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26 de setembro de 2011
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Locação

Adequando a frota para novos serviços

Diante das oportunidades oferecidas pelo mercado, as locadoras de equipamentos investem na ampliação da frota para a oferta de novas modalidades de serviços

Para uma atividade que há pouco mais de cinco anos se caracterizava pela baixa expressividade no setor de construção pesada, a locação de equipamentos caminha para uma rápida profissionalização como estratégia para sua consolidação. Desde 2004, quando respondiam por 13% do consumo nacional de máquinas de terraplenagem, até o presente ano de 2011, quando as empresas do segmento já são responsáveis por 25% dos equipamentos de construção vendidos no Brasil – isso mesmo, um quarto de todas as escavadeiras hidráulicas, pás carregadeiras, retroescavadeiras, rolos compactadores e demais máquinas de grande porte – o salto não foi apenas quantitativo.

O fato é que, diante das oportunidades oferecidas pelo mercado, as locadoras de equipamentos vêm revelando apetite e habilidade para o desenvolvimento de novas modalidades de negócios. A Escad Rental, por exemplo, que em 2004 operava com uma frota de 300 equipamentos e um faturamento de R$ 22,6 milhões, multiplicados para nada menos que 510 equipamentos e receitas de R$ 61 milhões em 2010, planeja a expansão de suas atividades com a oferta de novos tipos de serviços.

Segundo Eurimilson João Daniel, diretor da locadora, ela está programando investimentos na frota para a oferta de equipamentos em modalidades como a geração de energia, serviços de concretagem e movimentação de cargas. Sem revelar valores e quantidades, a empresa anunciou a aquisição de grupos geradores, empilhadeiras, plataformas aéreas de trabalho e possivelmente de guindastes de menor capacidade para operação em terrenos difíceis, os RTs (rough terrain).

Crescimento sustentável

Daniel destaca que a possibilidade de investir em guindastes de menor capacidade (abaixo de 40 t) se apoia na necessidade apresentada pelo mercado brasileiro por máquinas de alta mobilidade para operação em canteiros de obras com espaço reduzido para manobras. “Já na área de equipamentos para concretagem, o nosso foco será nos caminhões betoneiras”, diz ele.

Ele explica que mesmo nesse mercado – onde há empresas que locam equipamentos juntamente com o fornecimento do concreto e do serviço de concretagem in locu – a Escad continuará direcionando o seu foco exclusivamente no aluguel dos equipamentos. “Obviamente, manteremos a flexibilidade para a oferta de diferentes modalid


Para uma atividade que há pouco mais de cinco anos se caracterizava pela baixa expressividade no setor de construção pesada, a locação de equipamentos caminha para uma rápida profissionalização como estratégia para sua consolidação. Desde 2004, quando respondiam por 13% do consumo nacional de máquinas de terraplenagem, até o presente ano de 2011, quando as empresas do segmento já são responsáveis por 25% dos equipamentos de construção vendidos no Brasil – isso mesmo, um quarto de todas as escavadeiras hidráulicas, pás carregadeiras, retroescavadeiras, rolos compactadores e demais máquinas de grande porte – o salto não foi apenas quantitativo.

O fato é que, diante das oportunidades oferecidas pelo mercado, as locadoras de equipamentos vêm revelando apetite e habilidade para o desenvolvimento de novas modalidades de negócios. A Escad Rental, por exemplo, que em 2004 operava com uma frota de 300 equipamentos e um faturamento de R$ 22,6 milhões, multiplicados para nada menos que 510 equipamentos e receitas de R$ 61 milhões em 2010, planeja a expansão de suas atividades com a oferta de novos tipos de serviços.

Segundo Eurimilson João Daniel, diretor da locadora, ela está programando investimentos na frota para a oferta de equipamentos em modalidades como a geração de energia, serviços de concretagem e movimentação de cargas. Sem revelar valores e quantidades, a empresa anunciou a aquisição de grupos geradores, empilhadeiras, plataformas aéreas de trabalho e possivelmente de guindastes de menor capacidade para operação em terrenos difíceis, os RTs (rough terrain).

Crescimento sustentável

Daniel destaca que a possibilidade de investir em guindastes de menor capacidade (abaixo de 40 t) se apoia na necessidade apresentada pelo mercado brasileiro por máquinas de alta mobilidade para operação em canteiros de obras com espaço reduzido para manobras. “Já na área de equipamentos para concretagem, o nosso foco será nos caminhões betoneiras”, diz ele.

Ele explica que mesmo nesse mercado – onde há empresas que locam equipamentos juntamente com o fornecimento do concreto e do serviço de concretagem in locu – a Escad continuará direcionando o seu foco exclusivamente no aluguel dos equipamentos. “Obviamente, manteremos a flexibilidade para a oferta de diferentes modalidades de locação, o que inclui a oferta da máquina com ou sem operador, com ou sem combustível e outras variáveis.”

A locadora vem registrando uma expansão média da frota de 20% ao ano, nos últimos três anos, e já figura entre as 200 pequenas e médias empresas que mais crescem no país, de acordo com ranking da revista Exame. “O mais importante é que temos crescido de forma sustentável para manter o diferencial de atendimento em campo. Prova disso é que 48% do nosso quadro de colaboradores é focado na manutenção dos equipamentos”, complementa Daniel.

A estabilidade no crescimento também pauta os planos de expansão da frota, que poderão ser suportados por investidores externos à empresa, conforme explica o executivo. “Recentemente recebemos a visita de 11 representantes de fundos de investimentos ligados ao setor de locação no exterior ou a empresas instaladas no país e estamos avaliando as propostas”, diz ele.

Novos serviços

Seguindo a mesma linha de raciocínio, a CHB Rental, com sede em Conselheiro Lafaiete (MG), está investindo R$ 30 milhões nos próximos 12 meses para a ampliação da frota, composta por cerca de 250 unidades, entre equipamentos de terraplenagem e caminhões. Segundo André Felipe Costa de Souza, diretor da locadora, a empresa trabalha atualmente com um índice de 95% de ocupação da frota, o que justifica esse aporte. “Para atender os contratos, em alguns casos estamos trabalhando até mesmo com máquinas sublocadas”, ele revela.

Recentemente, a empresa investiu R$ 11 milhões na aquisição de equipamentos que viabilizaram seu ingresso em novas modalidades de serviços: a locação de máquinas para obras de fundação e para a reciclagem de resíduos de demolição. No primeiro caso, ela adquiriu perfuratrizes hélice contínua, e no segundo, apostou na aquisição de seis conjuntos móveis de britagem. “Uma das perfuratrizes foi especialmente adaptada pela CZM sobre chassi de caminhão, para perfurações de até 20 m de profundidade”, explica Souza.

Os conjuntos móveis de britagem, por sua vez, viabilizaram um contrato no projeto de demolição do Estádio Maracanã, no Rio de Janeiro, onde os equipamentos da empresa deverão processar 45 mil m3 de material demolido. “Um deles também atuou no Porto de Suape, em Pernambuco, mas adquirimos esses equipamentos com foco em pedreira e obras rodoviárias”, revela Souza.

O executivo demonstra confiança no potencial desse negócio. “O reaproveitamento dos resíduos de demolição é uma tendência em expansão, diante da necessidade de maior sustentabilidade nas obras, e isto amplia a oportunidade de locação de equipamentos desse tipo.” Por esse motivo, a empresa não poupou esforços ao adquirir quatro britadores primários (mandíbulas), um secundário (cone) e um conjunto móvel de peneiramento com 6 decks. “Esperamos que essa nova área de atuação, juntamente com a locação de perfuratrizes, venha a representar 40% do nosso faturamento no próximo ano.”

Crescimento acelerado

Os planos são ambiciosos para uma empresa que ingressou no segmento de locação há poucos anos. Oriunda do setor de movimentação de sucatas para siderurgia, com a fabricação de pinças para aplicação em escavadeiras hidráulicas, a empresa ingressou no segmento de máquinas para construção em 2006, quando se tornou distribuidora da marca Hyundai Heavy Industries. Posteriormente, ela partiu para o mercado de rental.

Atualmente, além da sede, em Conselheiro Lafaiete, a companhia conta com filiais em Belo Horizonte, Uberlândia e São Paulo, que oferecem suporte para a locação de máquinas em todo o território nacional. “Entretanto, a maior parte dos nossos negócios está concentrada no Sudeste do país, em São Luís do Maranhão, onde participamos de um projeto da Vale, e na Ferrovia Transnordestina, na qual temos um  contrato de locação”, diz Souza.

Ele ressalta que a expansão do negócio vem se pautando na oferta de equipamentos com alta disponibilidade, que ofereçam a produtividade almejada pelo cliente. “A idade média da nossa frota não ultrapassa os dois anos e dispomos de uma estrutura de manutenção para pronto atendimento no campo, já que máquina parada se traduz em prejuízo para nossos clientes”, pondera Souza.

Pay per use

Outra locadora de grande porte do mercado, a Solaris, anunciou investimentos de US$ 60 milhões na ampliação da frota e na abertura de novas filiais, em Parauapebas (PA) e Macaé (RJ). Segundo Paulo Esteves, diretor da empresa, o aporte de recursos no parque de equipamentos é destinado ao seu crescimento orgânico, já que ele conta com cerca de 2.500 unidades, que são renovadas constantemente para que a idade média seja sempre competitiva no mercado.

Dessa frota, composta basicamente por plataformas aérea de trabalho, manipuladores telescópicos, grupos geradores, compressores de ar e torres de iluminação, uma parcela de 200 máquinas da linha amarela foi incorporada há alguns anos, quando a empresa ingressou no segmento de movimentação de solos. Além da construção pesada, foco dessa nova área de atuação, a empresa pauta seus negócios nos setores industrial, de óleo e gás, mineração, siderurgia e química e petroquímica.

Na área de manutenção industrial, Esteves ressalta uma nova modalidade de locação desenvolvida, do tipo pay per use, no qual o cliente paga somente quando usa o equipamento. Segundo ele, a principal vantagem é a flexibilidade para realizar locações de acordo com o perfil do cliente.

“Não se trata de um contrato de locação simples, pois fazemos uma avaliação das necessidades do cliente e, a partir daí, colocamos as máquinas a sua disposição de acordo com o que ele precisa realmente”. Além disso, a companhia oferece também as modalidades tradicionais de locação por diárias e períodos mais amplos. Segundo Esteves, além das duas novas filiais, a Solaris pretende inaugurar mais quatro centros de operações no país até o fim de 2011, de forma a ampliar a capilaridade no atendimento ao mercado.