Soluções para uma obra mais rentável — Revista M&T
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M&T nº 143Fevereiro 2011 Matéria 12 de 14
Sumário
  1. EditorialA logística de equipamentos a serviço da boa engenharia
  2. Construção PortuáriaNovas tecnologias viabilizam a expansão de Pecém
  3. Construção PortuáriaUma obra superlativa em alto mar
  4. Transporte De EquipamentosQuando a carga impõe desafios à operação
  5. InvestimentosNovas fábricas impulsionam o setor de equipamentos
  6. CaminhõesIveco entra na disputa do mercado de pesos-pesados
  7. M&T Expo Peças E ServiçosFeira chega para atestar a maturidade do mercado
  8. ImplementoMecanização otimiza o arrasamento de estacas
  9. ArtigoPlano de rigging precisa de regulamentação
  10. Conexpo 2011O futuro se encontra em Las Vegas
  11. EmpresaTerex quer quadruplicar a venda de compactos
  12. EmpresaSoluções para uma obra mais rentável
  13. ManutençãoQuando recuperar os cilindros hidráulicos
  14. PerfilFoco nos negócios com senso de oportunidade
  15. Painel9 notas e colunas
Empresa

Soluções para uma obra mais rentável

A quinquagenária Elba Equipamentos e Serviços espera encerrar 2011 com crescimento de 25% em relação a 2010, o melhor ano de toda a sua história

Exclusivo M&T 15 de março de 2011 · Edição 143

A operação logística e a movimentação de cargas impõem um desafio a mais para a realização de qualquer obra ou em determinadas atividades industriais. Diante desse cenário, as empresas lançam mão de uma alternativa bastante comum nos dias atuais: a terceirização dos serviços. Esse mercado em franca ascensão impulsiona os negócios da Elba Equipamentos e Serviços, empresa sediada em Belo Horizonte (MG), que atua em nichos especializados como a locação de equipamentos e a operação e manutenção de frota própria ou de terceiros.

“Oferecemos ainda a gestão da logística de movimentação dos almoxarifados de rotina (Opex) e de expansão (Capex), com a oferta de mão-de-obra especializada, de equipamentos e veículos de diversos modelos e capacidades”, afirma Flávio Moraes Barbosa, diretor da empresa. “Com a otimização em toda a cadeia logística de suprimentos e produção, possibilitamos aos clientes uma redução considerável nos custos finais da operação e aumento da produtividade”.

Apesar de atuar também em outros nichos de mercado, como a administração de mão-de-obra especializada, a maior fatia dos negócios da Elba está relacionada ao segmento de máquinas pesadas. “A locação de equipamentos e a movimentação de materiais para as mais diversas demandas representam até 70% do nosso negócio”, esclarece Barbosa.

Ele ressalta que o parque de equipamentos da empresa é um dos diferenciais competitivos no mercado. Ela conta atualmente com 307 equipamentos próprios, entre minicarregadeiras, pás carregadeiras, empilhadeiras, escavadeiras hidráulicas, retroescavadeiras, guindastes, reach stackers, tratores de esteiras e caminhões. “A maior parte dos contratos firmados é de média e longa duração, algo em torno de três anos, sendo que a maioria dos nossos equipamentos está inserida em contratos fixos.”

Parcerias estratégicas
Nesse cenário, uma estratégia adotada para evitar gargalos no crescimento da empresa, de acordo com Barbosa, é a parceria com algumas das maiores distribuidoras de equipamentos do país. Segundo ele, o exemplo que melhor ilustra essa estratégia é a parceria com a Tracbel. “Esse acordo perdura por 35 anos e, para se ter uma idéia, aproximadamente 30% de nossos equipamentos foram adquiridos com eles.”

Um fator decisivo para a aquisição de novos equipamentos, visando à ampliação e renovação de sua frota, é a pronta entrega oferecida pela Tracbel. A idade média da frota da empresa, de acordo com Barbosa, é de três anos e meio. “A renovação é anual, sempre levando em consideração a vida útil (horímetro) dos equipamentos”.  O diretor explica que o fato de a empresa prestar serviços na área de logística e movimentação de cargas impõe a obrigatoriedade de atendimento às necessidades pontuais dos clientes. “Sempre fomos atendidos prontamente ao fechar novos contratos.”

O especialista ressalta ainda a importância de se operar com equipamentos novos, o que resulta em alta disponibilidade e baixo custo de manutenção dos equipamentos. Para isso, a Elba conta também com outras parcerias nessa área, o que possibilitou à empresa operar com uma ocupação média de 99% da frota em 2010, segundo Barbosa. “O acordo com outras grandes distribuidoras, como a Brasif, Bamaq e Sotreq, é um grande aliado para que possamos alcançar o alto desempenho e disponibilidade de nossos equipamentos.”, ele salienta.

Além disso, a empresa dispõe de um estoque de peças, denominado de cesta básica de insumos que, revisado trimestralmente, de acordo com a demanda, suporta as necessidades de reposição para as manutenções preventivas, os materiais de desgaste e peças de maior giro. “Para complementar as eventuais necessidades, nosso acordo com as distribuidoras de equipamentos prevê também o fornecimento de peças e serviços”, diz Barbosa.

Outra preocupação da Elba está relacionada às intervenções preventivas e reparos das máquinas que serão locadas. Nesse quesito, a empresa possui uma equipe formada por lubrificadores, mecânicos, eletricistas e técnicos especializados na manutenção desses equipamentos. “O nosso Programa de Capacitação para o setor de Operação e Manutenção é baseado em etapas de treinamentos teóricos na documentação do sistema de gestão da qualidade, além, claro, dos treinamentos práticos”, ressalta Beatriz Barbosa, gestora de qualidade e desenvolvimento organizacional da empresa.

Caso de sucesso
No pequeno município mineiro de Jeceaba está sendo construído o complexo siderúrgico VSB. Trata-se de uma usina de tubos de aço sem costura, cujo investimento de US$ 1,6 bilhão, realizado pela joint-venture formada pelo grupo francês Vallourec e pelo japonês Sumitomo Metals, será revertido na produção anual de 1 milhão de toneladas de aço bruto, além de uma laminação que irá produzir anualmente 600 mil toneladas de tubos de aço sem costura.

A Elba Equipamentos e Serviços realiza a gestão da operação logística desse projeto desde 2009. Para viabilizar a execução da obra, a empresa mobiliza uma frota de 24 equipamentos de pequeno a grande porte, entre empilhadeiras, manipuladores telescópicos, reach stackers, guindastes hidráulicos de diversas capacidades, carretas e outros, que auxiliam no recebimento de materiais nacionais e importados, na armazenagem de produtos e expedição de materiais para as empresas responsáveis pela montagem industrial do complexo.

“Como não se tratava de um contrato de longa duração, tivemos que comprar e até locar muitos desses equipamentos”, afirma Flávio. Segundo ele, a construção do complexo ainda não atingiu o pico das atividades, quando mobilizará cerca de 7 mil funcionários, sendo que a obra deverá gerar cerca de 1,5 mil empregos diretos quando concluída, em meados de 2012.

 

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A Revista M&T é editada pela Sobratema, Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos.

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