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12 de julho de 2010
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Locação

Mercado descobre os contratos de longo prazo

Demanda aquecida impulsiona o mercado de locação de equipamentos, que já opera com contratos de longo prazo, uma modalidade pouco praticada no Brasil

Algumas peculiaridades diferenciam o mercado de locação de equipamentos para construção do Brasil e o dos países industrializados. Enquanto as empresas de rental dos Estados Unidos respondem por cerca de 40% das vendas de máquinas de movimentação de solos, suas congêneres brasileiras não ultrapassam a faixa de 20% a 25% de todas as escavadeiras hidráulicas, pás carregadeiras, retroescavadeiras, rolos compactadores e demais equipamentos da linha amarela consumidos anualmente no País.

Ao se observar as locadoras do Japão e Inglaterra, que respondem, respectivamente, por 60% e 80% das vendas de máquinas em seus países, a comparação pode parecer ainda mais desvantajosa. Entretanto, se nas nações industrializadas as rentals ganham em capilaridade e escala nos negócios, no Brasil as perspectivas de crescimento são muito mais animadoras em relação a mercados em estagnação. Afinal, há um ano essas empresas não superavam a faixa de 10% a 15% do consumo de equipamentos.

Se as rentals brasileiras adquiriram equipamentos em percentuais acima dos demais consumidores do mercado, a ponto de ampliarem sua participação para um quarto das vendas dos fabricantes, isso significa que o volume de contratos de locação está crescendo no mesmo ritmo. É o que constata esta reportagem da revista M&T, ao consultar alguns dos principais competidores desse setor, como a Bauko, Brasif, Escad e Solaris.

Contratos longos
Além disso, elas revelam uma alteração no modelo de negócio, com o avanço dos contratos de longo prazo, uma modalidade pouco praticada no Brasil no segmento de máquinas de terraplenagem. “Além de demandarem maior quantidade de equipamentos, as construtoras envolvidas com os grandes projetos de infraestrutura partiram para locações por períodos mais longos”, afirma Maurício Amaral, diretor da Brasif Rental. Como exemplo, ele aponta a obra da Ferrovia Transnordestina, onde a Brasif firmou contratos pelo período de 24 meses.

Para Eurimilson João Daniel, diretor comercial da Escad Rental, esse comportamento revela o estágio de maturidade alcançado pelo mercado de locação. “Contratos de longo prazo oferecem estabilidade à empresa, proporcionando disciplina financeira e melhor gerenciamento do ativo.” Como resultado, ele avalia que o locador consegue repassar para o cliente os ganhos de produtividade resultantes da melhor gestão do negócio.