FECHAR
FECHAR
02 de março de 2012
Voltar
Locação

Empresas internacionais chegam ao Brasil

Com o foco em demandas específicas do mercado, locadoras internacionais desembarcam no Brasil para compensar a queda dos negócios em seus países de origem

O negócio de locação, que já responde por cerca de 30% do consumo de equipamentos para construção no Brasil, está ingressando em um novo patamar de competitividade. Para atender à crescente demanda das construtoras, cujo rápido crescimento da carteira de contratos impulsionou o índice de locação em seus canteiros de obras, as empresas do setor se profissionalizaram, ampliaram suas frotas com equipamentos mais novos e passaram a oferecer modalidades de contratos adequadas às diferentes necessidades dos clientes.

Para investir nesse tipo de negócio, que exige capital intensivo, algumas locadoras abriram seu capital e, de empresas familiares, transformaram-se em grupos com gestão profissionalizada em alguns casos, até mesmo com ações negociadas em bolsa de valores. Essa movimentação no mercado, entretanto, não se deve apenas à maior exigência do cliente. Ela também reflete outro fator que impulsionou a competição no setor: a chegada de locadoras internacionais ao país.

Assoladas pela crise econômica em seus países de origem, algumas dessas empresas vislumbram no mercado brasileiro uma alternativa para a paralisação dos negócios em seus respectivos mercados. Elas chegam atraídas pelos investimentos previstos em infraestrutura, bem como os projetos relacionados à Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016. Muitas dessas locadoras internacionais planejam as operações no Brasil com base na oferta de equipamentos específicos ou determinados nichos de mercado. Mas algumas também almejam uma fatia do segmento de máquinas da linha amarela como escavadeiras hidráulicas, carregadeiras de rodas, rolos compactadores e tratores de esteiras tradicionalmente explorado pelas empresas locais.

Experiência espanhola

Esse é o caso da espanhola Gam, criada em 2003, após a fusão entre as quatro maiores empresas do setor em seu país de origem. “Crescemos rapidamente até 2006, quando abrimos capital na Bolsa de Valores espanhola e, desde então, começamos um processo de internacionalização em direção ao Leste europeu, México e países latino-americanos como o Chile, Peru e Brasil”, diz Manuel Bezares, diretor da Gam no Brasil.

A empresa conta com uma frota de cerca de 60 mil equipamentos da linha amarela, plataformas aéreas e manipuladores telescópicos, dos quais 600 unidades estão disponíveis na operação brasileira, conduzida por Bezares desde 2009. Atualmente, a empresa concentra suas atividades nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, mas o executivo revela a intenção de expandir os negócios para o Nordeste, onde se concentram muitos projetos de infraestrutura, e Minas Gerais, devido aos investimentos em mineração.