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06 de agosto de 2014
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Locação

Estratégia ajustada ao mercado

Com atuação em quatro países, a SK Rental aposta no desenvolvimento de uma nova cultura na utilização de ativos móveis no setor brasileiro da construção

O ano de 2013 foi muito importante para a consolidação da SK Rental no Brasil. Integrante de um conglomerado industrial chileno, a empresa conta com mais de 50 anos de existência, já tendo inclusive participado de grandes projetos de infraestrutura no Brasil, como as obras na Usina de Belo Monte, em Altamira (PA), para as quais forneceu uma série de equipamentos de construção.

Atualmente, o grupo opera em três grandes áreas, que abrangem serviços de engenharia (nos segmentos de construção, energia, industrial e mineração), venda de automóveis e locação e venda de equipamentos.

No setor de locação, o grupo tem atuação simultânea em quatro países – Brasil, Chile, Peru e Colômbia –, sendo que o mercado brasileiro vem crescendo em importância nas estratégias adotadas nos últimos anos. Como explica Fabio Nardelli, diretor geral da SK Rental no Brasil, o grupo decidiu aumentar a aposta no segmento de locação por acreditar no potencial de desenvolvimento do país, principalmente após o foco de investimentos no país voltar-se para a área de infraestrutura, que apresenta grande carência – mas também oportunidades – em território nacional.

“O mercado de locação no Brasil é relativamente novo”, diz Nardelli. “A taxa de penetração de rental, ou seja, o montante que o mercado de equipamentos destinado ao mercado de locação, gira em torno de 20%, enquanto países como Estados Unidos e Inglaterra investem 60% e 80%, respectivamente.”

TENDÊNCIAS

A SK Rental iniciou suas operações no Brasil em 2010, com foco na região Sul do país. Após abrir uma subsidiária em Curitiba (PR), inaugurou uma filial em Joinville (SC). Nessas lojas, a empresa oferece um vasto mix de equipamentos, como plataformas de trabalho aéreo (que representam 70% da frota), compressores de ar, manipuladores telescópicos, empilhadeiras, minicarregadeiras, grupos geradores, torres de iluminação e outros.

Nardelli avalia que, com a profissionalização crescente do mercado brasileiro, a tendência é de que os empresários do setor realizem análises cada vez mais aprofundadas antes de se decidirem sobre a compra ou locação de ativos móveis. “Muitos clientes, que atualmente preferem comprar as máquinas, passarão a alugá-las, pois a taxa de ociosidade das frotas ainda é muito elevada”, afirma. “Assim, realizar um grande investimento de aquisição não se justifica em


O ano de 2013 foi muito importante para a consolidação da SK Rental no Brasil. Integrante de um conglomerado industrial chileno, a empresa conta com mais de 50 anos de existência, já tendo inclusive participado de grandes projetos de infraestrutura no Brasil, como as obras na Usina de Belo Monte, em Altamira (PA), para as quais forneceu uma série de equipamentos de construção.

Atualmente, o grupo opera em três grandes áreas, que abrangem serviços de engenharia (nos segmentos de construção, energia, industrial e mineração), venda de automóveis e locação e venda de equipamentos.

No setor de locação, o grupo tem atuação simultânea em quatro países – Brasil, Chile, Peru e Colômbia –, sendo que o mercado brasileiro vem crescendo em importância nas estratégias adotadas nos últimos anos. Como explica Fabio Nardelli, diretor geral da SK Rental no Brasil, o grupo decidiu aumentar a aposta no segmento de locação por acreditar no potencial de desenvolvimento do país, principalmente após o foco de investimentos no país voltar-se para a área de infraestrutura, que apresenta grande carência – mas também oportunidades – em território nacional.

“O mercado de locação no Brasil é relativamente novo”, diz Nardelli. “A taxa de penetração de rental, ou seja, o montante que o mercado de equipamentos destinado ao mercado de locação, gira em torno de 20%, enquanto países como Estados Unidos e Inglaterra investem 60% e 80%, respectivamente.”

TENDÊNCIAS

A SK Rental iniciou suas operações no Brasil em 2010, com foco na região Sul do país. Após abrir uma subsidiária em Curitiba (PR), inaugurou uma filial em Joinville (SC). Nessas lojas, a empresa oferece um vasto mix de equipamentos, como plataformas de trabalho aéreo (que representam 70% da frota), compressores de ar, manipuladores telescópicos, empilhadeiras, minicarregadeiras, grupos geradores, torres de iluminação e outros.

Nardelli avalia que, com a profissionalização crescente do mercado brasileiro, a tendência é de que os empresários do setor realizem análises cada vez mais aprofundadas antes de se decidirem sobre a compra ou locação de ativos móveis. “Muitos clientes, que atualmente preferem comprar as máquinas, passarão a alugá-las, pois a taxa de ociosidade das frotas ainda é muito elevada”, afirma. “Assim, realizar um grande investimento de aquisição não se justifica em alguns casos, mesmo com as taxas atrativas do BNDES.”

No entanto, isso não deve ocorrer ainda neste ano. Como destaca o diretor da SK Rental, em sua maioria os investimentos em infraestrutura relativos à Copa do Mundo já foram realizados em 2013, de modo que não há mais expectativa de impactos significativos no decorrer do exercício.

“Tem sido um ano marcado por incertezas, pois no âmbito político teremos eleições e, historicamente, sabemos que alguns investimentos acabam sendo freados durante o processo”, comenta o executivo. “Por outro lado, a economia segue com viés de alta de juros e forte flutuação cambial, o que dificulta a decisão de alguns investimentos, principalmente de empresas estrangeiras como a nossa.”

FROTAS

Tal cenário obriga a adoção de uma estratégia ajustada para dimensionamento e renovação da frota, lançando mão de estudos e prospectos minuciosos. No caso da SK Rental, antes de adquirir um equipamento, a filial – conjuntamente à matriz no Chile – analisa em pormenores a demanda do mercado local, detectando a necessidade do maquinário com demanda potencial no país. Depois deste mapeamento, a empresa inicia as rodadas de negociações com fornecedores locais, sempre com apoio da matriz.

No que se refere à manutenção, a empresa conta com o apoio dos fornecedores e mantém o estoque de peças genuínas, permitindo rotinas de confiabilidade.