Odebrecht ganha primeira oficina de pesados certificada pelo Cesvi — Revista M&T
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M&T nº 131Dez/Jan 2010 Matéria 11 de 14
Sumário
  1. EditorialSob nova direção
  2. NotasBrasil foi o melhor mercado para a Scania em 2009
  3. NotasVale anuncia investimentos de US$ 3,5 bilhões em infraestrutura para 2010
  4. NotasMercedes-Benz comemora 2,5 milhões de motores produzidos no Brasil
  5. NotasBrasileiras perto de levar a obra do trem-bala Madri-Lisboa
  6. NotasMicroestacas: tecnologia para locais de difícil acesso
  7. Obras FerroviáriasProjetos entram nos trilhos
  8. FreiosCapacidade total de frenagem
  9. ElevadoresO avanço da tecnologia de cremalheira
  10. EmpilhadeirasEquipadas para a paletização nos canteiros
  11. OficinaOdebrecht ganha primeira oficina de pesados certificada pelo Cesvi
  12. PerfilAs razões que explicam a maturidade institucional da Sobratema
  13. ManutençãoVálvulas hidráulicas: os acionadores que necessitam de cuidado especial
  14. NotasTracbel avança para o Centro-Oeste
Oficina

Odebrecht ganha primeira oficina de pesados certificada pelo Cesvi

O procedimento exigiu mudanças como reformulação do piso do espaço da oficina central, coleta seletiva de lixo e até uma nova configuração para a área de funilaria e pintura

Exclusivo M&T 11 de março de 2010 · Edição 131

A Odeq, oficina de equipamentos pesados da Odebrecht, recebeu, no começo de dezembro de 2009, a certificação técnica e ambiental por parte do Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária) e do IQA (Instituto de Qualidade Automotiva), respectivamente. De acordo com as entidades, essa foi a primeira certificação do gênero para uma oficina de equipamentos pesados no Brasil. E o reconhecimento não foi fácil, como adianta Afonso Legaspe Mamede, diretor de equipamentos da construtora.

“Em quatro meses, período pelo o qual nos adaptamos para obter as certificações, realizamos mudanças radicais na oficina. Antes não havia padrão de serviço, de iluminação e de manuseio de lubrificantes, entre outros itens, e tudo isso teve que ser revisto”, diz ele.

De acordo com Paulo Ricieri Nery Lopes, especialista da área de reparo de equipamentos da construtora, a conscientização dos três mecânicos, seus auxiliares e de mais 15 profissionais de serviços foi a tarefa mais difícil. “Em razão dessa dificuldade, tivemos mais de 150 horas de treinamentos técnicos e comportamentais e ainda estamos com outros programas previstos para os próximos 12 meses, a fim de manter o padrão alcançado”, diz ele.

O parâmetro ao qual ele se refere começa pela oficina central, que teve todo o piso refeito e pintado com epóxi. “Antes era um chão rústico de cimento, que não tinha qualquer proteção contra, por exemplo, infiltração de lubrificantes”, explica. “Já o novo piso, além de possuir canaletas ao redor da toda oficina, a fim de dissipar possíveis vazamentos de óleo, ainda é composto por um material que evita que o solo absorva os lubrificantes”, complementa. O especialista destaca que todo o espaço da oficina central é delimitado com faixas amarelas, acompanhando a tendência dos chãos de fábrica mais modernos.  Adicionalmente, os equipamentos em reparo, entre os quais se incluem escavadeiras, carregadeiras, tratores, motoniveladoras, e outros, ainda são manuseados sobre uma manta, que retém vazamentos de lubrificantes, complementando os procedimentos.

Organização operacional
A coleta seletiva também era condição sine qua non para a obtenção da certificação ambiental do IQA. Hoje, de acordo com Lopes, das 70 mil toneladas de resíduos gerados mensalmente, mais de 30% são destinados a reciclagens diretas.

Para obter a certificação técnica do Cesvi outros procedimentos tiveram que ser adotados, entre os quais se destaca a criação de uma área totalmente organizada para armazenamento de ferramentas especiais. “Essa arrumação resultou no descarte de mais de 8 toneladas de peças e materiais inúteis que ocupavam o estoque”, informa Lopes.

A caldeiraria também foi equipada com uma bancada que absorve os resíduos de solda. “São sobras encaminhadas para um processo de reciclagem, com procedimentos que não agridem o meio ambiente”, salienta o especialista da Odeq.

Entre as melhorias técnicas e ambientais, também está a estufa de pintura. Ela foi totalmente fechada e agora opera por meio de equipamentos com melhor foco de pintura, evitando a dissipação de névoas de tinta, algo que prejudica a saúde dos operadores e representa um desperdício de material. “Além disso, a pouca névoa gerada ainda é sugada por um exaustor especial, adquirido durante esse processo de certificação”, finaliza Lopes.

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