FECHAR
FECHAR
17 de julho de 2019
Voltar
Segurança

Proteção nas alturas

As plataformas de trabalho aéreo atuais possuem vários sensores e dispositivos para garantir a segurança do operador, mas o treinamento ainda é indispensável para evitar riscos
Por Santelmo Camilo

No ano de 2017, ocorreram cerca de 70 acidentes fatais envolvendo plataformas de trabalho aéreo em todo o mundo. O dado foi obtido e divulgado pela Federação Internacional de Plataformas Aéreas (IPAF), entidade que se mantém empenhada em reduzir essa estatística por meio de treinamentos ministrados anualmente para mais de 170 mil profissionais ao redor do planeta.

Na avaliação do gerente da entidade para a região Ibero-América, Antonio Barbosa, esse índice de acidentes pode ser considerado baixo, principalmente quando se refere à quantidade de plataformas atualmente computadas na frota mundial – estimada em 1,5 milhão de unidades – e ao número de horas trabalhadas com as máquinas.

Todavia, o especialista é categórico em relação ao preparo exigido do operador para trabalhar com esse equipamento. “O treinamento é fundamental e imprescindível, previsto em todas as normas regulamentadoras”, chancela Barbosa, reforçando que a parte mais importante dos treinamentos – além de conhecer a máquina – é dimensionar os riscos e tratá-los da forma correta. “Operar o equipamento em si é algo relativamente simples, mas conhecer todos os riscos e estar atento às consequências é algo que somente se aprende com um preparo adequado.”

Nesse ponto, o gerente fala com propriedade. Reconhecido mundialmente, o programa de treinamento da IPAF é certificado pela ISO 18878 (Mobile Elevating Work Platforms – Operator Training) e aplicado em 65 países. “Nos últimos cinco anos”, diz Barbosa, “a entidade já emitiu mais de 1 milhão de certificados”.

Para a IPAF, a parte mais importante dos treinamentos – além de conhecer a máquina – é dimensionar os riscos e tratá-los da forma adequada

Por serem equipamentos pesados, que podem causar sérios danos humanos e materiais se operados por pessoas despreparadas, a capacitação dos operadores de plataformas deve considerar diversos aspectos. De saída, como destaca o especialista Jacques Chovghi Iazdi, diretor da JC Iazdi – Treinamentos e Comércio de Equipamentos, o operador de plataforma precisa ser um profissional extremamente consciente, que leia e execute todos os procedimentos do manual e faça obrigatoriamente o check-list diário do equipamento. “Além disso, o operador deve ser treinado para o tipo específico de plataforma que vai operar e, ainda, para o perfil da obra onde irá trabalhar”, orienta Iazdi. “Para isso, a empresa deve enviá-lo para reciclagem conforme os riscos e a realidade de cada empreitada que se inicia.”