Basculantes mais robustos ganham o mercado — Revista M&T
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M&T nº 151Outubro 2011 Matéria 8 de 21
Sumário
  1. EditorialGrandes tecnologias apoiam grandes iniciativas
  2. EnergiaTecnologias otimizam a construção de parques eólicos
  3. EnergiaObras avançam no maior parque eólico do Brasil
  4. EnergiaAlstom produz aerogeradores 25% mais rentáveis
  5. InfraestruturaUma corrida de R$ 1,5 trilhão
  6. Guindaste De TorreIndustrialização abre o caminho para as gruas
  7. Aços EspeciaisEquipamentos ganham força e leveza
  8. Aços EspeciaisBasculantes mais robustos ganham o mercado
  9. Eletro-HidráulicaInteligência e força bruta para os equipamentos
  10. CaminhõesMontadoras apostam nos pesados para 2012
  11. LançamentoKomatsu produzirá escavadeira híbrida no Brasil
  12. ManutençãoCuidados que mantêm a vida útil de polias e correias
  13. PerfilGoverno paulista amplia investimentos em infraestrutura
  14. Espaço AbertoContitech fabricará 300 km de correias transportadoras anualmente no Brasil
  15. Espaço AbertoSoftware da Continental seleciona os pneus de carga mais adequados
  16. Espaço AbertoMWM apresenta motor diesel com tecnologia EURO 6
  17. Espaço AbertoDynapac fabricará o rolo compactador CC424HF no Brasil
  18. Espaço AbertoRodofort anuncia novo semirreboque basculante
  19. Espaço AbertoRandon lança caçamba reforçada para caminhão off road
  20. Espaço AbertoTecnologia da Atlas Copco reaproveita energia dos compressores
  21. Espaço AbertoMichelin lança novo pneu rodoviário
  22. Painel13 notas e colunas
Aços Especiais

Basculantes mais robustos ganham o mercado

Novos materiais tornam as caçambas de caminhões mais leves e resistentes a condições de alto impacto e abrasividade

Exclusivo M&T 8 de dezembro de 2011 · Edição 151

A operação severa nas lavras de minério e canteiros de obras exige a utilização de materiais e revestimentos específicos nas caçambas dos caminhões. Para sanar essa necessidade, os frotistas enfrentaram planilhas complexas durante muitos anos na busca de equalizar o peso dos revestimentos sobre o chassi e a sua eficiência contra o desgaste prematuro do implemento. Com o advento dos aços especiais antidesgaste, trazido por siderúrgicas multinacionais, e de revestimentos próprios para operações específicas de transporte, essa equalização já não é mais necessária e agora os fabricantes de caçambas basculantes passam a oferecer modelos mais leves e de robustez elevada.

São os casos da Guerra e da Rossetti, fabricantes de implementos rodoviários. As empresas já trabalham com caçambas basculantes feitas com aço de até 1,2 mil Mpa, considerado de altíssima resistência para operar com carregamento e transporte de materiais. Segundo Gilmar Melere, supervisor de engenharia de vendas da Guerra, a aplicação desse tipo de aço permite não somente atender às gamas de aplicação mais exigentes – como o carregamento de pedras de primeira explosão, com cerca de 5 toneladas cada – mas também a reduzir o peso operacional do veículo. “No caso dos bitrens de três eixos, reduzimos o peso operacional do implemento em 1,8 toneladas, uma medida que é totalmente revertida em capacidade de carregamento para o caminhão”, diz ele, complementando que a redução de peso é resultado da menor espessura da caixa de carga do implemento, que passou de de 3,35 mm para 1,8 mm com a utilização de aços especiais.

A aplicação do aço de alta resistência no caso dos basculantes da Guerra não influenciou somente a redução do peso operacional. Segundo Melere, com o advento da tecnologia também foi possível reformular a caçamba, eliminando as chamadas “costelas”, ou seja, os reforços horizontais por fora da caçamba que podem representar obstáculo para o deslizamento de materiais durante o carregamento e até mesmo pontos de solda. “Agora as nossas caçambas de 5,5 metros de comprimento só têm duas costelas no final do curso”, diz o especialista, salientando que em caçambas feitas com aço tradicional, as costelas são instaladas a cada 1 metro, em média.

No caso da Rossetti, a utilização de aços especiais também já está em nível avançado, com a utilização de materiais igualmente com até 1,2 mil Mpa. De acordo com Daniel Rossetti, diretor de marketing da empresa, as chapas de alta resistência podem ser customizadas para cada aplicação, de modo que, para operar materiais de extrema abrasividade, é possível dobrar a espessura das chapas de aço para alcançar a resistência necessária. “Outra alternativa para operações severas é o conceito bed dead, no qual criamos algumas interferências no assoalho da caçamba para que o material fino agarre sobre ela e sirva como uma espécie de cama protetora mesmo, para que o restante do material corra por cima dela e, assim, proteja-se o revestimento da caçamba”, finaliza ele.

 

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