Melhor do que se poderia esperar — Revista M&T
Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Tecnologia e inovação para
construção e mineração

Assinar newsletter Mais de 42 mil profissionais recebem a newsletter
Início› Exclusivo› Edição 246 ← Voltar à edição
M&T nº 246Agosto 2020 Matéria 1 de 15
Sumário
  1. EditorialMelhor do que se poderia esperar
  2. GuindastesHorizonte indefinido
  3. Pás CarregadeirasEvolução no perfil
  4. CenárioMercado em transformação
  5. Especial InfraestruturaA urgência no saneamento
  6. MineraçãoO fim das barragens de rejeitos
  7. FabricanteCombinação de portfólios
  8. AgronegócioA inclusão digital no campo
  9. EmpresaAntecipando tendências
  10. SustentabilidadeAgentes de transformação
  11. EmpresaApoio aos negócios
  12. A Era Das MáquinasImplementos facilitam a escavação
  13. ManutençãoA volta da corrente contínua
  14. EntrevistaDawei He
  15. Coluna Do YoshioA construção do futuro
  16. Painel15 notas e colunas
Editorial

Melhor do que se poderia esperar

A recessão mundial deve ser menor do que se poderia esperar. Após o colapso da confiança dos fabricantes, verificou-se uma notável recuperação em junho, embora abaixo do nível do início do ano

Exclusivo M&T 11 de agosto de 2020 · Edição 246

Em um balanço da situação da crise da covid-19, a Associação Alemã de Fabricantes de Máquinas e Instalações Industriais (VDMA – Verband Deutscher Maschinen und Anlagenbau) prevê um declínio de 10% a 30% nas vendas globais de equipamentos para este ano. A entidade representa cerca de 3.300 empresas da indústria mecânica e de engenharia, que é constituída predominantemente por PMEs e emprega cerca de quatro milhões de pessoas na Europa.

Localmente, a indústria europeia revê um declínio de aproximadamente 25%. O Reino Unido, a França e os mercados do Sul da Europa, particularmente, foram mais afetados pela situação. Já a China recuperou-se na sequência da crise. E, devido à importância do mercado chinês, a recessão mundial deve ser menor do que se poderia esperar, apesar de persistirem alguns pontos de interrogação na América do Norte, América Latina, Índia, Sudeste Asiático e Oriente Médio.

Com o fim do confinamento, as expectativas aumentaram. De acordo com recente relatório da entidade, 31% dos membros acreditam que voltarão ao nível de vendas do ano passado até 2021, enquanto 47% estimam que isso só será possível em 2022. Todavia, ninguém acredita que a recuperação da indústria demore mais que quatro anos. Uma tendência semelhante foi indicada pelo ‘CECE Business Climate Index’, o mais importante indicador da indústria europeia de equipamentos para construção.

De fato, após o colapso da confiança dos fabricantes em toda a Europa, verificou-se uma recuperação expressiva em junho, embora muito abaixo do nível do início do ano. O otimismo de uma recuperação em forma de V está sendo impulsionado por programas de estímulo econômico, dos quais a indústria europeia irá se beneficiar.

Para o futuro, restam preocupações com a crescente pressão competitiva, sendo que 80% das empresas classificam esta tendência como ‘severa’. Mais da metade também vê as barreiras ao comércio externo e a fragmentação dos mercados como problemas, enquanto 49% apontam a descarbonização como uma tarefa difícil. Apenas 39% veem a mudança para transportes mais sustentáveis como um desafio.

Os tópicos futuros para a indústria citados pela VDMA incluem ainda digitalização, automatização, sustentabilidade e construção progressiva, vetores de inovação que devem aumentar a presença da tecnologia e da conectividade nos canteiros, o que também terá um impacto nas profissões existentes e, certamente, constitui outro desafio para os próximos anos. Todos esses temas que o leitor, como sempre, pode acompanhar aqui na Revista M&T. Boa leitura.

Permínio Alves Maia de Amorim Neto
Presidente do Conselho Editorial

Uma publicação Sobratema

A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

Conheça a Sobratema →