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16 de julho de 2018
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Compactos & Ferramentas

Vedação total de conexões

Utilizadas massivamente em tubulações de água, óleo e gás, as rosqueadeiras elétricas mecanizam a fabricação de roscas para tubos de conexão em grandes instalações

Peças centrais na instalação de sistemas de irrigação e de combate a incêndio como os sprinklers, as rosqueadeiras facilitam a confecção de roscas utilizadas nas conexões. Versátil, a solução também executa essa tarefa na montagem de sistemas hidráulicos e elétricos, de ar comprimido, gás, vapor, óleo e muitos outros.

De modo resumido, as rosqueadeiras têm como principal função fixar o tubo e fazê-lo girar, para que então se confeccionem as roscas apropriadas a cada tubulação, ou seja, um molde exato para fixar um tubo ao outro, sem espaços. Ocorre que, na instalação de um sistema hidráulico, as tubulações precisam ser cortadas em diversos tamanhos, criando a necessidade de produzir roscas incessantemente.

E são as rosqueadeiras que automatizam esse processo. “As roscas podem se feitas em variados tubos e conduítes, assim como em vergalhões, que são necessários em vários projetos”, diz Marcos Carolino, diretor executivo da Merax Máquinas e Equipamentos.

A abertura das roscas em tubos também pode ser realizada com equipamentos manuais, mas isso não é o mais indicado. “Essa alternativa não oferece a produtividade que a fabricação em série de tubos requer em grandes instalações”, pondera Elizabeth Morais, diretora de marketing da Ridgid para a América Latina.

Nesse sentido, como frisa Carolino, em uma comparação às tarraxas manuais, as rosqueadeiras são importantes não apenas por permitirem um ganho de tempo significativo, mas também por padronizarem o processo de confecção das roscas. “Na confecção manual, os tubos de diâmetros maiores exigem uma enorme força física do operador, impedindo manter a qualidade das roscas produzidas”, comenta.

CARACTERÍSTICAS

Estruturalmente, as rosqueadeiras são fabricadas em aço, com carcaça em alumínio fundido de alta resistência, o que proporciona maior durabilidade e leveza à solução.  Dentre os principais acessórios da solução estão desde cortadores de tubos e escariadores de tubos, que são utilizados para retirar rebarbas dos tubos cortados, até cossinetes, uma ferramenta fabricada em aço rápido ou de liga temperado e retificado, que tem


Peças centrais na instalação de sistemas de irrigação e de combate a incêndio como os sprinklers, as rosqueadeiras facilitam a confecção de roscas utilizadas nas conexões. Versátil, a solução também executa essa tarefa na montagem de sistemas hidráulicos e elétricos, de ar comprimido, gás, vapor, óleo e muitos outros.

De modo resumido, as rosqueadeiras têm como principal função fixar o tubo e fazê-lo girar, para que então se confeccionem as roscas apropriadas a cada tubulação, ou seja, um molde exato para fixar um tubo ao outro, sem espaços. Ocorre que, na instalação de um sistema hidráulico, as tubulações precisam ser cortadas em diversos tamanhos, criando a necessidade de produzir roscas incessantemente.

E são as rosqueadeiras que automatizam esse processo. “As roscas podem se feitas em variados tubos e conduítes, assim como em vergalhões, que são necessários em vários projetos”, diz Marcos Carolino, diretor executivo da Merax Máquinas e Equipamentos.

Por meio de cossinetes, a solução elétrica gira o tubo e produz a rosca por laminação

A abertura das roscas em tubos também pode ser realizada com equipamentos manuais, mas isso não é o mais indicado. “Essa alternativa não oferece a produtividade que a fabricação em série de tubos requer em grandes instalações”, pondera Elizabeth Morais, diretora de marketing da Ridgid para a América Latina.

Nesse sentido, como frisa Carolino, em uma comparação às tarraxas manuais, as rosqueadeiras são importantes não apenas por permitirem um ganho de tempo significativo, mas também por padronizarem o processo de confecção das roscas. “Na confecção manual, os tubos de diâmetros maiores exigem uma enorme força física do operador, impedindo manter a qualidade das roscas produzidas”, comenta.

CARACTERÍSTICAS

Estruturalmente, as rosqueadeiras são fabricadas em aço, com carcaça em alumínio fundido de alta resistência, o que proporciona maior durabilidade e leveza à solução.  Dentre os principais acessórios da solução estão desde cortadores de tubos e escariadores de tubos, que são utilizados para retirar rebarbas dos tubos cortados, até cossinetes, uma ferramenta fabricada em aço rápido ou de liga temperado e retificado, que tem a função de produzir roscas externas em eixos, parafusos e tubos, permitindo-lhes conexão com porcas, furos roscados e luvas roscadas.

Responsáveis diretos pela criação das roscas, os cossinetes normalmente trabalham com dois padrões de roscas para tubos com vedação através de conexões, selecionados de acordo com as normas. Os sistemas de calibração de pressão em tubulações são regidos por normas como a NPT (National Pipe Thread), nos EUA e Canadá, com encaixe cônico direto, utilizado na indústria de óleo e gás, a BSPT (British Standard Pipe Thread), na China e Japão, que exige o uso de adaptadores, e a BSPP (British Standard Parallel Pipe) – mais adotada em regiões como Reino Unido, Europa, Ásia, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul, com um anel de vedação, mais direcionadas a tubulações de água.

O modelo de bancada Merax R4 Z1T-R4 tem capacidade para tubos de 1/2 a 4 polegadas

CONDIÇÕES DE USO

De acordo com Elizabeth Morais, a rosqueadeira funciona com motor elétrico, que promove o giro do tubo, realizando a rosca por laminação por meio dos cossinetes. Nesse processo, elas contam com alguns recursos interessantes. “Além de um sistema de preparação para os tubos, com corte e rebarbamento, a máquina oferece lubrificação automática”, diz ela. “O óleo de corte para rosqueadeiras elétricas garante um trabalho contínuo com lubrificação e refrigeração, reduzindo o desgaste das ferramentas.”

Mas, destaca a especialista, o óleo de corte utilizado deve ser próprio para roscas, pois a viscosidade é central para garantir a alta qualidade de uma boa peça. “A lubrificação também permite obter um aumento na vida útil do cossinete, que não é comprometido”, reitera a executiva.

Em condições normais de uso, as rosqueadeiras, como lembra Carolino, da Merax, de fato possuem um baixo índice de manutenção, bastando uma aplicação adequada, uso de voltagem correta, manutenção de boas condições gerais do ferramental. A principal preocupação se refere à limpeza, lubrificação do equipamento e troca da ferramenta de corte (cossinetes e cortador de tubo), devido ao desgaste e perda de afiação. “Para isso, é muito importante que o operador esteja atento ao funcionamento da bomba de lubrificação e à qualidade do corte dos cossinetes, evitando forçar o equipamento no momento do uso”, diz ele.

Em relação ao cuidado na operação, Carolino classifica como imprescindível o operador utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), garantindo sua própria segurança durante o trabalho executado.

A rosqueadeira compacta Ridgid 300 confecciona roscas para tubos e vergalhões

PRATELEIRA

Em termos de oferta, o mercado brasileiro conta com várias opções para suprir suas necessidades. A Merax, por exemplo, dispões de um amplo leque de rosqueadeiras, sendo quatro modelos de bancada: Z1T-R2 (que corta, escareia e rosqueia tubos de ½ a 2 polegadas em roscas BSP e NPT), Z1T-R4 (com capacidade de 1/2 a 4 polegadas), Z1T-R6 (com capacidade de 2 ½ a 6 polegadas) e Z1T-R2A (com capacidade de 1/2 a 2 polegadas para a confecção de roscas em tubos e em vergalhões de 8 a 33 mm). “Todos esses modelos contam com desarme automático de fim de rosca, além de lubrificação automática e mandril com garras autoblocantes”, informa Carolino.

A fabricante também disponibiliza rosqueadeiras portáteis de 1/2 a 1 ¼ polegadas e de 1/2 a 2 polegadas, que são os MX-01C e MX-02D, respectivamente. “Para todos os modelos, fornecemos roscas nas versões NPT e BSP, além de cossinetes avulsos para ambos os tipos de roscas, em aço carbono e HSS, que é um aço rápido para reposição, de acordo com a necessidade do cliente”, acresce.

A Ridgid, por sua vez, conta com a rosqueadeira compacta modelo 300, que confecciona roscas para tubos de 1/8 a 2 polegadas (expansível até 6 polegadas, com acessórios) e vergalhões de 1/4 a 2 polegadas (6mm – 50mm). A empresa também produz a rosqueadeira 1224, projetada para roscagem em tubos e vergalhões, com capacidade para fazer roscas de até 4 polegadas. “Disponível em 220V/380V, o equipamento conta com motor trifásico 1,5 hp, proporcionando torque adequado para trabalhos pesados”, diz Elizabeth Morais.

Portfólio da Ferrari Ferramentas inclui rosqueadeiras elétricas industriais bivolt como este modelo RE-4

"AS ROSQUEADEIRAS ELÉTRICAS TÊM A FUNÇÃO DE PRODUZIR ROSCAS EXTERNAS EM EIXOS, PARAFUSOS E TUBOS, PERMITINDO-LHES CONEXÃO COM PORCAS, FUROS ROSCADOS E LUVAS ROSCADAS."

A rosqueadeira 1224 possui transmissão de duas velocidades (12/36rpm), além um sistema integrado de lubrificação, responsável por jorrar óleo nos tubos galvanizados ou vergalhões que forem rosqueados automaticamente. Segundo a executiva, a máquina possui um interruptor de três posições, para que se possa selecionar o giro do motor, para a direita ou para a esquerda. “Os cossinetes são montados sob cabeçotes de abertura automática ou de abertura rápida”, afirma,

Outra opção no mercado nacional são as soluções da Ferrari Ferramentas, que comercializa duas linhas de rosqueadeiras elétricas industriais bivolt, para tubos de 1/2 a 2 polegadas e de 1/2 a 4 polegadas, ambas para roscas BSP ou NPT. “No portfólio atual, essas necessidades são atendidas pelos modelos RE-2 e RE-4, respectivamente”, informa Ronaldo Fernandes, consultor da empresa.