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Revista M&T - Ed.180 - Junho 2014
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M&T Peças e Serviços 2014

Fator de competitividade

Empresas destacam soluções e recursos que facilitam a vida do gestor de frotas, aumentando a produtividade e a durabilidade dos equipamentos no local de trabalho

Não são poucas as exigências de operação dos equipamentos nos canteiros de obras. Assim como não está nada fácil concorrer comercialmente em um mercado em que, a cada dia, surgem novos players e produtos, invariavelmente com opções diferenciadas para atender às necessidades crescentes do usuário na construção e mineração. Nesse cenário, alguns dos mais importantes fornecedores de equipamentos, peças e serviços com atuação no país exibiram seus portfólios de produtos durante a MTPS, evidenciando para o público a aposta crescente no atendimento como fator de competitividade. Nas próximas páginas, confira mais destaques da feira.

PEÇAS E SERVIÇOS

Entre os lançamentos apresentados pela GHT, destacam-se as linhas de lubrificação automática, supressão de incêndio, iluminação, abastecimento rápido e câmara de monitoramento, além de ferramentas hidráulicas e manuais. Como explica o gerente comercial Renato Milicchio, a distribuidora tem mais de 50 mil itens em estoque para a pronta entrega, distribuídos em unidades em SP, ES, MG, PR, SC e PA.


Não são poucas as exigências de operação dos equipamentos nos canteiros de obras. Assim como não está nada fácil concorrer comercialmente em um mercado em que, a cada dia, surgem novos players e produtos, invariavelmente com opções diferenciadas para atender às necessidades crescentes do usuário na construção e mineração. Nesse cenário, alguns dos mais importantes fornecedores de equipamentos, peças e serviços com atuação no país exibiram seus portfólios de produtos durante a MTPS, evidenciando para o público a aposta crescente no atendimento como fator de competitividade. Nas próximas páginas, confira mais destaques da feira.

PEÇAS E SERVIÇOS

Entre os lançamentos apresentados pela GHT, destacam-se as linhas de lubrificação automática, supressão de incêndio, iluminação, abastecimento rápido e câmara de monitoramento, além de ferramentas hidráulicas e manuais. Como explica o gerente comercial Renato Milicchio, a distribuidora tem mais de 50 mil itens em estoque para a pronta entrega, distribuídos em unidades em SP, ES, MG, PR, SC e PA. “Nosso plano agora é conquistar o mercado na parte de construção pesada”, projeta.

Player do ramo de hidráulica móbil, a NovakGouveia mostrou a bomba de tipo A10V produzida no Brasil. Além desse produto, a empresa destacou as linhas de componentes hidráulicos das marcas Bosch Rexroth e Danfoss. “Também exibimos soluções hidráulicas para a linha de escavadeiras, que é o foco especial em nossa oficina de reparação”, acresce o diretor Sandro Ricardo Gouveia.

A Voss levou sua linha de conexões de tubos, que inclui produtos em nylon, sistemas de engate rápido, válvulas, multiconectores, mangueiras, fixadores, adaptadores, tubos espirais para conexão e outros. Segundo o gerente de vendas Anderson Pelosini, trata-se de uma linha ampla e com diversos part numbers. “Por meio desta linha completa nós estamos tentando aumentar os negócios e ingressar de vez no Brasil”, afirma.

Focado em serviços, o estande da Sany contou com uma novidade exclusiva para o suporte pós-vendas: contêineres de apoio customizados para atender aos clientes em regiões de difícil acesso. “Além de funcionar como estoque de peças de giro rápido e escritório para emissão das notas, o contêiner também serve como base de operações para os técnicos de manutenção”, sublinha o gerente de marketing Julio Malhadas Neto.

No segmento de combustíveis, a Ipiranga apresentou o lubrificante SP Ultratech FDE, projetado para engrenagens de rodas motorizadas de caminhões e equipamentos OTR. Além de ser antidesgastante, o produto possui propriedades termo-oxidativas e oferece maior desempenho de demulsibilidade. “Esta solução tem menor custo operacional se comparado aos óleos minerais, pois estende o intervalo de troca”, comenta Gabriel Barbosa Gomes, do setor de performance de lubrificantes da distribuidora.

Fornecedora de sistemas e tecnologias de fluidos, a Hansa-Flex enfocou no evento uma ampla gama de soluções para a área hidráulica, incluindo a linha de mangueiras hidráulicas, cujo diferencial está no sistema X-Code. “Essa tecnologia diminui o tempo de espera e parada do equipamento, além de colaborar para a redução de custos”, realça Christian Herrmann, gerente comercial da empresa.

Já a Sage Oil Vac Brasil mostrou sua tecnologia móvel de troca de óleo, que possibilita realizar a manutenção preventiva de lubrificação em máquinas e tratores utilizados na construção pesada, sem respingos ou riscos ao meio ambiente. De acordo com o diretor comercial Carlos Tambellini, a empresa trouxe esta tecnologia ao país para suprir uma necessidade de mercado. “Se comparado aos tradicionais, o método Oil Vac é considerado 66% mais rápido”, diz.

SISTEMAS

Especializada em soluções de gestão corporativa, a DN4 Tecnologia exibiu seus softwares de gestão ERP Locação.NET e DN4 Powered by SAP, especialmente destinados às locadoras e concessionárias. Segundo o diretor Claudio Rogério Duarte, as soluções são específicas para organização do fluxo de informações e centralização de dados de diversos departamentos ou unidades de negócios. “Esses sistemas aperfeiçoam o controle do estoque e, consequentemente, geram significativa redução de custos com manutenção”, enfatiza.

A Leica Geosystems destacou os sistemas iCP31 Excavate e iCP42 Grade, ambos com objetivo de auxiliar o operador em trabalhos de movimentação de terra. De acordo com o técnico Renato Tavares, a tecnologia consiste em sensores e GPS instalados no equipamento, que monitoram a movimentação e a posição da caçamba. “Essa solução facilita a operação, aumenta a segurança e traz maior produtividade, aumentando a precisão e velocidade do trabalho”, afirma.

Provedor brasileiro de softwares de gestão, plataforma e consultoria, a Totvs apresentou seu portfólio de produtos e serviços. A solução “Gestão de Serviços” possui um módulo específico para locação de equipamentos, permitindo controlar todo o processo, desde cadastro e movimentação de máquinas e peças, até o serviço de suporte e paradas de manutenção. “Percebemos que oferecer um maior nível de controle da operação pode ser um diferencial”, explica Marcelo Souccar, diretor dos segmentos de serviços e jurídico da empresa.

Além de um sistema de controle de pneus, a Solinftec anunciou sua nova família de computadores de bordo para atender ao segmento de maquinários de construção e mineração. Denominados MAG300 e MAG100R+celular, os produtos determinam automaticamente as operações, tais como deslocamentos, manobras, paradas e tempo efetivo por operação. “Os novos computadores também conseguem se comunicar entre si e determinam as operações que precisam ser realizadas pelas máquinas”, explica o gerente comercial George Calderin.

A Palfinger, por sua vez, expôs o sistema de monitoramento e o controle remoto Paltronic 50, dotado de visor com os principais indicadores de operação do guindaste, como capacidade de elevação e sensor de sobrecarga. A empresa também destacou seu estoque de peças para pronta entrega e estrutura de atendimento. “Além da matriz no RS e da filial em Cotia, temos 25 representantes nacionais para atender às linhas de guindastes articulados, florestais e sucateiros”, descreve Leandro Schünke, gerente de pós-vendas.

IMPLEMENTOS

Nesse segmento, a Paladin detalhou as operações da recém-inaugurada fábrica em Guaranésia (MG). Primeira fora dos EUA, a unidade produzirá valetadeiras, braços de retroescavadeiras, fresadoras de asfalto, garfos pallet, perfuratrizes e vassouras para diversas aplicações. De acordo com o planejamento estratégico da empresa, o objetivo é crescer 200% em cinco anos. “O Brasil é um mercado de grandes oportunidades na área de infraestrutura”, reforça o vice-presidente Michael P. Flannery.

Fabricante de soluções contra desgaste, a Esco lançou uma linha de caçambas para montadoras OEM. Além disso, a empresa detalhou a estratégia de parcerias com o intuito de aumentar a qualidade dos produtos. “Após fecharmos uma parceria com a Link-Belt, já estamos em conversação com outras montadoras para fornecimento de caçambas para as linhas de montagem”, ressalta a gerente Ana Paula Machado.

Uma caçamba especial com capacidade de carga de 50 t e equipada com protetores extras foi o principal destaque da Everton. Fabricado com chapa de aço de alta resistência Hardox, o implemento é indicado para uso em pedreiras e mineração. “Essa caçamba é produzida com reforço de material de proteção no fundo, nas laterais e entre dentes, o que melhora o desempenho e também sua vida útil”, explica Samuel Rosa, da área de vendas da fabricante.

A nova linha de rompedores hidráulicos de grande porte FXJ foi a maior novidade exibida pela Multikawa. Apresentada oficialmente na MTPS, a tecnologia foi projetada para integrar todos os componentes, como cabeçote e cilindro, em uma peça única. “Dessa forma, excluímos a necessidade dos tirantes, além de aumentarmos a proteção entre a camisa e o pistão”, descreve o gerente comercial Roberto Fonseca.

Focada no desenvolvimento de acessórios para corte de rocha, a Erkat busca ganhar espaço com equipamentos como fresadoras, que podem ser utilizadas para abertura de valas, túneis, pedreiras, perfurações subaquáticas, escavação, demolição e remodelação. “Esse implemento oferece versatilidade, pois pode ser montado tanto em escavadeira como em pá carregadeira”, pontua Adriana Franco, líder de desenvolvimento de negócios.

A HLT exibiu na MTPS um martelo vibratório produzido pela empresa PTC. Projetado para trabalhar acoplado a escavadeiras, o produto permite que o próprio operador tenha controle completo da operação. “O objetivo principal deste equipamento é que ele faça tanto a cravação quanto a extração de estacas pranchas em obras civis, de saneamento e residenciais”, afirma o gerente de negócios Ricardo Curi.

Atuando com ferramentas para a perfuração de poços artesianos, fundação e mineração, a DTH trouxe ao evento toda a linha de martelos e bits convencionais e turbinados. Além dos produtos, a empresa aproveitou o evento para mostrar detalhes de seu sistema de pós-venda. “Com o crescimento da empresa nos dois últimos anos, estamos treinando pessoal para oferecer um atendimento de pós-venda ideal às necessidades dos nossos clientes”, projeta o diretor Ricardo Magnusson.

EQUIPAMENTOS

A Haulotte é mais um player que ampliou sua rede de assistência técnica em campo como estratégia de negócio. Segundo Thiago Soares, desenvolvedor de redes de assistência técnica, a empresa criou um atendimento especializado em locadoras, bem como uma metodologia para que nenhuma máquina da marca fique parada por falta de peças. “Estamos trabalhando para ampliar a rede de assistência técnica, que já conta com 20 pontos, devendo chegar a 40 até o ano que vem”, informa.

Além de grupos geradores da série YBG, a Yanmar deu destaque à VI080, a primeira miniescavadeira com motor Tier III da marca trazida ao mercado brasileiro. Mais silencioso, o equipamento reduz em 50% a emissão de poluentes em relação à versão anterior. “A largura do equipamento varia de 680 mm a 840 mm, o que a configura como uma das menores do mercado e, por isso, a torna indicada para operações confinadas”, acrescenta o gerente comercial Jaime Jun Tamaki.

De uma extensa gama de produtos, a Copex expôs na feira a sua autoconcreteira DB 460CBV, que já atua em diversas obras pelo país. Além de gerenciador de produção, o equipamento conta com o sistema CBV Fiori, capaz de controlar a dosagem, operação e produção. “O sistema guia o operador na preparação do traço, imprime e armazena relatórios, entre outros recursos disponíveis”, explica Ligiane Pavoski, da área comercial da empresa.

A LiuGong apresentou ao público sua terceira geração de escavadeiras. A linha E inclui seis modelos entre 20 e 50 t e chega ao mercado para competir de igual com as principais marcas do mercado. “O objetivo dessa série foi unir qualidade, facilidade de controle e produtividade, superando a concorrência e se posicionando muito próxima às fabricantes mais tradicionais do mercado”, frisa o vice-presidente na América Latina Bruno Marsanti.

Marca do grupo Fayat para equipamentos de construção de rodovias, a Bomag Marini anunciou na MTPS o início da fabricação local do rolo compactador de solos de 12 t. O equipamento de rolo liso e kit pé-de-carneiro possui mais de 60% de componentes nacionalizados, o que permite sua venda via Finame. “Neste ano, devemos produzir 300 unidades e nacionalizar outros modelos, inclusive os rolos para compactação de asfalto”, anuncia Franco Zanoletti, diretor da empresa na América Latina.

Além de celebrar seu 1º ano no mercado brasileiro, a Kubota destacou a tecnologia de suas miniescavadeiras, das quais já comercializou 40 mil unidades em todo o mundo ao longo de quatro décadas. “No Brasil, já atingimos uma marca de 80 unidades, o que representa quase 8% do mercado nacional”, comemora a gerente de marketing Renata Canoletti.

A Chery anunciou a introdução da escavadeira hidráulica de 22 t modelo DE220 LC, que integra o primeiro lote de máquinas da marca a aportar no país. “Além desse modelo, futuramente o portfólio deve incluir escavadeiras de outros portes, pás carregadeiras, tratores de esteira e máquinas agrícolas”, complementa Roberto Katsuda, presidente da World Tractor, responsável pela distribuição nacional e suporte pós-vendas da marca.

Ao exibir sua linha de produtos na MTPS, a XCMG também detalhou os investimentos realizados na fábrica de Pouso Alegre (MG). A nova unidade (confira reportagem na edição de julho de M&T) produzirá toda a linha de terraplenagem, como escavadeiras de médio porte, além da linha de guindastes. “Nossa meta é chegar a R$ 500 milhões anuais de faturamento já a partir de 2017”, projeta o vice-presidente Yansong Wang.

TRANSPORTE

Concessionária autorizada da Mercedes-Benz, a Rodobens utilizou o espaço da feira para apresentar a sinergia entre as diversas partes da montadora. A principal novidade, como aponta o executivo de produtos Reginaldo Ruiz, é o fato de a empresa agora oferecer leasing operacional e locação de caminhões. “Com isso, o cliente tem a opção de comprar ou retornar o veículo, preocupando-se somente com o foco do negócio dele, deixando que a gente cuide da questão de frotas”, explica.

A principal meta da Scania na MTPS foi mostrar o atendimento oferecido pelo seu segmento off-road no local de trabalho dos equipamentos. De acordo com Humberto Tadeu Marin, do setor de operações comerciais, o programa Serviços Dedicados inclui uma multiplicidade de peças originais, manutenção flexível, óleo sintético e treinamento de motoristas. “Na parte de tecnologia, trouxemos um sistema de análise de dados operacionais, que monitora a vida do caminhão”, diz.

Em seu estande, a Goodyear mostrou na feira sua nova linha de pneus radiais, que abarca 54 modelos para equipamentos como carregadeiras de portes pequeno, médio e grande até caminhões articulados, guindastes sobre caminhões, motoniveladoras e rolos compactadores estáticos. “Essa linha é fruto de anos de desenvolvimento mundial da marca, inclusive na fábrica de Americana, onde foram aplicados 240 milhões de dólares com esse fim”, afirma o gerente de marketing Fabio Garcia.

PLANTAS E CENTRAIS

Aportada recentemente, a Trio Engineered Products enfatizou sua expertise em plantas de britagem. Além de britadores de mandíbula e cônicos, a empresa divulgou sua linha de peneiras, alimentadores e plantas fixas. “Também expusemos a divisão de serviços, que oferece recuperação de peças, fabricação de placas de desgastes e componentes como grelhas, tambores e trilhos”, afirma Silvana Peixoto, da área comercial da Tecnometal, que representa a marca com exclusividade no país.

Especializada no fornecimento de equipamentos e máquinas para processamento de concreto, a Convicta anunciou a disponibilização de locação de centrais de concreto. “As principais vantagens da central de concreto móvel é viabilizar o custo de instalação e desmontagem da usina, reduzir o tempo de operação e evitar a construção de fundação para sua montagem, além de não necessitar de licença ambiental para funcionar”, explica o gerente comercial Jorge Werneck.

Salão da Tecnologia destaca inovação

Nesta edição, a MTPS contou com um inédito Salão da Tecnologia, que em dois espaços diferentes reuniu tecnologias inovadoras que trazem vantagens competitivas aos usuários. No espaço da CR Almeida, a Pesa apresentou um sistema de telemetria, enquanto a Sitech mostrou sistemas de controle de posicionamento para equipamentos de terraplanagem e pavimentação e a RPM trouxe um sistema para troca de óleo de motor a diesel. Parceira do Grupo Galvão, a Mitsubishi Electric expôs duas soluções de automação e telemetria que trazem benefícios às operações. “Com a incorporação dessas duas tecnologias de ponta, obtivemos ganhos expressivos de sustentabilidade e produtividade”, afirma Silvimar Fernandes Reis, diretor de equipamentos e suprimentos da construtora.

A Odebrecht Infraestrutura reuniu 12 parceiros, desenvolvedores de tecnologias voltadas para segurança, redução de custos e consumo de energia. No espaço, a Scania mostrou o sistema de monitoramento remoto Iris e a Kratos Cas exibiu um sistema de controle de carga para gruas, enquanto a Alcolock levou seus etilômetros e a MK, seu sistema embarcado de pesagem para caminhão basculante. A construtora também reuniu recursos como os sistemas da Carsif para controle de acesso, monitoramento da Palfinger para caminhão guindauto, monitoramento remoto de pressão e aquecimento de pneus da Auto Sender, terminais de informações em totens eletrônicos da Apek e o software para controle de abastecimento da aFHF, além de destacar o Biodiesel B20, desenvolvido em conjunto pela MAN e Ipiranga.

Já a Escad Rental montou uma “ilha” para apresentar tecnologias e soluções específicas para o setor de locação. No estande, a empresa reuniu as locadoras e parceiras AGF, Brasif, Erkat, Shark e VGM, que enfatizaram um novo conceito de fazer negócios, embasado em flexibilidade e soluções customizadas de acordo com as necessidades de cada cliente. “É importante para o cliente saber que pode optar por locar uma máquina por apenas um dia ou mesmo locar pacotes com suporte diferenciado”, comenta Alisson Daniel, diretor da Escad.

O Salão contou ainda com a participação da Argos, que apresentou um kit completo para adequação dos equipamentos às novas normas da NR-12/2013, Beka, que apresentou linhas de lubrificadores automáticos para máquinas de todos os tamanhos e tipos, Oilcheck, com soluções para proteção de óleos diesel e hidráulico em equipamentos pesados, Real Bombas, especializada na reforma de bombas de água para diversos segmentos, além de Marpress, Komatsu, Braslog e Sotreq.

Congresso traça panorâmica do setor

Realizado paralelamente à feira nos dias 4 e 5 de junho, o 2ª Congresso de Tecnologia e Gestão de Equipamentos para Construção e Mineração reuniu especialistas de diversas áreas para contribuir com o fomento de informações e conhecimento técnico no setor. Confira destaques do evento.

Equipamentos – Alguns dos principais players do setor apresentaram detalhes de seus equipamentos híbridos, assim como softwares para gestão e conceitos inovadores para o setor. Segundo Carlos Joaquim Stocco Portes, gerente de engenharia de produtos da Caterpillar, a principal característica das máquinas híbridas é a presença de tecnologias inovadoras no uso de energia, que não estão presentes nos projetos tradicionais. “Esses equipamentos combinam conceitos elétricos e hidráulicos, tirando melhor proveito de ambas as tecnologias”, acentua.

Nesse sentido, a Komatsu apresentou a escavadeira hidráulica HB205-1 com sistema híbrido para conversão de energia. Conforme explicou Paulo Jauhar, gerente de vendas da fabricante, a máquina recupera a energia de frenagem, convertendo-a em energia elétrica para carregamento dos capacitores. “É por isso que dizemos que esses equipamentos híbridos trabalham com o conceito de regeneração”, diz. Já a Liebherr apresentou o Sistema Pactronic, um conceito híbrido no qual a energia dos guinchos é armazenada em dois acumuladores hidráulicos e o acionamento dos guinchos é feito por meio do sistema hidrostático. “Este sistema integrado resulta em baixo consumo de combustível e controle mais preciso e suave de movimentos”, afirma o engenheiro de vendas Sergio Kioshi Sassaki.

Transporte – Diretor da Rigging Brasil, o engenheiro Gustavo Cassiolato apontou problemas que o transporte de cargas extrapesadas enfrenta no país, como a insuficiência de veículos específicos, treinamentos e reciclagem, além de indisponibilidade de acessórios adequados. Nesse sentido, o engenheiro citou o projeto de criação da Abemac (Associação Brasileira de Engenharia de Movimentação e Amarração de Cargas), que pretende regulamentar o segmento. “Costuma-se comparar preço e não qualidade, o que põe em risco o nome da empresa e os usuários”, atesta.

Ampliando o enfoque, o diretor da Confederação Nacional de Transporte (CNT), Geraldo Viana, afirmou que os grandes problemas enfrentados pelas rodovias brasileiras são o “excesso de peso nos caminhões e o monitoramento ineficaz da lei da balança”. Já para Fernando Pedraça Junior, especialista em técnicas de pesagem, é importante uma “fiscalização mais eficaz e adequada nas rodovias”.

Outro destaque do Congresso foi a palestra do presidente da Abifer, Vicente Abate, que abordou o aumento da capacidade de carga por eixo na indústria ferroviária, que atualmente já chega a 37 toneladas. Além disso, as locomotivas que saem hoje da linha produção consomem até 25% menos combustível, assim como os novos vagões de passageiros conseguem reduzir em até 30% o consumo de energia. “Essa é mais uma prova da capacidade de inovação de toda a cadeia produtiva envolvida com a indústria ferroviária brasileira”, afirma.

Manutenção – Na área de manutenção, o diretor da Abraman Milton Zen salientou que as normas são de grande relevância para o gestor, destacando benefícios como diminuição de riscos, transparência, rastreabilidade de investimentos, redução de imprevistos e, sobretudo, responsabilidade dos envolvidos. “Nenhum executivo responsável perde ao obedecer às normas e agir corretamente”, ratifica. Diretor da Assiste, Ângelo Bianchi falou sobre custos de manutenção, enfatizando que uma boa gestão pode representar economia significativa para a empresa. “É possível obter ganhos relevantes apenas considerando as despesas com combustíveis, lubrificante, reparos e pneu”, pontua.

O consultor Ângelo Domingos Banchi contrapôs que a economia só é possível com uma competente medição dos índices e determinação das metas, além de planejamento de suas atividades e uso racional das oficinas. “Algumas empresas conseguem um nível de sofisticação tão grande na manutenção que incluem até mapeamento das paradas dos equipamentos”, exemplifica.

Certificação – Antonio Luis Aulicino, diretor de relações institucionais da Abendi, reforçou a importância da certificação. Segundo ele, a certificação aumenta a empregabilidade e garante a diferenciação profissional. “Já para as empresas, assegura o cumprimento das normas de segurança, reduz o número de acidentes, diminui perdas de equipamentos e cargas e eleva a produtividade”, diz.

Já Edivaldo Freitas, da área de treinamentos da Odebrecht, acentuou a necessidade de foco em capacitação técnica, com programas de formação, disseminação de informações e formalização da mão de obra. “É preciso obter programas de capacitação de operadores que sejam efetivos em ambientes dinâmicos”, finaliza.

Setor – Segundo sondagem divulgada na MTPS, atraso em obras e falta de mão de obra especializada são os principais problemas relatados por um grupo de 35 empresas do setor. “O atraso na liberação de verba também é um problema que vem se agravando nos últimos anos”, observa Brian Nicholson, consultor responsável pela sondagem e que prevê uma retração de 7% na Linha Amarela para este ano.

Especialistas avaliam setor de locação

Um dos destaques do ciclo de palestras da MTPS, o 2o Congresso Nacional de Valorização do Rental contou com o apoio de oito entidades e incluiu abordagens diferenciadas da área. Para Eurimilson Daniel, diretor da Escad, o Congresso cumpre o compromisso de aproximar as entidades do setor. “A valorização de nosso segmento passou a ser uma necessidade real, por isso o alinhamento entre todos os representantes é de suma importância”, destacou. Reforçando esta abordagem, Marco Aurélio de Cerqueira, presidente do Sindileq/MG, apontou a crescente importância angariada pelo setor. “Além de ser vista como uma vantagem, a locação representa uma evolução da comercialização”, disse.

Citando tendências, o diretor da Alusa, Mário Humberto Marques, pontuou que a partir de 2016 deve ocorrer um desaparecimento de oportunistas, gerando um mercado mais competitivo. “Trata-se de um nicho no qual será preciso realizar desinvestimentos fora do core business, oferecer preços mais competitivos em relação ao custo próprio e demonstrar diferenciais, provando ao cliente que vale a pena locar, mesmo com custo unitário maior”, apregoa.

Diretor da Solaris Brasil, Paulo Esteves enfatizou a visão associativa ao descrever o diferencial que a extrema profissionalização representa para os locadores nos países desenvolvidos. “Lá fora, há uma ênfase no rigor analítico, de modo a criar fundamentos palpáveis para nortear a empresa”, observou. “E esse volume de dados permite um aprofundamento estratégico na hora de fazer o budget, projetar receitas, vislumbrar oportunidades, adotar modelos e avaliar tendências.”

Nessa mesma linha, Luiz Fernando Macedo, advogado da Apelmat/Selemat, ressaltou a necessidade de o locador reunir todas as informações possíveis antes do fechamento do contrato. “A fase pré-contratual é de extrema importância, quando se deve fazer uma análise minuciosa de tudo”, reiterou.

Já para Fernando Augusto L. de Moraes, presidente da ALEC, o setor precisa considerar variáveis que impactam diretamente a atividade, como o custo logístico na locação de equipamentos de pequeno porte, que gira em torno de 8% a 14% do faturamento. “Precisamos deixar de ter vergonha de cobrar o frete, uma vez que tem um impacto altíssimo no faturamento e esse montante poderia ser utilizado na renovação da frota”, enfatizou.

Simuladores consolidam-se no setor

Uma clara tendência verificada na MTPS é o aumento na oferta de simuladores. Presentes em diversos estandes, os simuladores facilitam a formação de operadores e reduzem custos com treinamentos realizados nos canteiros de obras. Durante a feira, foram expostos vários tipos desses equipamentos, tanto para caminhões basculantes como escavadeiras, carregadeiras e guindastes.

Um dos destaques foi o simulador de caminhão Oryx 500. Fruto de uma parceria entre a empresa sueca Oryx e a Odebrecht, o equipamento – que será utilizado no ProSub é equipado com câmbio automático e manual, sendo capaz de reproduzir todas as etapas do ciclo de carregamento e descarregamento.

No caso das carregadeiras, o produto exposto era composto por uma plataforma que reproduz a cabine de um equipamento real. Dotado de 24 cenários em diferentes aplicações, como pedreiras e terraplanagem, o simulador oferece maior eficiência nos treinamentos, reduzindo a necessidade de mobilização de um equipamento na área produtiva.

Fabricante comemora 10 anos no Brasil

Em seu estande na MTPS, a XCMG destacou modelos de equipamentos que já são montados na recém-inaugurada fábrica de Pouso Alegre. Segundo a fabricante, todas as máquinas produzidas na nova unidade já sairão da linha de montagem com algum índice de nacionalização. Com a unidade fabril, que produzirá guindastes e toda a linha de terraplenagem, a XCMG celebra 10 anos de atuação no país e reforça a aposta no mercado nacional, onde conta com quatro distribuidores e apoio de representantes exclusivos.

 

 

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