumentam ainda mais a relevância no uso de produtos criados a partir dessa matéria-prima.

Impacto ambiental e eficiência caminham juntos - Relatórios de mercado indicam que o avanço da locação de equipamentos está diretamente ligado à busca por eficiência operacional com menor impacto ambiental.

Ao compartilhar ativos entre diferentes obras, o setor reduz a necessidade de produção em larga escala, diminui estoques ociosos e otimiza o uso de recursos ao longo do tempo.

“O modelo de locação com equipamentos reutilizáveis reforça uma mudança estrutural na construção civil, que passa a enxergar a sustentabilidade como parte integrante de um sistema mais eficiente e responsável”, finaliza Monteiro.

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